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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Evolução das Manifestações - A Previsão impossível

Comentário Gelio Fregapani - A Evolução das Manifestações - A Previsão impossível


Assunto: A Evolução das Manifestações - A Previsão impossívelde: http://www.defesanet.com.br


A Psicologia das Multidões

É bonito ver uma multidão empolgada. Há uma sensação de união, da luta por um ideal, de onipotência, mas nunca se sabe o rumo que ela vai tomar.

A psicologia das multidões foi estudada por Gustave Le Bom, que nos legou preciosos conhecimentos, úteis para quem pensa que um dia poderá ter que conduzir ou controlar alguma. Ensina ele: “Uma massa é como um selvagem; não está preparada para admitir que algo possa ficar entre seu desejo e a realização deste desejo. Ela forma um único ser e fica sujeita à lei de unidade mental das massas. As personalidades individuais desaparecem e o mais eminente dos homens dificilmente supera o padrão dos indivíduos mais ordinários. Ela não pode realizar atos que demandem elevado grau de inteligência. Numa multidão ensandecida é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada. O sentimento de responsabilidade que controla os indivíduos desaparece completamente. Todo sentimento e ato são contagiosos. O homem desce diversos degraus na escada da civilização. Isoladamente, ele pode ser um indivíduo; na massa, ele é um bárbaro, isto é, uma criatura agindo por instinto. A multidão não constrói. Só tem força para destruir”.

Quando Le Bom descreveu a multidão, a sociologia científica (não ideológica) ainda não tinha identificado o estereótipo das ações das classes sociais, considerava-se que nas multidões predominariam os elementos da classe dos excluídos, cuja tradicional imprevidência e irresponsabilidade os conduziriam a destruir tudo. Quando predominam indivíduos de classe média pode haver alguma diferença no comportamento.

Apesar disto presenciamos a baderna em vários locais do País. Quebram prédios. Prejudicam o trânsito. Atacam a Polícia para obrigá-la a revidar. Já era de se esperar que numa multidão houvesse baderneiros e ladrões, mas quando foram presos vários baderneiros declararam que receberam dinheiro para criar desordem. Verificou-se que alguns outros trabalhavam no próprio palácio do Governo, indicando que alguma facção governamental pode estar envolvida na criação e organização dos presentes movimentos.

Como teria começado

O primeiro a convocar uma “manifestação” teria sido o Zé Dirceu. Depois tivemos os “esculachos”, organizados pelos esquerdistas radicais, que não foram adiante por falta de apoio popular. As manifestações que estamos presenciando teriam sido montadas e organizadas nos centros acadêmicos controlados por movimentos ideológicos de extrema esquerda, principalmentenos diretórios das Faculdades de Filosofia. Na orientação esquerdista certamente providenciaram para que não fosse uma manifestação totalmente pacífica.

Foi fácil sentir as digitais do grupo organizador; A especialidade número um das esquerdas radicais é incitar as massas O pretexto para as manifestações foi incoerente e inconsistente e não mobilizou as classes trabalhadoras, pois trabalhadores recebem vale transporte, mas foi suficiente para juntar universitários indignados com a corrupção e a politicagem. Entediados com a vida fácil, mas cheios de vigor, agarraram a oportunidade de romper com a covardia oficial (do não reaja) e sair em busca de um “Santo Graal”.

A evolução

A verdade é que nem tudo saiu como foi planejada, a garotada de classe média conteve em parte a violência da multidão e repudiou os provocadores. O movimento tomou vulto surpreendente por causa da insatisfação geral e essa insatisfação fez com que as reivindicações fugissem do controle de seus organizadores. Os partidos políticos tem sido rejeitados, principalmente os esquerdistas radicais que pretendiam conduzi-lo em favor de seus ideais e aparece uma possibilidade de forçar a solução de alguns dos problemas nacionais. Entretanto, os grandes problemas nacionais só foram citados de forma difusa, até por ignorância dos manifestantes e certamente não serão tratados prioritariamente fala-se muito contra a corrupção, mas sem objetividade. Quase não se toca na perigosa questão indígena e ás vezes defende-se romanticamente posições prejudiciais ao País como a defesa exagerada do meio ambiente.

Final, a quem as manifestações beneficiam?

Bem, quid prodest? Quem ganha ou pensou ganhar com isto? Poucas dúvidas restam que o grupo sindicalista do PT (leia-se Zé Dirceu), desejoso de derrubar a Dilma esteve na liderança, secundado pelo PSOL, PSTU e outros radicais, claro, contando com a colaboração de vários “companheiros de viagem” A extrema esquerda soube sempre espalhar ódio entre diferentes grupos e jogar uns contra os outros. Desta vez conseguiu mobilizar contra a ordem vigente uma sociedade indignada, mas sem saber direito para onde apontar suas armas. Cansada da política, dos partidos, do Congresso, dos abusos do poder, as pessoas saem às ruas com a sensaÍ ão de que é preciso “fazer algo”, mas não sabem ao certo o que ou como fazer.
 
Apesar dos esquerdistas, até agora, terem falhado em conduzir o movimento para os ideais deles, pode ser que ainda consigam, por serem os únicos organizados. Até agora tem sido um tiro no pé, pois estão sendo os mais prejudicados. A tática da reação governamental está dando certo: pouca intervenção  e as imagens de vandalismo criam uma má vontade para com os vândalos e permitem uma reação forte quando ficar insuportável.Este filme viveu-se antes de 1964, também comandado por uma esquerda cega e violenta. Por sorte, naquela época, a classe média foi às ruas com o apoio das Forças Armadas e inverteu a situação.

Até agora só se vê prejuízos; o custo das depredações alcançará a dezenas de milhões e o prejuízo nas quebras de negócios e do turismo passará de um bilhão.

A esquerda gritona ficará reduzida ao seu real tamanho, ou seja, à insignificância, o Governo ficará diminuído e os políticos serão hostilizados onde quer que apareçam, mas não mudarão de índole.

O País perderá força e credibilidade e o sistema financeiro internacional certamente se aproveitará da ocasião.

O futuro incerto

Desta vez ainda não se sabe o rumo que tomará pode ser que as manifestações se extingam naturalmente tendo apenas dado um susto nos políticos,assim como podem forçar a solução de alguns atos de corrupção ou ainda tomar tal vulto que obrigue a intervenção autônoma da Forças Armadas. Isto dependerá muito da comunicação, na mídia e na internet.

Em qualquer caso o prejuízo para o País já foi evidente. O melhor que poderia ainda acontecer seria marcar o início da substituição da corrupta Democracia Representativa pela Democracia Direta, aproveitando as facilidades da internet.

Que Deus Proteja o nosso País

Gelio Fregapani

sábado, 1 de outubro de 2011

Entregaram os aeroportos. Privatização ou ação de incompetência?


A estratégia de deixar tudo para a última hora, atrasando soluções, para depois negociar com urgência e sem transparência.
Quanto a corrupção arrecadou com estas negociações tão rápidas, ao entregar nossos aeroportos?

Concessões vão manter aeroportos em condição de operar até 2041, diz Dilma

Daniel Mello
Da Agência Brasil
Em São Paulo
A concessão de aeroportos à iniciativa privada vai garantir a infraestrutura necessária do sistema de transporte aéreo pelos próximos 30 anos, disse hoje (30) a presidenta Dilma Rousseff. “É no horizonte de 2041 que nós vamos fazer as concessões de alguns aeroportos”, informou ela ao participar de um fórum promovido pela revista Exame, em São Paulo.

As melhorias nos aeroportos não têm, de acordo com Dilma, vinculação específica com a Copa do Mundo de 2014 e com as Olimpíadas de 2016, mas sim, com o atendimento das necessidades da população. “Nós temos que fazer aeroportos para nós mesmos".

Para a presidentA, as empresas privadas têm um papel importante e complementar na execução das grandes obras que o país necessita. “O setor privado deve ser parte responsável pela modernização da infraestrutura do nosso país”, destacou. Dilma defendeu ainda as parcerias público-privadas (PPPs) como forma de aumentar a eficiência e reduzir gastos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os Piratas já estão na política brasileira

Uma proposta diferente e que precisa ser discutida por todos nós 

Partido Pirata.BR
Por Murilo Roncolato - Estadão
Eles querem disputar as eleições e brigar em nome da internet livre, mas antes precisam correr contra o tempo e a falta de dinheiro para oficializar o partido
Tjack fala do Rio Grande do Sul, Mario_Joaquim dá o recado da Bahia, Jhe impõe cariocamente suas ideias, enquanto o Blap, do Distrito Federal, o Kurunko, de São Paulo, e um colega anônimo do Pará rasgam um debate interminável. “Precisamos esclarecer o fluxograma de formalização do partido”, escreve um deles. “Mas quem vai me ajudar na Tesouraria?”, suplica a outra. “EEEI!! Reunião encerrada! Obrigado, Piratas. Avante!” “Avante!”. Essa reunião aconteceu via internet, na plataforma de bate-papo IRC.
Diálogos assim são comuns nas reuniões de um partido político brasileiro. Não é bem um partido ainda, apesar de já ter nascido com a palavra no nome, mas o Partido Pirata do Brasil, ativo desde 2007, se articula para se registrar formalmente até outubro deste ano, para que assim possa, com sorte, disputar as eleições municipais em 2012.
O PPBr, possível futura sigla do possível futuro partido, surgiu no encalço dos demais Partidos Piratas europeus. A Suécia foi o primeiro país a ter um, com ativistas desde 2006 levantando bandeiras pela internet livre.
Hoje, partidos com a bandeira pirata estão presentes em 60 países, entre eles Cazaquistão, Nepal, Rússia, França, Estados Unidos e Peru. Na Suécia, dois piratas foram eleitos para cadeiras no parlamento da União Europeia, enquanto na Alemanha, são cerca de 40 membros do partido ocupando cargos locais.
Em quatro anos, o grupo todo se viu duas vezes (FOTO: Arquivo pessoal)
R$ 72. Por aqui, como conta a atual tesoureira do grupo e formada em gestão de políticas públicas, Jhessica Reia, de 22 anos, o Partido tem só R$ 72 em caixa, além de bótons e camisetas, postas a venda em uma loja virtual no site oficial do partido.
Assim como Jhessica, a maioria do grupo acredita na constituição legal do PPBr como partido, mas também está ciente da dificuldade de se fundar um partido no Brasil e da distância a ser percorrida.
O jurista Paulo Rená, membro do Partido Pirata e um dos responsáveis pelo Marco Civil da Internet, é também o puxador da fila pela formalização em 2012. “Se ficar para 2014, vamos começar de cima, federal e estadual. Eu acho importante começar por baixo, política local”.
Rená, que deseja disputar cargos no Distrito Federal, diz que, para ele, o primeiro objetivo eleitoral seria conquistar cadeiras no legislativo, visando “levar o debate”.
Embora na ativa há quatro anos, os participantes se veem pouco na vida real. A distância e os baixos recursos permitiram que se encontrassem pela primeira vez em 2009, durante a Campus Party, e em 2010, no 1º encontro nacional do PPBr.
Tanta discussão virtual gera desentendimento mais facilmente, o que leva a desgastes, conta um dos primeiros ativistas do Partido, Jorge Machado, de 39 anos. O professor universitário conheceu os piratas da Alemanha e conta que por lá a coisa é bem diferente. “São mais de 13 mil filiados, há dois encontros mensais para discutir questões do partido, e um anual que reúne cerca de mil pessoas”, relata.
Aliança. Machado pontua ainda pontos positivos nos alemães e que acredita serem necessários ao Partido aqui. Para ele, é preciso “abrir a pauta” e abraçar mais temas além dos relacionados entre os princípios; ir às ruas e se articular. “É preciso buscar alianças políticas também, mas coisas pontuais, em cima de ideias. Não dá para ficar isolado”, avalia.
Jhessica, que também é pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV do Rio, conta que nunca houve aproximação oficial de nenhum partido brasileiro. “Nunca ofereceram ajuda e, por enquanto, não há o interesse da nossa parte também. É cada um na sua”, diz.
A agenda do grupo, ainda não votada, aposta no registro em cartório ocorrendo até 10 de julho e o encaminhamento da versão final ao TSE no dia 30 de agosto. Dessa maneira, até fins de setembro tudo estaria de acordo e os piratas já poderiam almejar cargos para 2012.
“Na Suécia, em três anos, conseguiram cadeiras no Parlamento Europeu. A gente está aqui desde 2007, se não for agora vai ser quando?”, diz Rená. Está aberta a votação.
VOTAÇÃO
Na internet, o grupo se reúne, discute e toma decisões ao estilo das assembleias estudantis, com direito a inscrições para falar e votações levantando o braço. Difícil é manter a ordem.
A pirata sueca Amelia Andersdotter falou ao Link em 2009, prestes a assumir uma cadeira no Parlamento Europeu. Por e-mail, ela se diz feliz com os piratas no mundo e decepcionada com políticos daqui. ”É bizarro. A ministra Ana de Holanda ignorou o trabalho já feito e voltou a ouvir só o setor privado”, diz ela.

CRIANDO UM PARTIDO

Fundação | Deve-se registrar a ata de fundação assinada por, no mínimo, 101 eleitores, de ao menos nove Estados, e o estatuto e programa do partido em cartório (R$ 123) após publicá-los no Diário Oficial (R$ 30,37 por centímetro de texto).

Apoio | Criam-se diretórios em ao menos nove Estados. Neles, deve-se obter assinaturas de 0,1% do eleitorado de cada um. Os apoiadores devem totalizar, no mínimo, 0,5% do eleitorado nacional (quase 500 mil pessoas). Tudo deve ser registrado nos TREs e aprovado (ou não) pelo TSE.

Contras | O PPBr tem hoje 87 membros (em 14 Estados), R$ 72 em caixa, 30 camisetas à venda por R$ 40 – em média – e nenhuma sala comercial.
PRINCÍPIOS COMUNS A TODOS OS PARTIDOS PIRATAS
1) Defender as liberdades de expressão, comunicação e educação; respeitar a privacidade e os direitos civis
2) Defender a livre circulação de ideias, conhecimento e cultura
3) Apoiar politicamente a reforma de direitos autorais e leis sobre patentes
4) Trabalhar colaborativamente e participar com o máximo de transparência
5) Não aceitar ou defender a discriminação de raça, origem, crenças e gênero
6) Não apoiar ações que envolvam violência
7) Usar software livre e protocolos abertos sempre que possível
8) Defender politicamente construções abertas, participativas e colaborativas de políticas públicas
9) Promover solidariedade entre os piratas
10) Compartilhar sempre que possível
11)* Defesa da Inclusão Digital
12)* Descriminalização da pirataria de rua
*Princípios criados no Brasil

 Mais um...

Os piratas do Brasil estão chegando

Guilherme Pavarin, de INFO Online
Segunda-feira, 05 de outubro de 2009 - 15h25

Os piratas do Brasil estão chegando
Jorge Machado e Guilherme Bellia, do Partido Pirata: dupla explica as propostas da agremiação que foca na internet e na política colaborativa

Internet
SÃO PAULO – Eles defendem o software livre nas escolas, a transparência política e a privacidade na internet. O Partido Pirata do Brasil já existe, sim.
Inspirado nos moldes europeus, a versão 'pirateada' nacional já escreve seu estatuto e pretende lançar os primeiros candidatos nas eleições de 2012.
Leia também:
Até lá, o Partido Pirata do Brasil quer divulgar sua forma aberta e colaborativa de fazer política. Uma nova proposta, nos moldes "wiki", que permite que qualquer interessado contribua ideologicamente com o partido pela internet.
Sem qualquer sinal de hierarquia partidária, os membros Jorge Machado, sociólogo e professor universitário, e Guilherme Bellia, estudante de comunicação, concederam uma entrevista a INFO Online para contar sobre a história e os princípios do partido.
Confira o bate-papo logo abaixo.
INFO ONLINE: Como se deu a ideia de fundar o Partido Pirata do Brasil?
JORGE MACHADO: O Partido Pirata do Brasil, o embrião dele, digamos assim, surgiu no Fórum do Partido Pirata Internacional. Foi um fórum e um site criados pelos suecos, em 2006, devido ao interesse internacional, principalmente dos europeus. Começamos a discutir entre o final de 2006 e o começo de 2007 num fórum só para o Brasil. Isso tudo por meio da internet. O primeiro site nós criamos no fim de 2007, mas ele só se estruturou de verdade a partir do primeiro encontro presencial no Campus Party de 2009, quando o criamos um vínculo mais forte.
INFO ONLINE: Qual o objetivo de um Pirata na política?
JORGE MACHADO: Tem um núcleo que é uma pauta comum entre todos os Partidos Piratas, que é a questão de direitos civis, entre eles, o mais importante é a liberdade de expressão e o direito a privacidade. Defendemos o compartilhamento da cultura e do conhecimento, o que demanda uma reforma nas leis de direitos autorais. Também queremos rediscutir o sistema de patentes. Além da transparência política, que todos os Partidos Piratas discutem.
GUILHERME BELLIA: A questão de privacidade tem se tornado cada vez mais importante devido a certo movimento que está começando a aparecer e já está se consolidando em alguns países de restringir cada vez mais os direitos de anonimato dos internautas com justificativas duvidosas, como coibir crimes e etc. Uma das importâncias do Partido Pirata é ir contra essa tendência governamental de tirar a liberdade, de um direito humano.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ROMPER O CERCO DA EMPULHAÇÃO E DA MÁQUINA OFICIAL DE PROPAGANDA

Reinaldo Azevedo
ESTÁ CRIADO O MSP, O MOVIMENTO DOS SEM-POLÍTICO! INDIVÍDUOS LIVRES GANHAM AS RUAS! CUMPRE A CADA UM ROMPER O CERCO DA EMPULHAÇÃO E DA MÁQUINA OFICIAL DE PROPAGANDA
Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP.
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não! É que a UNE estava contando dinheiro. O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de idéias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético. No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não! É que a CUT estava contando dinheiro. O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal. No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não! É que o MST estava contando dinheiro. O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura. No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não! É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro. Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista. Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo. Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço. Os milhares que saíram às ruas não agüentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público. O MSP - O Movimento dos Sem-Político Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”. Se políticos aparecessem para também protestar — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira. Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito. Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade. O maior em nove anos Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo. O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo. Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres nos aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados. A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo. Enfrentar a desqualificação A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil. É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra. Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam. A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”
Por Reinaldo Azevedo - Veja

terça-feira, 26 de julho de 2011

Crimes cometidos por petistas são virtudes


Reinaldo Azevedo
Veja - 20/07/2011


Tarso Genro ressuscita, na prática, a tese de que crimes cometidos por petistas são virtudes. Ou o Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil!

Sempre, leitor, mas sempre mesmo!, que você julgar que ainda não se atingiu o paroxismo do absurdo, que uma avaliação amoral ainda não ultrapassou o limite do asqueroso, do detestável, do nefando, então é o caso de saber o que pensa Tarso Genro, ex-ministro da Justiça e agora governador do Rio Grande do Sul. Se não se lembra, estou a falar da supernanny do homicida Cesare Battisti.

Quem saiu hoje em defesa de Hilderado Caron, o petista do Dnit, tão responsável pela bandalheira que vigora naquele órgão como qualquer amigo de Valdemar Costa Neto? Tarso Genro, é claro! Caron é do PT do Rio Grande do Sul, amigo do governador.  E, curiosamente, ainda não foi demitido! Leia o que informa o Estadão Online. Volto em seguida:
*
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez uma defesa contundente do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, durante entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 20, na sede da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert). “Eu conheço ele (Caron) há 30 anos e duvido que tenha cometido alguma ilegalidade por motivo doloso ou por interesse próprio”, afirmou o governador, que, no entanto, sugeriu que o petista deixe o cargo. “Eu digo mais: eu, se fosse ele, eu saía de lá para ajudar a presidente (Dilma Rousseff) a criar um novo ambiente.”

Caron está sob ameaça de perder o cargo por pressão do PR, que exige que todos os nomes colocados sob suspeita de irregularidades sejam afastados, assim como foram alguns dos filiados ao partido que estavam no Ministério dos Transportes e no Dnit. Segundo a revista VEJA, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, disse a correligionários que o petista se empenhava para viabilizar “estranhos reajustes” de preços de obras.

Tarso também considerou estranho que as denúncias tenham aparecido agora. Lembrou que investigações feitas pela Polícia Federal (PF) quando era ministro da Justiça não detectaram nada. “Para evitar que se crie uma situação de denuncismo generalizado, é preciso separar o que é corrupção, o que é denúncia de alguém que não está satisfeito e o que é denúncia política.”

Comento
Prestem atenção ao que vai em negrito. Se Caron cometeu alguma ilegalidade, foi por motivo apenas, digamos, culposo, sem intenção. Então, entende-se, o homem deve ser perdoado. Mas não só por isso: Tarso assegura que, se isso aconteceu, não foi “por interesse próprio”.

É o PT falando. O crime em nome do partido se justifica, como sabemos; o crime em nome da causa é aceitável; o crime em nome de um projeto de poder é, no fundo, um ato revolucionário. Tarso está dizendo, em suma, que um malfeitor do PT não deve ser misturado a malfeitores de outras legendas porque são pessoas de naturezas distintas. Um tem o direito natural de ser criminoso; os outros não.

Notem que, na sublinha, sobra censura até para a presidente Dilma Rousseff. Tarso desconfia das denúncias; ignora que a própria presidente chamou Alfredo Nascimento e a cúpula dos Transportes e lhes passou uma descompostura, inconformada com a estupidamente cara ineficiência da pasta.

O ex-ministro da Justiça — ALIADO DO ATUAL, JOSÉ EDUARDO CARDOZO, É BOM LEMBRAR — também atesta a sua competência, não é? Segundo diz, a Polícia Federal, subordinada ao ministério de que ele era o titular, não havia “detectado nada”. Pois é…
A própria Dilma “detectou”, mas a PF de Tarso não viu problema nenhum…

Questiono, num dos posts abaixo, por que a polícia não agiu, nesse caso, com os mesmos métodos empregados contra o cleptogoverno de Arruda. Esbocei uma hipótese: aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei.

Tarso demonstra que o meu pior juízo a respeito do PT e dos petistas é mesmo o melhor. Ou o Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil.
Por Reinaldo Azevedo

O DNA DO PETISMO

"A impunidade é a matriz e a geratriz de novos e insensatos acontecimentos e o desmoronamento do que ainda resta de bom na alma humana." (Leon Frejda Szklarowsky)

O DNA DO PETISMO

General Gilberto Barbosa de Figueiredo (*) (julho de 2011)

Em maio deste ano, divulguei um texto que denominei A VERGONHA QUE ERA POUCA SE ACABOU, parafraseando uma conhecida cantiga de rodas e tratando da sucessão interminável de escândalos que povoam a administração petista, desde o primeiro, mais surpreendente, mais escandaloso, mais escabroso de todos o que ficou conhecido por mensalão.
Sem sombra de dúvida, aquele episódio se constituiu em uma das mais vergonhosas atuações de um partido político na história republicana brasileira. "Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber. No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada", afirmou o Procurador-Geral da República, Dr Roberto Gurgel, nas suas legações finais sobre o caso, enviadas ao STF.
Essa monstruosidade cometida contra a ética foi perpetrada, recorde-se bem, pelo partido que subiu ao poder com o discurso de que iria modificar os viciados costumes políticos brasileiros e erradicar, de vez, a corrupção no trato da coisa pública. Mas, infelizmente para os cidadãos honestos que acreditam no bem e no direito, aconteceu o inverso. Foi um dos mais retumbantes casos de estelionato eleitoral de que se tem notícia no país.
Após assumir o poder, pouco a pouco, o PT começou a tomar a feição do antigo PTB getulista, em que o "peleguismo" passa a ser a marca mais visível.
Com antigos sindicalistas refestelados em postos importantes em ministérios e estatais, nutridos com polpudos salários, a antiga austeridade moral, que chegou a enganar a muitos, veio por água abaixo. O puritanismo rapidamente cedeu lugar a um peleguismo desenfreado.
No artigo acima citado procurei mostrar, relembrando alguns dos males praticados pelo governo petista, que a vergonha ao ver-se nas manchetes dos jornais e revistas, por participar de atos de corrupção, tinha-se acabado completamente entre petistas e aliados. Após a divulgação, alguns amigos me lembraram que se tivesse esperado um pouco mais teria o caso Palocci para relatar. É verdade! E um tanto mais de espera e seria o escândalo do Ministério dos Transportes que estaria à disposição.
O enriquecimento estrondoso de Palocci que conseguiu multiplicar por vinte seu patrimônio em escassos quatro anos foi emblemático. Parece que não houve o menor constrangimento para chegar a tal enriquecimento. Mais do que isso, faltou qualquer resquício de vergonha nas tentativas de explicá-lo à opinião pública. Ou consideram-nos perfeitos idiotas, a ponto de acreditarmos em argumentos tão inverossímeis, ou passaram a se considerar acima do bem e do mal e a não ligar mais ao que possa pensar o povo brasileiro.
Quanto ao Ministério dos Transportes, poderia alguém afirmar que os fatos foram protagonizados por membros do PR e não do PT. Acontece que todos eles foram escolhidos por Lula e mantidos nos cargos por Dilma. Sem dizer, como não poderia ser ao contrário, que tem petista também envolvido. E pôde-se observar, ainda, a atitude oscilante da presidente. Primeiro, intervém no Ministério dos Transportes, mas diz que o ministro está prestigiado para, pouco tempo depois, demiti-lo. Uma vez destitui liminarmente todos os servidores citados como envolvidos em corrupção pelos órgãos de imprensa, para, logo em seguida, convidar um senador, no mínimo suspeito, para ministro. Inicialmente, afasta o diretor-geral do DNIT, para, no momento seguinte, declará-lo em férias, quando ameaçou contar tudo que sabia e, em
nova oportunidade, outra vez declarar intenção de exonerá-lo.
Assim, pode-se notar que era falso o discurso exposto à exaustão, colocando o partido como força do bem, enquanto era oposição.

"O que está no DNA do PT, na realidade, é a fome pelo exercício do poder pelo poder, permitindo a manutenção dos companheiros em altos e bem remunerados cargos. Para conseguir tal intento tudo vale, inclusive agredir, seguidamente, os princípios da ética e da honestidade."

(*) General, antigo membro do Alto Comando do Exército e ex-presidente do Clube Militar
MAIS UM GRANDE DOCUMENTO DO GENERAL DE EXÉRCITO GILBERTO FIGUEIREDO.
LEIAM. REPASSEM. O BRASIL PRECISA CONHECER A VERDADE.
O GRUPO GUARARAPES AGRADECE AO GENERAL ESTE SEU TRABALHO OBJETIVO, CLARO E QUE PREGA  OS PRINCÍPIOS DA ÉTICA E DA HONESTIDADE.
GRUPO GUARARAPES
Doc. nº 154 - 2011

Corrupção na ANP está blindada pelo PT e PCdoB

A ANP nega acusação e diz que se trata de retaliação, pelo fato da Revista Época não fazer parte dos veículos que faturaram com matéria promocional paga pela ANP.
O fato é que, seja retaliação ou não, veio à tona a acusação. É real o fato da corrupção, como mostra o vídeo abaixo. Mais um escândalo do des-governo PT que recebe todo o esforço, dos chefes da gang petista, para que seja blindado e o povo... oras o povo... O povo esquece tudo!

Celso Brasil

ABr (2), Folhapress, JCom/D.A Press (2), AE, Futurapress e reprodução (2)Assista o vídeo com as partes 1, 2 e 3 em sequência. Editado para este blog.

Revista Época atualiza Denuncia contra ANP
(Agencia Nacional da Propina)

ÉPOCA obteve vídeos, documentos e cheques que revelam como o aparelhamento partidário transformou a Agência Nacional do Petróleo numa central de achaque e extorsão PROVAS DA EXTORSÃO Com a ajuda do MP, a advogada Vanuza Sampaio gravou um encontro que manteve com dois assessores da ANP, que exigem propina de R$ 40 mil para resolver um problema de um cliente dela. Abaixo, trecho do depoimento prestado pela advogada ao MP, no qual ela detalha o caso, e o cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adulterador de combustível do país
Às 16h23 do dia 5 de maio de 2008, uma segunda-feira, dois assessores da Agência Nacional do Petróleo (ANP) encaminharam-se discretamente ao escritório da advogada Vanuza Sampaio, no centro do Rio de Janeiro. Os dois, Antonio José Moreira e Daniel Carvalho de Lima, acomodaram-se na sala de reuniões do escritório, tomaram cafezinho e conversaram por alguns minutos sobre amenidades. Ato contínuo, a advogada Vanuza assomou à porta. Vanuza é a advogada com mais volume de processos na ANP; conhece profundamente a agência. Tem como clientes distribuidoras de combustível, postos e empresários do setor de petróleo e gás – todos dependem da ANP para tocar seus negócios. Depender da ANP, conforme investigou ÉPOCA nos últimos dois meses, significa sofrer continuamente o assédio de tipos como Moreira e Daniel. Não são os únicos. Há muitos como eles. Mas, para a turma que transformou a ANP num cartório de extorsão, aquela não era uma segunda-feira tão ordinária. Daquela vez, dois deles foram gravados em vídeo, em pleno expediente subterrâneo. ÉPOCA obteve cópia dessa gravação, que integra uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI251432-15223,00-
30/07/2011 - 00:33 - Atualizado em 30/07/2011 - 00:33
O dinheiro era para o partido
A advogada que gravou o vídeo da corrupção na ANP afirma a ÉPOCA que a propina exigida na gravação acabaria nos cofres do PCdoB – cujos dirigentes comandam com mão de ferro a agência
DIEGO ESCOSTEGUY
Montagem sobre fotos Shutterstock
O comunista Haroldo Lima não detém conhecimentos técnicos sobre petróleo, mas sabe tudo de política. Aos 71 anos, o atual diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já fez muito pela esquerda. Militou no movimento estudantil, fundou a organização Ação Popular, a AP, na qual combateu a ditadura militar, e, há 39 anos, apaixonou-se pelo PCdoB. É um dos mais antigos e dedicados quadros do partido, pelo qual cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Num deles, elegeu-se com o mote “botando para quebrar”. A exemplo de tantos outros políticos de sua geração, sacrificou-se pelos ideais da esquerda, mas capitulou aos encantos da direita. Em 2003, em reconhecimento a seus serviços, o então presidente Lula nomeou Haroldo para uma diretoria na ANP.
Desde então, Haroldo socializou cargos e contratos entre os camaradas do PCdoB. Fora, assegurou – com muito custo – o próspero acúmulo de capital dos grandes empresários do setor petrolífero. Essa ambiguidade de papéis, subproduto do aparelhamento partidário do Estado brasileiro, não poderia dar certo. Conforme revelou ÉPOCA na capa de sua última edição, viraram regra a cobrança de propina e os achaques a empresários que precisam das canetadas dos burocratas da ANP. A reportagem trouxe a público evidências fortes da corrupção na ANP, como cheques, e-mails, relatos de empresários extorquidos – e até um vídeo em que uma advogada que atua no ramo é achacada por dois assessores da ANP. Todo o material integra uma investigação sigilosa, iniciada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.
No vídeo, gravado em maio de 2008, Antonio José Moreira, então procurador da ANP, e Daniel de Carvalho Lima, estagiário da agência, cobram R$ 40 mil da advogada Vanuza Sampaio para liberar o registro de um cliente dela, a distribuidora de combustíveis Petromarte. Ambos dizem falar em nome do dirigente do PCdoB Edson Silva, então superintendente de Abastecimento e hoje assessor de Haroldo Lima. Os dois assessores da ANP dizem no vídeo que o valor de R$ 40 mil foi estipulado por Edson Silva e que ele receberia R$ 25 mil do total.
Assim que a reportagem foi publicada, a direção da ANP, em vez de determinar a investigação dos fatos, esforçou-se por tentar desqualificar o caso. A ANP chegou a anunciar que a advogada Vanuza foi interpelada judicialmente – e que ela teria negado qualquer acusação contra o comunista Edson Silva. Não é verdade. “Fui interpelada em razão de uma matéria que saiu na imprensa contra o senhor Edson Silva. Apenas neguei que fosse fonte da referida matéria. Nunca voltei atrás em nada”, disse a advogada Vanuza. Ela, diante da repercussão do caso, aceitou falar a ÉPOCA na semana passada. Vanuza esclareceu, sobretudo, o que já se suspeitava: os dois assessores da ANP disseram a ela que o dinheiro cobrado iria para o caixa do PCdoB (leia a entrevista) .
Não é por acaso que a ANP reagiu agressivamente às acusações: até a máquina publicitária da agência tem muitas afinidades com Haroldo Lima – e depende dele. A Leiaute Propaganda, agência baiana contratada pelo baiano Haroldo Lima para comandar a publicidade da ANP, tem entre seus sócios amigos e camaradas do próprio Haroldo Lima. Sidônio Palmeira e Liani Sena, dois dos donos da Leiaute, são filiados ao PCdoB, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral. Antônio do Carmo, até há pouco tempo diretor da Leiaute, integrou o PCdoB por 18 anos. Os laços entre Sidônio Palmeira e Haroldo Lima são antigos: eles militaram juntos no movimento estudantil da Bahia. Hoje, a ANP do comunista Haroldo Lima gasta R$ 7,7 milhões anuais com a empresa de Sidônio. A mesma Leiaute prestou serviços nas últimas campanhas eleitorais do petista Jaques Wagner ao governo da Bahia, disputadas com o apoio do PCdoB. (Hoje, a Leiaute também detém as contas publicitárias do governo da Bahia.)
Uma das sócias da Leiaute, Liani Sena, disse que nem ela nem Sidônio Palmeira são ou já foram filiados ao PCdoB, apesar das evidências em contrário. Ela afirmou ainda que o contrato da agência com a ANP obedece a todas as exigências da lei. “Foi um processo de licitação legal do governo federal”, disse. Procurada, a ANP, em resposta a perguntas enviadas pela reportagem de ÉPOCA, disse que o contrato com a Leiaute foi “auditado pelos órgãos de controle externo, que nunca registraram qualquer irregularidade na sua execução”.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Gleisi e Bernardo envolvidos com escândalos do Dnit no Paraná

Paulo Bernardo & Gleise envolvidos
O Globo - por Ricardo Noblat
24.07.2011 |

Amiga de ministros do PT atua como lobista no Dnit

Teresinha Nerone, ligada a Gleisi e Bernardo, acompanhou obra suspeita no Paraná. Ela foi contratada pela Prefeitura de Maringá para captar recursos e também acompanhar projetos em ministérios
Rubens Valente, Folha de S. Paulo
Amiga do casal de ministros petistas Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), a consultora Teresinha Nerone atuou no governo para obter apoio do Ministério dos Transportes à construção do anel viário de Maringá (PR).
A obra é investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que aponta sobrepreço de R$ 10,5 milhões nos pagamentos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O diretor-geral do órgão, Luiz Antonio Pagot, envolveu o casal na crise do setor ao dizer a congressistas do PR que "cumpria ordens do Planejamento", chefiado por Bernardo no governo Lula, e que Gleisi era quem acompanhava as obras no Paraná.
Na semana passada, em depoimento ao Senado, ele voltou atrás e negou ter feito ameaças aos petistas.
A empresa de Teresinha é contratada desde 2008 pela Prefeitura de Maringá para "assessoramento na montagem e acompanhamento de processos para a captação de recursos". Indagada pela Folha, a assessoria de imprensa da prefeitura admitiu que os serviços de Teresinha incluíam acompanhar a tramitação do projeto da obra viária do Dnit, além de "financiamentos" no BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] e na Caixa Econômica.

Universidades federais têm 53 obras paradas

Educação travada e o MEC investindo milhões em livros que deseducam. Celso Brasil
Lisandra Paraguassu - O Estado de S.Paulo
O Ministério da Educação tem hoje quase 2 milhões de metros quadrados em obras nas universidades federais. A expansão e renovação das instituições, no entanto, está com 53 obras paradas em 20 diferentes universidades, segundo levantamento do próprio ministério.
Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Falta de sintonia. Na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, construção de salas de aula não acompanhou crescimento do número de alunos
São moradias estudantis, laboratórios e salas de aula que consumiram alguns milhões de reais, mas ainda não estão prontas. De acordo com o ministério, porque construtoras e empreiteiras abandonaram canteiros, faliram e ficaram sem recursos para cumprir seus compromissos.
Como consequência, estudantes assistem às aulas em espaços improvisados, avançam em suas graduações sem laboratórios prontos, sofrem com falta de bibliotecas e locais para moradia.
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) é a que está com o maior número de obras paradas. São nove, que incluem de prédios de salas de aula no câmpus de Garanhuns a laboratórios, auditórios e bibliotecas do câmpus de Serra Talhada. Todas foram iniciadas, nenhuma delas foi inaugurada.
A empresa Erdna Engenharia Ltda, responsável pelo trabalho, teria abandonado as obras e falido. A empresa trabalhava para a UFRPE desde 2005. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, recebeu R$ 11,6 milhões até 2010 para tocar a expansão dos câmpus das duas cidades. O sistema não informa nem o ministério sabe dizer quanto foi pago pelas obras que não foram finalizadas.
O pró-reitor de Administração da UFRPE, Francisco Carvalho, afirma que o maior prejuízo foi a paralisação da construção dos laboratórios, necessários para o bom desempenho dos alunos dos cursos oferecidos pela unidade de Serra Talhada: Agronomia, Zootecnia, Biologia e Química. No total, o câmpus recebe 2,5 mil alunos.
A Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é a segunda com mais obras paradas. A Engepar Construtora atrasou e não cumpriu os contratos de salas de aula nos câmpus de Santa Mônica, Pontal e em Uberlândia, além da ampliação da reitoria e dos prédios de moradia.
A empresa teria alegado falta de capital de giro e a própria universidade rescindiu quatro dos contratos com base na "precária situação financeira da contratada". Em outra obra, o contrato ainda não foi rescindido.
A Engepar também tem um longo histórico de trabalhos para a UFU, iniciados em 2006. Desde então, recebeu R$ 23,6 milhões do governo. Em 2010 foram R$ 2,2 milhões e neste ano, apesar da paralisação, recebeu R$ 9 mil. Segundo o reitor Alfredo Júlio Fernandes Neto, as aulas em Ituiutaba, por exemplo, vão começar no mês que vem sem que o edifício esteja pronto.
O problema se repete na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que tem quatro obras paradas, entre elas uma biblioteca, um hospital veterinário e laboratórios. "As construtoras que vencem as concorrências abandonam a obra logo depois de iniciá-la", explica o superintendente de Implantação e Planejamento da instituição, Vital Pedro da Silva Paz.
A construção da biblioteca, na cidade de Cruz das Almas, é a mais atrasada. Começou há três anos e seria concluída, segundo a projeção inicial, em um ano. Hoje, o andamento da construção não chegou a 15% - e está na terceira licitação. Com isso, o valor da obra saltou de R$ 3,5 milhões para R$ 4,5 milhões. A última a abandonar a obra, a Construtora Macadame, de Feira de Santana, havia vencido a concorrência, em 2009, projetando o preço em R$ 4 milhões.
O caso que causa mais preocupação é o do hospital. "Existe um impacto acadêmico com a falta dessa estrutura", admite Paz. "Os alunos precisam ser encaminhados a outras instituições para ter acesso a essa parte prática de seus cursos."
A Universidade Federal de Goiás também tem quatro construções problemáticas. As Federais de Grande Dourados (MS), Alagoas e Espírito Santo estão com três obras paradas (mais informações nesta página).
As construtoras envolvidas nas obras não foram localizadas para falar sobre os problemas.
Justificativas. O ministro da Educação, Fernando Haddad, reclama das dificuldades que o governo federal e as instituições têm para cancelar os contratos quando há abandono ou paralisia das obras por qualquer motivo. Ele afirma que há orçamento, que foi feito um cronograma e os pagamentos estão sendo feitos em dia, mas mesmo assim as obras atrasam ou param.
"A legislação é muito desfavorável ao setor público. O mau empresário que ganha uma licitação tem penas muito pequenas. Ele não se incomoda de abandonar um canteiro, de atrasar uma obra e colocar a faca no pescoço do reitor em busca de um aditivo", afirmou em entrevista ao Estado. Haddad afirma que há casos recorrentes de empreiteiras que ganham uma licitação, iniciam um trabalho, mas quando vencem outro contrato, mais lucrativo, tiram a mão de obra do canteiro.
"A legislação deve ser aperfeiçoada no sentido de punir os empreiteiros que realmente não têm compromisso com a causa pública. Ganham licitações e depois não entregam as obras prontas." / COLABORARAM ANGELA LACERDA, MARCELO PORTELA e TIAGO DÉCIMO

A prova cabal de que nada foi feito nos quase 9 anos de PTralhas

A falta de reação do povo brasileiro, diante de tanta corrupção e inatividade do governo, assusta todos os especialista internacionais.
Celso Brasil


A conta do PAC de Lula ficou para Dilma
AE/MARCOS DE PAULA

Restos a pagar de Lula representam 87% dos R$ 12,2 bilhões gastos no PAC em 2011
Dos R$ 12,2 bilhões desembolsados no primeiro semestre deste ano para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 10,6 bilhões representam restos a pagar de projetos do governo Lula. O levantamento é da ONG Contas Abertas junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

Enquanto se pagam antigas dívidas, deixam de ser iniciadas novas obras. A ONG também chama a atenção para promessas de campanha vinculadas ao PAC que, pelo menos até junho, não saíram do papel. Na Saúde, por exemplo, não foi gasto um centavo dos R$ 212,5 milhões previstos no orçamento para a construção de 500 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), onde a população teria acesso gratuito a serviços médicos, 24 horas.

Outro projeto parado são as chamadas praças do PAC, para as quais foram disponibilizados R$ 170 milhões. O dinheiro para tirar do papel as 800 unidades que pretendem integrar esportes, lazer e cultura ainda não foi gasto. Entre outras propostas com investimento zero neste semestre está a implantação de postos de polícia comunitária e o apoio ao trem de alta velocidade, no Rio, Campinas e São Paulo.


TCU aponta indícios de fraude em uma das principais obras do PAC
Vista da construção de um canal nas obras de transposição do Rio São Francisco, na Bahia

Segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de fraude de R$ 29,9 milhões na transposição do rio São Francisco, uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desse valor, R$ 27,5 milhões (92%), verba destinada pelo Ministério da Integração Nacional, seria para remunerar “funcionários fantasmas”.

Este é o primeiro relatório a detectar supostas irregularidades nas obras do São Francisco. O TCU afirma que diversos trabalhadores listados em documentos entregues à Integração Nacional não constam nos registros da Previdência.

Ainda de acordo com a reportagem, foi determinado que o ministério tome providências e devolva o valor aos cofres públicos até o próximo dia 20.

Acorda Rio - Chegou a hora da mudança

Este artigo traz uma radiografia de tudo o que não deveria acontecer com o Brasil e o que deve ser feito. A solução inicia com o combate aos comunistóides que se apossaram do Brasil. Celso Brasil

A manifestação popular que o Rio precisa ou como sacudir a poeira e dar a volta por cima

Fonte: acordario.com
Por José Paulo Grasso
Engenheiro e coordenador do
Acorda Rio

O já tradicional mar de lama político do Brasil evoluiu para uma ressaca furiosa na qual ondas sucessivas de escândalos gigantescos revelam toda a sorte de falcatruas. Antigamente, dizia-se que um político roubava, mas fazia. Hoje ele rouba, não faz e, principalmente, não deixa fazer, para que assim determinados grupos eternizem seus feudos. O país está assolado por partidos que se associaram para assaltar os cofres públicos descaradamente após décadas de impunidade.
Todas as sociedades têm as suas tramóias, mas em lugar nenhum do mundo se alcança a desfaçatez estratosférica dos bilhões de dólares desviados como aqui, com o agravante de que a sociedade só assiste, imersa numa apatia que na prática é um incentivo a esta extorsão.
No Rio, o governo estadual, após anos de conluios fraudulentos, se julgava tão acima da lei que extrapolou nas negociatas, o que faz com que a cada dia surjam fatos cada vez mais escandalosos.
Qual foi a sua pronta reação a isso? Em dois decretos o Governador elevou de R$ 55,7 milhões para R$ 120,7 milhões a autorização para gastos com Serviços de Comunicação e Divulgação, acreditando que poderia comprar o silêncio da mídia e que isto faria a sociedade voltar a crer naquela realidade midiática virtual, que era sustentada em parceria com a prefeitura, que por sua vez, coincidentemente, já tinha aumentado sua verba publicitária em nove mil por cento.
Só que esta farsa começou a ser demolida em artigos publicados no Observatório da Imprensa, o único que tem coragem para enfrentar o establishment. Lá apresentei textos mostrando que a tese de que o Rio tinha entrado num ciclo virtuoso era uma falácia, que pesquisas eram distorcidas, desmoralizando o comportamento de alguns articulistas e editorialistas que tentavam manipular a opinião pública. Agora a situação extrapolou e assiste-se a um desfile incessante de escândalos.
A imprensa sabe a importância da ética no seu trabalho porque só assim se revitalizará a economia e se retirará os serviços públicos e privados da atual falência administrativa, que tanto prejudica não só suas famílias como toda a sociedade. Afinal, qual é a justificativa para desviar R$ 65 milhões, numa economia tão debilitada para encobrir desvios de conduta do Governador e seus pares? Por que isso não é cobrado pela sociedade?
Os correspondentes estrangeiros estranham a aparente passividade da população frente a denuncias tão graves. Chegou ao ponto de Juan Arias, correspondente do jornal espanhol EL PAÍS no Brasil, publicar um artigo em que abordava o fato de que a impunidade dos políticos corruptos criou uma cultura na qual todos são ladrões e que ninguém vai para a prisão. Ele estranha a falta de reação ante “a hipocrisia e a falta de ética de muitos dos que os governam.” E continua: “Não lhes importa (a população) que tantos políticos que os representam no governo, no congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público? E as pessoas das ruas, porque não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados?” Ele finaliza dizendo que aqui “seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escorias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder”.
É mesmo de estranhar o porquê dos estudantes, por exemplo, não saírem às ruas protestando.
Leitura atenta dos jornais soluciona o mistério. Eles foram cooptados, seus líderes são bancados por verbas públicas (Petrobrás, governo de Goiás, entre outros) como vemos no 52º Congresso da UNE, ao custo de 4 milhões de reais.
Estas lideranças terão ética para representar o futuro da nação ou farão parte de uma camarilha?
Ferreira Goulart, disse que “o Brasil foi apropriado por uma casta, do Congresso ao Senado.” Outro jornalista vai além e instiga: “Você tem ciência, meu caro Juan, de algum outro país do mundo em que se fazem protestos a favor do governo? Talvez na Espanha fascista que seus pais conheceram, felizmente vencida pela democracia. Certamente na Cuba comuno-fascistóide dos irmãos Castro e na tirania síria. E no Brasil. Por quê?”
O atual presidente da UNE é comunista, escolhido por voto indireto. Conhece-se algum lugar no mundo inteiro onde o comunismo tenha dado certo? Seria interessante sua exposição de qual ditadura comunista ele prefere: Chinesa? Norte-coreana? Cubana? Stalinista? Terá tal liderança representatividade para atingir os objetivos democráticos da classe que representa? Ou nossos estudantes anseiam por uma ditadura?
Vejamos o Chile, que é apontado como o exemplo político e econômico da América Latina, pois viveu e vive um boom econômico nos últimos anos, com média de crescimento de 5% ao ano, (igual a Tunísia, Egito e outros) parecido com o do Brasil. Porém, para variar, está imerso numa onda de protestos, que já atravessa dois meses. Sofre o mesmo dilema de outros lugares: os estudantes chilenos ambicionam acabar com a corrupção e a desigualdade reinante, onde uma parte da população vive uma realidade dinamarquesa de qualidade de vida e a maioria sobrevive na miséria da Angola. Exatamente como aqui. E por que aqui não há protestos?
Como acordar a sociedade da imobilidade reinante e obter mudanças reais democraticamente?
A política é a forma mais elementar de manifestação do ser humano, estando presente na vida de qualquer pessoa desde o nascimento. O bebê descobre instintivamente que para mamar terá que seguir uma política natural, a do choro, pois, quem não chora não mama. Existe a política do relacionamento, com todas as suas divisões, amigos, família, irmãos, trabalho e até com os desconhecidos. Tem política para tudo e tudo é político. Tem até o “politicamente correto” para acabar com a graça de se fazer piadas com as minorias. Se você estiver sozinho preso numa ilha deserta terá que seguir várias políticas: para lidar com sol, com as marés, etc.
Ninguém está imune à ela, resta tentar entender por que o brasileiro discute e comenta, mas não participa ativamente da política. Este distanciamento que se iniciou forçado pela ditadura foi que produziu esse resultado que estamos assistindo incrédulos, pois quando não exercermos nossas obrigações democráticas ativamente o castigo chega via uma roubalheira como a atual, impedindo um desenvolvimento socioeconômico, cultural e ambiental dentro do que a sociedade ambiciona.
Está mais do que na hora de se gerar as sonhadas mudanças que nos dêem qualidade de vida.
Será que de alguma forma esse distanciamento da política tem a ver com o fim da ideologia?
Antigamente as pessoas se diziam comunistas, marxistas, neoliberais e outras doutrinas que se esvaziaram com o tempo e, principalmente, através da circulação de informações livres de censura que desmistificaram mitos com um verniz ideológico que acabaram degringolando para ditaduras sanguinolentas.
Não consigo me esquecer do Zé Dirceu, que numa entrevista disse que entrou para o movimento estudantil para “pegar” umas “menininhas”; que tal esta ideologia? É ou não é a cara do Brasil, onde comunistas ferrenhos moram em coberturas milionárias em Ipanema. Onde árabes e judeus convivem com coreanos e chineses na maior paz, no Saara?
Como todas as ideologias ruíram com a crise de 2007, hoje a sociedade em todo o mundo clama desesperadamente por uma política de resultados que privilegie uma coisa chamada qualidade de vida, que os economistas estão loucos para enquadrarem em fórmulas matemáticas.
A sociedade mundial está sofrendo na carne uma crise provocada pela cobiça desenfreada de algumas pessoas movidas pela busca neoliberal de um lucro aético que socializa os prejuízos e privatiza os lucros. Esta crise, por enquanto, esta lá fora, mas tem tudo para chegar muito forte aqui se não fizermos nada, porque em função do PAC, Copa e Olimpíadas estão gastando bilhões e o retorno, se não for acompanhado pela sociedade, será pífio; entrementes, a conta será enorme e terá que ser paga de uma forma ou de outra.
Não há opção: ou a sociedade se une e controla isto de forma a se defender ou será achincalhada pela banca internacional quando chegar a conta, como está acontecendo, inacreditavelmente, por exemplo, na Europa e nos EUA. Imaginem aqui?
Realmente a qualidade de vida é a única chave para que a política volte a entrar na ordem do dia. Porque ela é uma coisa que interessa a todos indiscriminadamente, o tempo todo!
Vamos usar como exemplo o trânsito. Ele influencia a vida de todos, direta ou indiretamente. O transporte público, seus custos diretos e indiretos, a falta de obras de infraestrutura para acompanhar o aumento anual tanto de passageiros quanto de veículos em circulação, os engarrafamentos com a perda desnecessária e cada vez maior de horas do seu dia, a ciclovia, a manutenção da calçada, a faixa de pedestre, o respeito que ela deveria inspirar, a obediência ao semáforo, a multa que foi ou não aplicada, se houve uma política educacional com o dinheiro da multa. Tudo isto entra no conceito de qualidade de vida.
E a política para o setor? Como tudo é pensado? Existe um planejamento de curto, médio e longo prazos para isso? Ou políticas públicas que mudam de acordo com a administração da vez e são sempre paliativas? Sabe quando vamos chegar a algum lugar desta forma? Nunca.
Vejamos o Metrô para a Barra, que deveria ter sido feito há décadas. Com os eventos mundiais ele foi incluído no pacote de melhorias de mobilidade urbana. Repare como: não tem projeto nem traçado, o bairro está sofrendo uma especulação imobiliária que promete fazer 30 anos de imóveis em 5 e, incrivelmente, não apresenta um estudo prevendo este aumento demográfico,  está dando o maior imbróglio porque não atende às reivindicações das associações de bairro, mas as obras claro que já começaram e existe um “contrato” assinado. Imaginem os futuros aditivos!
Alguém acredita que da forma como o processo está sendo conduzido não vamos arcar com um custo pelo menos duplicado? Vamos ser surrupiados sempre, por quê? Com um planejamento de longo prazo dentro de um plano diretor nada disso aconteceria… E ainda teríamos uma previsão de como a cidade continuaria crescendo, as obras seriam pensadas para acompanhar este ritmo, os investimentos direcionados, os empregos teriam a garantia de continuidade, o número de quilômetros construídos seria muito maior com a mesma quantidade de dinheiro, atingindo uma parcela maior da população, com o subsequente aumento da quantidade de estações porque este tipo de transporte além do conforto e diminuição do tempo gasto no deslocamento, ainda pode influenciar a diminuição de veículos circulante, diminuindo os engarrafamentos, a poluição atmosférica e diversas outras variantes só neste setor.
Sem um planejamento de curto, médio e longo prazos adequado por um plano diretor sempre haverá um enorme desperdício de dinheiro público, pouquíssimos ganharão e todos serão prejudicados, como estamos sentindo na carne.
A saúde, por exemplo, é prioridade para quem não tem um plano particular, ou seja, a grande maioria da população. Mesmo você tendo um bom plano de saúde, na hora que é finalmente precisa, pode e acontece de tudo. Sabendo disso, os abonados do RJ estão gastando R$ 150 milhões para tentar trazer, para eles, um hospital padrão de SP. Será que vão conseguir? E os outros?
Já viu no cinema aqueles hospitais públicos do primeiro mundo? Por que aqui não é assim, já que pagamos uma das maiores cargas tributárias do planeta? Como é notório, o negócio é deixar estragar para fazer obras emergenciais ou comprar equipamentos caríssimos, que nunca serão usados tudo para “faturar” uma comissão. Melhorar o salário, as condições de trabalho do profissional ou a qualidade do serviço? Nem pensar.
O importante é inventar uma “solução” que seja uma marca impressa da administração da vez e descontinuar as políticas “concorrentes”, como no escandaloso processo das UPAs.
É evidente que se houvesse uma política pública de longo prazo, isto não aconteceria, porque o administrador público só gerenciaria algo que já funciona bem e que não poderá ser alvo de invencionices demagógicas para realçar administrações fraudulentas.
Com planejamento, não há espaço para demagogia e sim aperfeiçoamento profissional.
Hoje, para viajar para a França, é necessário um seguro médico de trinta mil dólares, porque tinha muita gente que viajava para lá só para se operar num hospital público. Até em Cuba isto é fiscalizado. Onde existe qualidade de vida obviamente são ciosos disso e querem manter.
Os EUA, após a quebra da bolsa em 1929, se reorganizaram via um plano de longo prazo, o New Deal. A Europa, após a 2ª guerra mundial, foi reconstruída pelo plano Marshall, pensado no longo prazo, assim como o Japão e a Coréia do Sul. A China, que é essa “potência” sem comentários, também foi e é pensada no longo prazo.
Porque o RJ, que chegou ao fundo do poço e tem uma oportunidade única de se reinventar não raciocina assim?
Começou a entender a necessidade fundamental de se pensar em curto, médio e longo prazos? No segmento de transporte, saúde, educação, meio ambiente, social, urbanismo, qualquer coisa, se a idéia é ter qualidade de vida e sucesso, é necessário que o desenvolvimento estratégico seja planejado em curto, médio e longo prazos, com todos os segmentos entrelaçados por um planejamento econômico que tenha uma âncora clara que projete um desenvolvimento socioeconômico, cultural e ambiental apoiado em metas factíveis, que garantam uma arrecadação que possibilite a aplicação do planejado.
Onde a sociedade tem que ter importante papel fiscalizador e desta forma aplicar as necessárias correções de rumo, mas, dentro do que foi estabelecido para cada setor por especialistas idôneos destas áreas. É assim que empresas privadas funcionam e obtém sucesso econômico (o social já é outra história), por isso algumas administrações sérias tentam copiar o formato.
Aí você pode me questionar, se é assim, por que nossos políticos não pensam assim? Para começar o prazo deles é curto: quatro anos. Depois, como está claro, isso não é solicitado pela sociedade, que não está organizada ainda para exigir ou apresentar um Master Plan dessa envergadura.
Se depender dos políticos e dos partidos, como já deu para notar, a proposta é outra…
Por não termos um projeto de futuro, estaremos então condenados a eternos vôos de galinha?
Agora se a sociedade se une e exige um Master Plan, a situação muda imediatamente, porque não há como contrariar uma coletividade unida e com um plano factível, até porque quem implantar uma política pública de resultados que funcione no Rio, que apresenta seriíssimos problemas há meio século, se tornará o exemplo a ser seguido, se reelegerá e fará seus sucessores.
Como aconteceu em Barcelona, que mesmo com toda essa crise européia continua com ocupação hoteleira acima de 85%, inaugurando mais hotéis a cada ano, e apresentando um comportamento socioeconômico completamente diferente do resto da Espanha, imersa numa crise sem fim.
O mais incrível é que o ônus deste planejamento para estado e município será zero ou muito próximo a isso, além do que os lucros obtidos serão na casa dos bilhões de dólares e beneficiará todos os mais diversos segmentos. Todos os setores consultados ficaram abismados, mas querem que os poderes públicos encampem, porque ninguém quer contrariar os donos das canetas…
Várias pessoas que recomendam meus artigos me relataram que tem medo de compartilhá-los por medo de represálias oficiais… A ditadura já acabou, mas o setor público ainda tem meios de intimidar quem discorda. Por causa de meio século de incúria administrativa a maior parte da economia formal lamentavelmente trabalha na administração pública e o setor privado para sobreviver à maior carga tributária do mundo tende à informalidade, daí as pessoas ainda se sentirem inseguras para protestar. Nós podemos, vamos mudar este quadro definitivamente!
Esquecemo-nos de que todo o poder emana do povo e que unidos jamais será vencidos!
Incrível como no Brasil o turismo, que é reconhecido em todo o planeta como um catalisador de resultados expressivos em todos os segmentos da sociedade, em curto, médio e longo prazos, por todos os lugares aonde foi utilizado como instrumento de transformação, ainda é menosprezado. Mesmo tendo o maior potencial comprovado do mundo, por diversas pesquisas!
Beira o absurdo tal procedimento, ainda mais porque iremos realizar os maiores eventos midiáticos mundiais, e que são usados preferencialmente para expandir e consolidar a atividade. Para se ter idéia do disparate, nas sociedades que apresentam qualidade de vida, o turismo tem uma participação acima de 10% do PIB, e aqui é de cerca de 2,5%, apresentando portanto um potencial de crescimento interessantíssimo e que solucionaria diversos problemas.
Voltando às manifestações, elas são instrumentos viáveis de negociação que produzem resultados de acordo com o grau de adesão da população. Como normalmente apresentam exigências, mas não definem os meios de alcançá-las, não há exemplos de sucesso total imediato e sim histórico de ações que degringolam em violências inúteis, sem resultados práticos como estamos vendo nos países árabes, na Grécia e no Chile. Hoje, no Brasil, existem manifestações de todos os tipos, mas sem conteúdo que lhes dê sustentação para alcançarem seus objetivos.
No caso específico do Rio, elas podem ser canalizadas para uma reivindicação de toda a sociedade e obter sucesso total imediatamente. Acorda, Rio!
Porque já existe um Master Plan que unirá toda a coletividade para deslanchar o aproveitamento total de sua vocação natural como âncora clara para revitalizar sua economia, levando aumento da renda per capita e desenvolvimento socioeconômico, cultural e ambiental a toda a cidade, incluindo os subúrbios, a periferia, arredores e interior do estado. Ele se desenvolverá através de um planejamento de curto, médio e longo prazos, associado a política de ampliação da mobilidade urbana planejada para os eventos mundiais e a revitalização da área portuária levando em curto espaço de tempo o município à vanguarda mundial, em que, desde que a sociedade participe ativamente, os resultados serão rápidos e se eternizarão com uma qualidade de vida única.
Ao invés de uma transformação nebulosa que não prioriza o longo prazo, que promete sem comprovar, poderemos levar as autoridades à mídia, para anunciar que em consenso com toda a coletividade o Rio terá um plano diretor apoiado na maior indústria do mundo, o turismo, a única atividade que movimenta todos os setores simultaneamente.
Ele gerará inicialmente dois milhões de novos empregos, sem gentrianismo, ou seja, sem excluir uma imensa parcela da população que não é habilitada profissionalmente, através de uma revitalização da área portuária que dotará o Rio do mais moderno conceito de Centro de Convenções Internacional (CCI) e feiras do mundo, levando o RJ à vanguarda mundial do setor, permitindo o aproveitamento das milhares de opções turísticas existentes dentro de um padrão sonhado pela OMC (Organização Mundial do Turismo) – que é levar ao visitante a oportunidade de realizar seus desejos dentro de seus perfis individuais, de acordo com suas características pessoais. Além do que, proporcionaremos seu enriquecimento cultural ao permitir que ele entenda exatamente o que está fazendo e se relacione diretamente com a sociedade local.
Dentro do princípio universal de que uma cidade só e boa para o visitante quando também é para o morador ou vice versa.
Em caso de dúvidas é só fazer uma pesquisa para entender a importância de uma CCI para cidades como Barcelona, Singapura, Viena, Paris, NY, Las Vegas.
Será apresentado um planejamento de curto médio e longo prazos, mostrando como se dará a inclusão de toda a sociedade, a evolução e melhoria de toda a infraestrutura urbana, privilegiando o incremento da qualidade de vida, apoiado em business plans que demonstrarão o aumento gradativo da arrecadação com o incremento da atividade turística em todas as suas formas de manifestação, aliado ao aumento de fluxo, da permanência e, principalmente, em cima da expectativa de gasto médio promovida por um turismo de qualidade.
Será explicitado como atrairemos e locaremos o setor internacional de serviços, todo um setor industrial periférico ao incremento da atividade, como se dará o desenvolvimento de toda a indústria criativa em todos os seus diversos segmentos e suas implicações no dia a dia da comunidade. Em suma, serão apresentados estudos mostrando o incremento das atividades em todos os setores de forma crível, para que todos se sintam beneficiados e queiram participar ativamente.
Desenvolveremos uma conscientização cidadã impar, ao incutir na juventude uma perspectiva de inserção em um futuro que eles mesmos ajudarão a construir participativamente, via uma educação planejada. Eles poderão fazer cursos e já sair para ocupar milhares de ofertas criadas em uma indústria que permite crescimento com poucos investimentos. Com o sucesso dos primeiros envolvidos, todos ficarão animados e se envolverão cada vez mais. Poderão optar entre se empregar formalmente, ser autônomo ou empreender com todo o apoio do sistema “S”, por exemplo, mas dentro de um universo que abrange toda a gama de alternativas oferecidas por uma sociedade que estará em uma expansão planejada.
Ou mesmo seguir o caminho tradicional, completando o ensino superior, mas já dentro de uma realidade totalmente diferente da atual, na qual a melhor opção é um concurso público.
Hoje as UPPs carecem exatamente de uma ação paralela que gere inserção social na mesma velocidade que elas são instaladas. Só para se entender melhor, em Barcelona cerca de 40% da população economicamente ativa trabalha na noite, que aqui no Rio praticamente acabou por causa da violência. Com uma mudança planejada a “vida noturna” do Rio será uma das melhores do mundo e a cidade passará a oferecer milhares de opções 24 horas por dia para um visitante ávido por diversão com qualidade.
Disporemos de um mecanismo autossustentável, compartilhado pelas diversas lideranças, voltado para a divulgação de nossa excelência turística e para o incremento socioeconômico, cultural e ambiental do RJ, independente de mudanças de governo, o que irá proporcionar a segurança necessária para atrair e consolidar os investimentos dos empresários dentro do planejamento de curto, médio e longo prazos de um plano diretor ancorado no turismo e seus múltiplos desdobramentos.
O movimento Acorda Rio propõem a união de toda a sociedade num Pacto pelo desenvolvimento autossustentável, que deverá repetir o de Moncloa, que pregava a não interferência, pois as perspectivas de crescimento são absurdamente boas, já que há um espaço incomensurável para desenvolvimento de toda a comunidade no curto, médio e longo prazos.
Foi este tipo de ação que levou a Espanha pós-Franco em 1978 a passar da anarquia total reinante na época, quando ocupava o posto de 25ª economia do mundo a 8ª posição, já com uma economia globalizada em cerca de dez anos.
Que em cerca de 10 anos transformou Singapura de um grande porto que se assemelhava a um covil de bandidos na atual potencia econômica.
Se você está cansado de pagar impostos sem ver retorno, receber péssimos serviços públicos e privados, ver uma roubalheira sem fim entre outros problemas e se sente impotente, sem enxergar soluções críveis, venha participar…
Imagine-se morando num Rio Maravilhoso, que funciona de verdade, na vanguarda mundial e, principalmente, eternizando estas condições através de uma sociedade altamente participativa.
O que estamos esperando então para nos unirmos e reinventar o Rio com ética e qualidade de vida? Acorda, Rio! Porque a oportunidade é única. Outras cidades que tinham problemas iguais ou piores do que os nossos deram a volta por cima, chegou a nossa vez! Acorda, Rio!
Compartilhe este artigo. Ele é o nosso manifesto por um Rio ético e com qualidade de vida para todos.
Fonte: acordario.com- Visite www.acordario.com

sábado, 23 de julho de 2011

Dilma e Lula têm que responder sobre Transportes

Chegou a hora dos pais da criança assumirem!

ACM Neto: Dilma e Lula têm que responder sobre Transportes
22 de julho de 2011 14h32 atualizado às 16h44

O deputado ACM Neto recebeu a imprensa em seu escritório. Foto: Max Haack/Divulgação

Maria Clara Dultra
Direto de Salvador - TERRA
O líder do Democratas (DEM) na Câmara dos Deputados, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), vinculou a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao suposto esquema de corrupção no Ministério dos Transportes, durante encontro com jornalistas na manhã desta sexta-feira, em seu escritório em Salvador (BA). "Não há distinção entre Lula e Dilma. Tanto o ex quanto a atual presidente devem ser responsabilizados", disse, ao comentar indícios de superfaturamento de obras e recebimento de propina por empreiteiras.
"Não acredito que a presidente Dilma não tenha tomado conhecimento sobre essas irregularidades. Na condição de ministra-chefe da Casa Civil e 'mãe' do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), todos os principais projetos passavam pelo crivo dela", disse.
O deputado criticou ainda o fato de a presidente ter exonerado apenas integrantes do Partido da República (PR) lotados no Ministério dos Transportes e supostamente envolvidos no esquema, "enquanto há integrantes do PT também com suspeita de envolvimento". Ainda de acordo com Neto, o mesmo aconteceu com o ex-ministro Antonio Palocci, quando da acusação de que ele teve o patrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010.
"Em suma, a presidente tem dado um tratamento adequado ao PR, mas não ao PT. Quem derrubou Palocci, por exemplo, foi o Congresso e a imprensa porque ela o segurou no governo enquanto pôde", afirmou.
O deputado adiantou que a oposição "ainda não está satisfeita" com o saldo de 15 demissões de envolvidos nas irregularidades nos Transportes e que vai convocar o ministro Paulo Sérgio Passos e demais membros do órgão para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Para o deputado, as denúncias de corrupção dentro do governo "enfraqueceram, desgastaram e fragmentaram o governo Dilma neste primeiro semestre, ao passo que a oposição vem conseguindo superar a crise."
Eleições de 2012
ACM Neto falou ainda sobre a tentativa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM), de regularizar o Partido Social Democrático (PSD), fundado por ele, a tempo de disputar as eleições municipais de 2012, frente às constantes denúncias de que vem sendo alvo.
Segundo ele, o PSD "começou mal" e dificilmente conseguirá disputar as eleições em 2012, "o que, invariavelmente, irá comprometer os planos de Kassab", afirmou. "Se antes eu batizei o PSD de 'Partido Sem Dignidade', digo, agora, que ele é o 'Partido Sem Destino'".
Questionado pelos jornalistas, Neto negou que seja pré-candidato à prefeitura de Salvador para as próximas eleições. "A vontade popular é que está me colocando nessa posição", afirmou, em referência à liderança nas pesquisas de opinião. "Mas minha candidatura irá depender, também, dos rumos políticos", disse, em referência à possível aliança entre DEM, PSDB, PMDB e PR.
O deputado não descartou, ainda, a possibilidade de se lançar à candidatura ao governo da Bahia, em 2014. "Como qualquer outro político tenho um projeto majoritário e esse pode ser 2012 ou 2014", afirmou.
A queda do ministro dos Transportes
Uma reportagem da revista Veja do início de julho afirmou que integrantes do Partido da República teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras dentro do Ministério dos Transportes. O negócio renderia à sigla até 5% do valor dos contratos firmados pelo ministério sob a gestão da Valec (estatal do setor ferroviário) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O esquema seria comandado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto. Mesmo sem cargo na estrutura federal, ele lideraria reuniões com empreiteiros e consultorias que participavam de licitações do governo no ramo. Pelo menos dois assessores diretos do então ministro, Alfredo Nascimento (PR), foram afastados dos cargos. Também deixaram suas funções o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves.
O PR emitiu nota negando a participação no suposto esquema e prometendo ingressar com uma medida judicial contra a revista. Nascimento, que também negou as denúncias de conivência com as irregularidades, abriu uma sindicância interna no ministério e pediu que a Controladoria-Geral da República (CGU) fizesse uma auditoria nos contratos em questão. Assim, a CGU iniciou "um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias".
Apesar do apoio inicial da presidente Dilma Rousseff, que lhe garantiu o cargo desde que ele desse explicações, a pressão sobre Nascimento aumentou após novas denúncias: o Ministério Público investigava o crescimento patrimonial de 86.500% em seis anos do filho do ministro, Gustavo. Diante de mais acusações e da ameaça de instalação de uma CPI, o ministro não resistiu e encaminhou, no dia 6 de julho, seu pedido de demissão à presidente.