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sábado, 9 de julho de 2011

Falsos empréstimos do mensalão somam R$ 75 milhões, diz Gurgel

O esquema que Lula não viu, nada soube e, agora permanece calado. 
Celso Brasil

folha
DE SÃO PAULO
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concluiu que os empréstimos fraudulentos dos bancos Rural e BMG ao grupo do publicitário Marcos Valério e ao PT, que encobriram o caixa dois do mensalão, ultrapassaram R$ 75 milhões, informa reportagem de Felipe Seligman, publicada na Folha deste sábado (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A informação consta de suas alegações finais enviadas na quinta-feira (7) ao STF (Supremo Tribunal Federal). Gurgel não explica como chegou ao valor. Apenas diz que foram "pseudo" empréstimos que, segundo ele, abasteceram o esquema.
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Em seu parecer de 390 páginas, Gurgel pede ao Supremo a condenação de 36 réus por envolvimento no esquema do mensalão. Somadas, as penas máximas chegariam a 4.700 anos de prisão.
Sérgio Lima/Folhapress
O procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, que pediu a condenação de 36 dos 38 réus no processo do mensalão
O procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, que pediu a condenação de 36 dos 38 réus no processo do mensalão
Se o caso for julgado procedente e nenhum dos crimes prescrever, o publicitário Marcos Valério de Souza, acusado de operar o esquema, poderá ser condenado a até 527 anos de prisão.
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), chamado de "chefe da quadrilha", e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares pegariam até 111 anos.
Mesmo que o STF opte pelas condenações máximas, a legislação limita o cumprimento de pena a 30 anos, além de estabelecer regras para que os condenados diminuam suas penas.
Os réus sempre negaram a existência do esquema.
Depois de mais de cinco anos de processo, em que foram realizados diversas perícias e tomadas centenas de depoimentos, o procurador-geral concluiu que ficou comprovada a existência do esquema criminoso, revelado pela Folha em 2005.

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