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sábado, 3 de novembro de 2012

Lula envolvido no caso Celso Daniel - STF começa a trabalhar

Toda matéria abaixo, com muitos detalhes interessantes. Agora, Lula é centro das atenções ou, podemos dizer, das investigações.

Revista "Veja" traz reportagem sobre depoimento
de Valério (Foto: Reprodução)

 

Revista diz que PT pediu dinheiro a Marcos Valério no caso Celso Daniel

Valério diz que dinheiro seria para 'calar empresário' que fazia chantagem.
Segundo a 'Veja', afirmação consta de depoimento ao Ministério Público.

Revista "Veja" traz reportagem sobre depoimento de Valério (Foto: Reprodução) Fonte: G1, em São Paulo
Uma reportagem publicada na revista "Veja" deste fim de semana relata trechos de um novo depoimento de Marcos Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal como operador do mensalão, ao Ministério Público Federal. Segundo a reportagem, "Valério afirma que o PT lhe pediu dinheiro para calar um empresário" que ameaçava envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Valério diz que negou dar o dinheiro, mas que o empresário acabou sendo pago por um amigo pessoal do ex-presidente.
Esse novo depoimento foi dado em setembro, quando Valério já havia sido condenado no julgamento do mensalão. Segundo reportagem publicada na quinta (1º) no jornal “O Estado de São Paulo”, que revelou a existência do depoimento, Valério marcou espontaneamente uma audiência com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e pediu para ser incluído no programa de proteção à testemunha em troca de mais detalhes das acusações sobre o esquema do mensalão. O jornal afirma que o depoimento está sob sigilo.
A revista "Veja" traz pontos do que seria o depoimento. Valério, na condição de responsável por arrecadar dinheiro para financiar ações clandestinas do PT, diz que testemunhou uma cena de chantagem contra Lula e Carvalho, extorquidos por pessoas envolvidas na corrupção do governo Celso Daniel, entre eles, o empresário Ronan Maria Pinto, segundo a reportagem.
Ainda conforme a revista, Valério relata que foi chamado para resolver o problema e, durante reunião com o então secretário-geral do partido, Silvio Pereira, e Ronan Maria Pinto, disse: "Nisso aí eu não me meto, não". Valério diz, conforme "Veja", que Ronan obteve a propina e que o pagamento foi feito por um amigo pessoal de Lula. "Envolve um banco que não faz parte do mensalão", segundo ele disse.
Celso Daniel era prefeito de Santo André (SP) pelo PT quando foi sequestrado em 18 janeiro de 2002 na Zona Sul de São Paulo. Seu corpo foi encontrado dois dias depois numa estrada em Juquitiba, na região metropolitana. A investigação da polícia concluiu que ele foi vítima de um crime comum. Mas promotores dizem que ele foi morto a mando de um grupo que comandava um esquema de propina em Santo André, do qual Ronan Maria Pinto faria parte.

O Instituto Lula, que representa o ex-presidente, e o procurador-geral da República informaram ao G1 que não vão se pronunciar sobre a reportagem.
Procurada pelo G1, a assessoria do ministro Gilberto Carvalho informou, por meio de nota, que ele "desconhece" a denúncia publicada por "Veja" e que "nunca teve conhecimento de qualquer ameaça ou chantagem feita pelo senhor Ronan Maria Pinto, diretamente ou por terceiros". Carvalho, segundo a nota, afirma que "nunca teve qualquer contato com Marcos Valério, nem pessoalmente, nem por email, telefone ou outro meio".
Segundo a revista "Veja", Silvio Pereira não foi localizado. O G1 tentou contato e não conseguiu.
Valério diz que tem mais revelaçõesSegundo a reportagem da revista "Veja", Valério afirmou ter mais para contar sobre o esquema, ter como provar que Lula "sabia de tudo" e que passaram pelos caixas do mensalão R$ 350 milhões, mais do que o valor rastreado pelas investigações.
Valério, de acordo com a revista, também teria o que revelar sobre o escândalo dos aloprados, ocorrido em 2006, quando militantes petistas foram presos em um hotel de São Paulo com R$ 1,7 milhão em dinheiro, que seria usado para comprar um falso dossiê contra adversários do partido. Segundo a revista, Valério afirmou saber o nome do empresário que arrumou o dinheiro.
Acusado pelo Ministério Público de ser o operador do mensalão, Valério foi considerado culpado pelo Supremo por cinco crimes (corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato) e condenado a 40 anos, 1 mês e 6 dias de prisão - até o final do julgamento o tamanho da pena ainda pode mudar. As penas de prisão e multa ainda serão ajustadas e podem aumentar ou diminuir a depender da "coerência" e do papel de cada um no esquema, segundo ministros do Supremo.
Valério responde a cerca de dez processos pelo país, como a ação sobre o mensalão tucano e suposta fraude em empréstimo no BMG, que tramitam em Minas Gerais.
Segundo o procurador-geral da República, eventuais informações que Marcos Valério pudesse fornecer por meio de um acordo de delação premiada não poderiam mais ser utilizadas no processo do mensalão, em fase final de julgamento no STF.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Lula deve ser investigado e enfrentar o STF

O medo venceu a esperança!

O medo de ter um país arruinado pela corrupção desenfreada em todos escalões do governo venceu a esperança de milhões de brasileiros que votaram no PT.
O Brasil que foi entregue nas mãos do PT estava com a inflação controlada, a moeda forte, em franco crescimento através do Plano Real, mas o PT não soube fazer o que deveria ser feito!
Sempre foi pedra, nunca havia sido vidraça. Nascido no sindicalismo irresponsável, chupando as tetas dos empresários que construíram tudo trabalhando e usando os trabalhadores, muitos incautos, como ‘massa de manobra’ contra os patrões e o país, o PT tomou corpo e fez outros brasileiros acreditarem que seria melhor ter um Partido de Trabalhadores no comando!
Ledo engano. Não eram trabalhadores, mas sugadores corruptos, com raríssimas exceções, que queriam o poder pelo poder. Afinal, sempre foram oposição por oposição pura e simplesmente irresponsável quando o Plano Real precisava de um Brasil unido, o PT saía às ruas gritando palavras de ordem: Fora FHC!
O Brasil precisava de atenção, pois atravessava um momento como de parturiente, gemendo e gritando para dar à luz o que seria um projeto duradouro, o qual jamais o país havia concebido! Para piorar a situação, a globalização e crises internacionais, sem dizer da dívida externa que FHC recebera de herança dos governos anteriores, a inflação – chamada de dragão na época – sendo duramente combatida, ainda teve de enfrentar os sindicalistas irresponsáveis levando os trabalhadores às passeatas contra o governo.
FHC com cuidado de quem é pai, ou mãe, do país colocado nos trilhos com o Plano Real, entregou com galbardia o país nas mãos dos camaradas. E o cuidado fora tanto que após as eleições fez algo inusitado: um período que chamou de governo de transição. Ensinando como se deveria fazer com o país para que não quebrasse novamente, como os cuidados repassados a quem ficaria com seu filho.
Como ladrões e salteadores que se apoderaram da casa sem ter feito nada por ela, simplesmente aparelharam o Estado com os seus iguais, e começaram a sucatear a Educação, diz o IDEB. Pagaram um dos piores salários do mundo segundo a OIT aos professores, mesmo sendo eles do Partido dos auto intitulados Trabalhadores; Ou mesmo tendo um país em franco crescimento devido às colheitas que haveriam de surgir da plantação do Plano Real.
Os professores começaram a fazer greves em todo o país. O governo do PT, com a mesma mentalidade sindicalista e discurso de quem está na oposição irresponsável como antes, começou a dizer que era a oposição que estava orquestrando os grevistas contra o governo.
Ora, ora, ora. Tenha consciência, se é que existe esta palavra no vocabulário petralha. Jamais existiu uma oposição contra este governo petista, pelo menos como a do PT, que saía às ruas dizendo: Fora FHC! O povo ficara iludido com a esperança vendida no lulismo.
Anestesiado, que não viu o assalto aos cofres públicos que estavam fazendo, todos enriquecendo, inclusive o Lula, que segundo a Revista internacional FORBES, amealhou não se sabe donde R$ 2 bilhões, mesmo sem trabalhar desde 1998! E seu filho, Lulinha, que de varredor de estrume de elefantes do Zoológico ficou milionário, e é dono de uma das operadoras de telefonia, e de fazendas caríssimas, etc.
Daí a música que o PGR Gurgel introduziu na abertura do julgamento do mensalão: “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”!
A Saúde Zero. Transportes Zero. Construções de mais Usinas Zero, aliás tivemos vários apagões em Estados simultaneamente este ano! Das 10 milhões de casas que prometeu, só entregou 600 mil, em 8 anos, segundo dados. A Petrobrás, empresa que sempre foi ícone de eficiência no Brasil e no mundo, o PT quase destruiu! Isto entre outros exemplos de inoperância, como a Copa de 2014, que a própria FIFA viu a irresponsabilidade do governo petralha, que deixou tudo para a última hora, ultrapassando a sua agenda. Obviamente que o PT irá gastar 2 ou 3 vezes mais. Como foi com a transposição do Rio São Francisco, que já está o dobro dos gastos e ainda não fizeram quase nada!
E quando alguém disse que havia um esquema para compra de votos dos parlamentares votarem tudo o que o governo Lula queria, orquestrado pelo José Dirceu, Ministro Chefe da Casa Civil, que andava e tinha o Gabinete ao lado do ex-presidente, ele mesmo saiu em defesa com aquele velho discurso de que era a oposição tentando derrubá-lo. Com uma cara de coitado, vinha à televisão dizer às pessoas que haviam votado nele, e que recebem na maioria o Bolsa Família (que de uma ajuda de custo às famílias carentes passou a ser entendido como um mensalinho em troca de apoio e voto ao governo do PT), simplesmente que o mensalão não existiu!
O povo ficou com medo de ter errado, mas não quis assumir a culpa. O medo de ter sido enganado e não querer assumir que foi enganado. O medo de ter que enfrentar as pessoas da família, os amigos e vizinhos, que nas eleições havia tentado convencê-los, dizendo que o PT era o melhor! É o trabalhador no poder! Um partido que não iria se corromper!
Por isto ainda o povo votou em Dilma Rousseff. Mas o mórbido medo ainda persistiu. A esperança verde ficou desbotada. O tempo passou e a inflação voltou. Os produtos da Cesta Básica a Dilma não desonerou dos tributos fiscais – mesmo sendo uma mulher do Partido dos Trabalhadores!- e aumentaram terrivelmente de preço!
E, agora, o Supremo Tribunal Federal, ainda que Lula desesperadamente tentou impedir, julgou e condenou toda a organização criminosa do mensalão. Desmantelou a quadrilha! Como nunca na história deste país! Está mandando para a cadeia os articuladores e ainda tem mais gente para ser investigada. Gente que enriqueceu em tenebrosas transações enquanto o povo esperançoso dormia tão distraído, sem perceber que era subtraído.
O medo de eleger o PT. O medo de antes, Lula disse que foi vencido pela esperança de um país melhor. Mas as pessoas esqueceram que uma democracia é construída aos poucos. Uma economia forte é conquistada primeiros com esforço e sacrifício. E isto estávamos fazendo, e bem! Era somente esperar para colher os frutos. Mas o Brasil foi entregue ao PT que colheu todos os frutos do sacrifício anterior. E recebeu as glórias e honrarias. E não soube aproveitar, porque não é da sua característica dar valor às coisas que os outros construíram. São meros depredadores.
A esperança se decepcionou. foi iludida, combalida. E o medo voltou. O medo é agora verídico. O STF comprovadamente denunciou e condenou os usurpadores da esperança. O medo descobriu armas da democracia que não haviam sido usadas contra os crimes do colarinho branco para tirar os ladrões da casa.
E agora? Agora, falta mais gente. Agora é Lula Lá, na cadeia! Sem medo de ser feliz novamente.
Democracia é isto: um processo de aprendizagem. De maturação e crescimento para não entregar o país, ou o estado ou a cidade nas mãos de quadrilhas e aventureiros. Não entregar a esperança de nossos filhos a articuladores corruptos e demagógicos, dizendo que vão fazer isto ou aquilo, quando jamais fizeram nada. Não entregar o futuro dos nossos filhos a um bando de inconsequentes degenerados, nem as riquezas da nossa Pátria mãe, que já não está mais tão distraída assim.
Punir todos os responsáveis exemplarmente é o que devemos fazer. Pedir a cassação deste  tal Partido dos Trabalhadores junto ao TSE. E tocar a vida trabalhando. Somos um país continental e um povo brioso e alegre. Um país cristão e hospitaleiro. Que Deus nos abençoe e nos guarde destes despojadores.

24/ 10/ 2012 às 14:53

Oposição estuda cobrar investigação sobre envolvimento de Lula

De O Estado de S. Paulo - Com a conclusão do julgamento do mensalão, os partidos da oposição se preparam para requerer ao Ministério Público a retomada da investigação do esquema de “compra” de deputados com dinheiro público, desta vez abrangendo as denúncias de envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), lembra que eles adiaram a medida para não “tumultuar” os trabalhos do Supremo. “O tribunal fez a sua parte, deu um passo importante no combate à impunidade no País”, afirma. “Mas todos sabem que o mensalão não é só o que foi julgado, é muito mais e precisamos alargar o processo para alcançar a totalidade dos responsáveis pelo esquema”, afirmou.

Marta pagava mesada a vereadores em São Paulo - Mensalão Municipal

Mensalão municipal

Marta pagava mesada a vereadores em São Paulo, diz Veja

Vereadores da Câmara Municiapal de São Paulo receberam mesadas de até R$ 120 mil, entre 2001 e 2004, em troca de apoio à gestão da prefeita petista Marta Suplicy. A revelação foi feita pela revista Veja, na edição que foi às bancas neste fim de semana.
A revista cita como fonte da informação o empresário Jorge Moura, da empresa Consladel, que teria relatado o fato a dois ocupantes de postos na administração tucana de José Serra, que sucedeu marta na prefeitura paulistana. Os dois tucanos são o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego, Roberto Scaringella, e o secretário municipal de governo, Aloísio Nunes Ferreira.
Com base nestas informações, o vereador tucano Dalton Salviano encaminhou requerimento, com assinaturas de 21 vereadores, para a instalação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar as supostas irregularidades.
Segundo o empresário, a Consladel era responsável pela manutenção da caixinha dos vereadores, conhecida pelo nome-código de “cesta-basica". Em troca, a Consladel celebrou vários contratos com a prefeitura durante a gestão da petista.
A ex-prefeita, em nota à imprensa, negou as acusações, dizendo que a revista tenta, com artigos como esse, atingir “além de minha pessoa, o PT e o governo do presidente Lula com claro conteúdo difamador”(leia a íntegra da nota abaixo).
Perua
Confirmando que existe um clima de animosidade entre Veja e Marta Suplicy, a revista volta a chamar a ex-prefeita de “perua”, e explica que o faz com o amparo de uma decisão judicial: “VEJA usa essa expressão para referir-se a Marta Suplicy na mais elegante das acepções, amparada em decisão proferida pelo juiz Airton Pinheiro de Castro, da Justiça de São Paulo, que em maio deste ano julgou improcedente uma ação por danos morais, pela publicação da reportagem “Perua na Lama”, afirmando que a revista se manteve 'nos limites da crítica jornalística perfeitamente legitimada pelo sistema jurídico como alicerce de democracia'".
Leia a íntegra da Nota da ex-prefeita
A revista Veja, na sua edição de hoje, produziu um libelo de conteúdo difamador e injurioso com o intuito de atingir minha imagem, minha honra e dignidade. Estou tomando as medidas judiciais cabíveis contra esta revista.
Esse artigo, como outros já publicados pela revista Veja, visa a atingir, além de minha pessoa, o PT e o governo do presidente Lula com claro conteúdo difamador, tentando destruir o caráter ético, transparente e republicano que norteiam os princípios políticos e a trajetória de nosso partido.
Marta Suplicy
Ex-prefeita de São Paulo e vice-presidente nacional do PT

Fonte: conjur.com.br
http://www.conjur.com.br/2005-jun-12/marta_pagava_mesada_vereadores_sao_paulo_veja

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Exército Brasileiro e Joaquim Barbosa

Transcrevo importantíssimo artigo do jornalista Jorge Serrão, no intuito de propagar a informação que considero de grande relevância para o esperançoso povo brasileiro.
Trata-se de uma silenciosa guerra travada entre o bem e o mal, num momento em que o mal sofre grandes baixas e articula-se para se defender da única forma que conhece - sem ética e sem honra.
Resta-nos acompanhar e apoiar qualquer iniciativa das Forças do Bem.

Celso Brasil
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DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2012

Inteligência do Exército protege Barbosa

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Original publicado em:DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2012
 
Exclusivo - O Exército escalou seus mais confiáveis e melhores oficiais de inteligência, lotados na Abin, para dar proteção ao ministro Joaquim Barbosa – relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao montar esquema especial para dar segurança a Barbosa – que sempre foi avesso a isto -, empregando seus homens lotados na Agência Brasileira de Inteligência, o EB atropelou o Palácio do Planalto e a cúpula da Polícia Federal ligada aos esquemas petralhas de poder.

Apenas como contraponto: os ministros Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli também contam com proteção intensa. Só que de agentes da Polícia Federal – e não da turma verde-oliva lotada na Abin. A proteção a Barbosa não é só física. Tudo que se fala dele e sobre ele, nos ambientes de poder, também é monitorado. Além disso, todo o sistema telefônico da residência e de seu gabinete no STF foi alterado e passa por uma constante ação de pente fino.

A iniciativa de proteger Barbosa tão intensamente gera uma crise. A Presidenta Dilma Rousseff, como Comandante-em-chefe das Forças Armadas, sequer foi consultada sobre a medida. A blindagem ao Barbosa foi decidida entre alguns integrantes do Alto Comando do Exército e o General José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Aumentará em muito a guerra não-declarada e a insatisfação pessoal mútua entre Dilma e seu ministro Elito.

No fundo, a proteção especial a Barbosa é mais uma operação montada pela chamada “Comunidade de Informações” que sempre tenta agir de forma invisível – embora quase sempre não consiga em uma Brasília cercada de ouvidos eletrônicos em todos os buracos do poder. Em tempos passados, tal comunidade era famosa por vigiar e detonar a esquerda explicitamente. A turma do SNI botava medo. A turma da Abin ligada ao EB – onde a petralhada ainda não conseguiu se infiltrar explicitamente – tenta ser mais “light”. 

Agora, pelo menos no reservado discurso da comunidade de informações, a ordem é não contribuir para ampliar um vácuo institucional que se desenha com o resultado do julgamento do Mensalão – que deve atingir em cheio a cúpula petralha, ainda com consequências imprevisíveis de um respingo escatológico no mito Luiz Inácio Lula da Silva (que ainda alimenta o sonho de voltar à Presidência da República).

A tensão entre Dilma e a caserna pode aumentar ainda mais com o Mensalão. Já era enorme por causa da Comissão da Verdade que tomou a decisão fora da lei de perseguir os agentes do Estado acusados de cometer crimes apenas na Era pós-1964. Apoiada por Dilma, a CV quebrou um acordo firmado com os militares, costurado quando Nelson Jobim era ministro da Defesa, de que os crimes de sequestro, terrorismo e assassinato cometidos pelos militantes de esquerda também seriam investigados. 

Alguns Generais já se sentem traídos por Dilma. Mas se a traição vai gerar consequências institucionais é um desdobramento imprevisível. A cúpula militar na ativa é publicamente contrária a qualquer virada de mesa. Se os Generais pensam, sinceramente, da mesma forma, na intimidade, são outros quinhentos batalhões. Dilma e seus radicalóides estão provocando a onça com varinha curta.

Além disso, com o próprio Ministério da Defesa, a cúpula militar nunca se sentiu satisfeita por ficar simbolicamente subordinada ao ministro Celso Amorim que tem como assessor-especial José Genoíno – ex-guerrilheiro da luta armada pós-64 e com grandes chances de ser condenado no processo do Mensalão em que o agora protegido Joaquim Barbosa brilha como “grande herói” da República. Na ironia, os militares sõ não têm mais bronca de Genoíno porque alegam que ele entregou, sem qualquer tortura, todos os seus companheiros na Guerrilha do Araguaia...

Indo de uma cachorrice a outra cachorrada, a inteligência militar teme que a petralhada arme ilegalidades para obstruir o julgamento do Mensalão. A mais previsível já se tornou pública e, se acontecer, pode ser a senha para a abertura da portinha do vácuo institucional: que o novo ministro do STF, Teori Zavascki, indicado pelo ex-marido de Dilma Rousseff, tome posse e cometa a imprudência de pedir vistas do processo de mais de 50 mil páginas do Mensalão. Se tal manobra embromatória for adotada, para atrasar o resultado final do julgamento em até seis meses, nem Deus sabe o que poderá acontecer...

A leitura de nossa conjuntura atual é bem simples e roceira. A vaca já está no brejo. Se o Boi vai também... Aí são outros R$ 350 milhões de reais desviados e divididos pelos bandidos no esquema do Mensalão. Na avaliação mais tímida da comunidade de informações – que protege Barbosa e também vigia, cuidadosamente, todos os prováveis condenados na Ação Penal 470 -, o ex-presidente Lula da Silva teria pelo menos 35 milhões de motivos concretos para se preocupar – e muito – com as consequências de ter tantos companheiros e parceiros vendo o sol nascer quadrado...

Enquanto o mito Lula pode se desmantelar entre os segmentos esclarecidos (ou entre os menos ignorantes), o mito de Joaquim Barbosa começa a ser construído e lapidado. Resta aguardar para saber quem será beneficiado com a demolição de um e a edificação de outro. Enquanto isto, os militares ficam iguaizinhos àquele papagaio verde-oliva da piada do português. Nada falam... Mas prestam uma atenção...

“E sabem de absolutamente tudo que acontece no Brasil” – como fez questão de ressaltar um quatro estrelas numa certa noite estrelada de um jantar fechadíssimo na caserna, com todo mundo vestindo a pós-moderna farda de civil sem gravata - exceto o coronel da inteligência e das Forças Especiais, trajado feito um Rambo, para garantir a proteção na porta do salão...

O perigo é que aqueles que fingem não saber de nada continuam agindo no submundo do Governo do Crime Organizado... Até quando? Nem Deus deve saber mais... Ou será o Barbosa (um dos Deuses do Supremo e agora um togado blindado pelas fardas da inteligência) sabe?

Se souber, conta que a gente divulga por aqui... Até porque, neste mundo pontocom, nem a identidade do pobre do Batman é mais secreta... O verdadeiro endereço da Batcaverna, talvez...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Setembro de 2012.

sábado, 1 de setembro de 2012

Corrupção brasileira repercute no mundo

Repercute no Mundo o Julgamento do Mensalão

Julgamento de 38 acusados deve avançar até setembro. Caso é considerado o de maior relevância da história do STF. A imprensa mundial acredita que dificilmente havera' prisoes no primeiro escalao, o sistema da cupula no Brasil foi todo comprado para blindar altos cargos do governo.

guardian mensalão (Foto: Reprodução)

O diário britânico 'The Guardian', em reportagem que cita 'julgamento do século' sobre corrupção no Brasil, destaca foto do ex-ministro José Dirceu, um dos 38 réus e pessoa perigosa. (Foto: Reprodução)
mensalão chicago tribune (Foto: Reprodução)

O americano 'Chicago Tribune' destaca o julgamento que pode comprometer o "legado" do ex-presidente Lula sabidamente o pai e mentor de toda roubalheira. (Foto: Reprodução)
BBC destacou início do julgamento em sua página
                                                          principal
                                                          (Foto:
                                                          Reprodução)
BBC destacou início do julgamento em sua página principal (Foto: Reprodução)

A emissora norte-americana "CBS" aponta que o julgamento, que tem como acusados membros do partido no poder, é um sinal positivo em um país onde o serviço público sempre foi marcado por corrupção e uma certa impunidade.
Rede CBS aponta que o juhamento é um sinal
                                                          positivo para
                                                          o Brasil
                                                          (Foto:
                                                          Reprodução)
Rede CBS aponta que o juhamento é um sinal positivo para o Brasil (Foto: Reprodução)
A rede norte-americana "Bloomberg" abre sua reportagem sobre o julgamento questionando se uma das figuras políticas mais poderosas do Brasil pode acabar presa, referindo-se a José Dirceu.
A rede norte-americana Bloomberg abre sua
                                                          reportagem
                                                          falando de
                                                          José Dirceu
                                                          (Foto:
                                                          Reprodução)


A rede norte-americana Bloomberg abre sua reportagem falando de José Dirceu (Foto: Reprodução)
O argentino ‘;La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula. O texto também aponta que o mensalão foi “um gigantesco esquema de compra de apoio político com fundos públicos, que envolveu vários altos funcionários do Partido dos Trabalhadores (PT) e afetou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”;
O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de
                                                          ‘julgamento do
                                                          século’ e
                                                          ressalta o
                                                          fato de o
                                                          mensalão ter
                                                          ocorrido no
                                                          primeiro
                                                          mandato do
                                                          ex-presidente
                                                          Lula (Foto:
                                                          Reprodução)


O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)
O jornal ‘;La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros. O jornal também aponta que Lula não figura entre os acusados, conseguiu ser reeleito mesmo após o escândalo e sempre negou ter conhecimento do esquema.
O jornal ‘La Nación’ do Paraguay apresenta uma
                                                          foto de Lula
                                                          na reportagem
                                                          e destaca que
                                                          entre os réus
                                                          estão
                                                          ex-ministros,
                                                          ex-deputados,
                                                          empresários e
                                                          banqueiros
                                                          (Foto:
                                                          Reprodução)


O jornal ‘La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros (Foto: Reprodução)
O espanhol ‘;ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira, sem precedentes. A publicação também aponta que o julgamento deve durar um mês e que José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, está entre os acusados.
O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de
                                                          Lula e diz que
                                                          o mensalão é o
                                                          maior
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                                                          história
                                                          brasileira
                                                          (Foto:
                                                          Reprodução)

O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira (Foto: Reprodução)
A agência italiana ‘;Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula e que consistia no pagamento mensal de dinheiro para alguns deputados da oposição para que eles aprovassem projetos. O jornal também destaca que José Dirceu é um dos acusados.
A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão
                                                          ocorreu na era
                                                          Lula (Foto:
                                                          Reprodução)

A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula (Foto: Reprodução)

domingo, 12 de agosto de 2012

O chefe que nada sabia

O chefe que nada sabia
Ou: O maior patrocinador do mensalão
   

Vamos partitr da seguinte hipótese:
Você é presidente de uma grande empresa. Nomeia um diretor geral para uma grande filial de um país. Ali ocorrem inúmeros escândalos de desvios, roubos, corrupção etc. O diretor geral que você contratou alega nada saber. Fim da estória?
É obvio que não!!!
Se nada sabia é incompetente e deve perder o cargo imediatamente (impeachment), além de ser rigorosamente investigado (principal suspeito)!
É assim que vejo o Brasil hoje e sei que todos brasileiros de bem concordam comigo.
Não há necessidade de protestos e falácias. É uma questão ética e assim deve ser tratada.
Lula mostrou-se extremamente incapaz ou corrupto. Ainda aposto na segunda hipótese, baseando-me na incoerência que sempre margeia os marginais que tornam a política em politicália.


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Justiça

Advogado de Jefferson pedirá inclusão de Lula como réu do mensalão

Luiz Francisco Barbosa afirma que o ex-presidente tinha domínio da situação; requerimento será apresentado na segunda-feira

Gabriel Castro e Rodrigo Rangel
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, tem alta do hospital Samaritano no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro na manhã deste domingo (05/08/2012)
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (Fabio Teixeira/Futurapress)
"O procurador-geral da República sugeriu que o presidente, que tem até título de doutor honoris causa, fosse um pateta. Mas ele tinha domínio de tudo"
O advogado do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Luiz Francisco Barbosa, pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu no processo do mensalão. O requerimento será apresentado na sessão de segunda-feira, data da defesa do petebista em plenário. Ele pedirá a suspensão do julgamento para a realização de novas diligências que investiguem Lula ou, como alternativa, o destacamento de um novo processo, em que o petista seria acusado separadamente.
"O procurador-geral da República sugeriu que o presidente, que tem até título de doutor honoris causa, fosse um pateta. Mas ele tinha domínio de tudo", disse o representante de Jefferson ao site de VEJA.
Há poucas chances de o pedido prosperar, mas a solicitação de Barbosa pode retomar a discussão sobre a responsabilidade de Lula em um momento em que os holofotes estão voltados para o Supremo Tribunal Federal.

O advogado de Jefferson alegará que os três ex-ministros citados no processo, Anderson Adauto, Luiz Gushiken e José Dirceu, não tinham poder para enviar ao Congresso projetos de lei - segundo a denúncia do Ministério Público, o governo comprou o apoio de parlamentares para facilitar a aprovação de propostas no Congresso. Por isso, Lula era o maior interessado no funcionamento do esquema. E, mesmo depois de ter sido avisado por Roberto Jefferson sobre a existência do mensalão, o então presidente não teria tomado providência.
Barbosa cita ainda outro episódio que envolveria o petista: Lula assinou a lei que alterava as regras para a operação de crédito consignado a aposentados: o BMG, até então fora do mercado, passou a participar do negócio. O governo ainda deu um auxílio extra ao enviar cartas a mais de 10 milhões de aposentados, convidando-os a emprestar dinheiro. "Em um ano, o BMG fez cinco vezes mais negócios do que a Caixa, que tinha um número de agências muito maior", alega o advogado. Só depois, afirma o defensor de Roberto Jefferson, é que a instituição bancária passou a abastecer o esquema do valerioduto, onde despejou cerca de 30 milhões de reais. Com o ato de ofício de Lula - a lei que favoreceu o BMG - ficaria reforçada a participação do petista no episódio.
Em ocasiões anteriores, Luiz Francisco Barbosa questionou o Supremo Tribunal Federal a respeito da ausência de Lula no processo. Em todas as vezes, a Corte se recusou a discutir o caso. Esta será a primeira vez em que a inclusão do petista como réu será solicitada diretamente. "O presidente terá de submeter o tema ao plenário", diz o advogado.

Para imprensa internacional, mensalão ameaça legado de Lula

Reportagens publicadas nas últimas semanas por jornais da Argentina, Espanha, França e Inglaterra destacam a “cultura da corrupção” no Brasil

Matéria do jornal francês Le Monde sobre o mensalão
Matéria do jornal francês Le Monde sobre o mensalão (Reprodução)
“Quem seguramente não perderá nenhum episódio será Lula, fundador do PT, que, em que pese não ser réu, tem muito em jogo”
Além de dominar as manchetes dos principais jornais do Brasil, o julgamento do mensalão entrou na pauta da imprensa internacional. Nas últimas duas semanas, jornais de todo o mundo destacaram em suas páginas o “julgamento do século” do Brasil. Os periódicos estrangeiros aproveitaram o episódio para falar sobre a cultura da corrupção no país e alertaram: o julgamento será uma oportunidade para mudar esse mau hábito dos políticos brasileiros.
A imprensa internacional analisa ainda que o julgamento põe em xeque o legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode comprometer os planos do petista de voltar ao poder. O francês Le Monde apresenta o mensalão como “o escândalo que quase custou a reeleição de Lula em 2006”. Jornais americanos e europeus concordam, no entanto, que o mensalão não deve comprometer a imagem da presidente Dilma Rousseff, mesmo sendo ela do PT. Na avaliação dos estrangeiros, Dilma conseguiu mostrar compromisso com a transparência e o combate à corrupção, ao demitir sete ministros envolvidos em escândalos. 
“A sucessora de Lula conseguiu um bônus de credibilidade entre os brasileiros depois de destituir sem hesitação um punhado de membros de seu gabinete acusados de corrupção”, afirma editorial do espanhol El País, em 6 de agosto. “Parece improvável que Dilma seja diretamente afetada pelo julgamento, pois demitiu ministros envolvidos em escândalos”, diz reportagem publicada em 2 de agosto no The Guardian, da Inglaterra. 
“Dilma teve uma atitude bem diferente da de Lula diante de acusações de corrupção que surgiram durante seu governo desde que assumiu o poder”, lembra o La Nacion, da Argentina. “Diante de denúncias da imprensa contra seus funcionários, a presidente pediu explicações imediatamente e, não as considerando adequadas, exigiu a renúncia dos suspeitos.” 
Os jornais destacam as falas contraditórias do ex-presidente Lula a respeito do mensalão: ele primeiro pediu desculpas pelo erro e agora nega a existência do esquema. Na análise do La Nacion, o julgamento será um "teste de Teflón" de Lula – lembrando a tese segundo a qual nenhuma má notícia "cola" no petista. “Em 2005, as acusações não aderiram a Lula pois ele argumentou ter se sentido traído por seus companheiros de partido. Ele superou a crise com um pedido de desculpas pelos "erros" do governo e do PT”, afirma o jornal da Argentina. “Nos últimos anos, no entanto, depois de conseguir eleger Dilma, Lula desqualificou as acusações do mensalão e passou a tratá-las como uma invenção da imprensa.”
O La Nacion chega a ironizar a preocupação de Lula com o julgamento. “O escândalo pode até mesmo ofuscar o truculento enredo da telenovela mais popular do momento, Avenida Brasil”, diz o jornal, em artigo de 2 de agosto, dia do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “Quem seguramente não perderá nenhum episódio será Lula, fundador do PT, que, em que pese não ser réu, tem muito em jogo.” 
O francês Le Monde afirma que a esquerda brasileira parece ter aprendido pouco com o mensalão. “A esquerda parece não ter aprendido nada substantivo. A questão, além de financiamento de campanha, era o tipo de aliança formada pelo PT”, diz o jornal em artigo de 1º de agosto. “Para formar maioria no Congresso e um governo estável, os dois presidentes do PT ligaram seus destinos a partidos sem identidade e sem programa.”
Cultura de corrupção - O Le Monde aproveitou o início do julgamento e publicou no dia 3 de agosto um retrospecto mostrando como casos de corrupção estão intrincados na história política do Brasil. Entre os personagens rememorados pelo jornal francês estão o ex-governador paulista Adhemar de Barros e seu bordão "rouba, mas faz"; o ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment e hoje é senador e aliado de primeira hora do PT; o presidente do Senado, José Sarney; e o ex-governador Paulo Maluf. “Casos como o do ex-presidente Collor mostram como a luta contra a impunidade está longe de ser vencida. Daí a importância do veredicto de Brasília”, conclui o jornal francês.
O britânico The Guardian diz que “corrupção e assassinatos não são novidade no Brasil”, mas que, com um caso tão grave sendo levado a julgamento, acende-se uma esperança de que algo mude. O jornal dedica boa parte da reportagem sobre mensalão, publicada em 2 de agosto, para relembrar dois casos recentes de violência contra quem tenta fazer justiça no Brasil. Eles narram o caso do assassinato em julho do investigador da Polícia Federal que atuou na investigação de Carlinhos Cachoeira e das ameaças recebidas pelo juiz que trabalhava no caso. 
O editorial do El País afirma que os brasileiros são tolerantes com a corrupção. “Eles dizem em pesquisas não tolerar a corrupção entre os políticos, mas logo votam neles sem problemas. Lula mesmo foi reeleito no ano seguinte da explosão do escândalo do mensalão”, diz o jornal espanhol. “Uma sentença exemplar, além de macular o legado de Lula, contribuiria para enfraquecer a arraigada cultura da corrupção e da impunidade dos poderosos no Brasil.”

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mensalão - Quem vencerá? O bando liderado pelo PT ou o Mutirão que quer julgamento rápido?

24/02/2012
Veja - Política & Cia

Conheça o mutirão que o Supremo faz para julgar o escândalo do mensalão ainda neste semestre

ricardo-lewandowski
O ministro Lewandowski falou em empurrar o julgamento do mensalão para 2013, mas seus colegas se movimentam para julgar o escândalo já neste semestre
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STF - Um esforço supremo
Ministros da Suprema Corte fazem mutirão para tentar impedir que Ricardo Lewandowski empurre o julgamento do mensalão para 2013 e facilite a vida dos 36 réus

Convertidas em um arquivo de computador com 40 gigabytes, as 50 000 páginas do processo do mensalão estão sendo consultadas em ritmos diversos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Prestes a julgar o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, uma parcela dos onze integrantes da corte trabalhou, mesmo durante o recesso judiciário, para perscrutar cada acusação contra o grupo que, no governo Lula, usou dinheiro público para financiar campanhas eleitorais de aliados e comprar apoio político no Congresso.
O trabalho extra tem uma razão: os ministros que desejam ver o caso julgado estão correndo para espantar a malfadada previsão do colega Ricardo Lewan­dowski, para quem o julgamento só seria viável em 2013. Como ministro-revisor da ação, Lewandowski é responsável por analisar se todos os ritos pro­ces­suais foram seguidos à risca e, para isso, tem o tempo que quiser – o processo só pode ser julgado quando ele disser que concluiu seu trabalho.
É possível, sim, julgar o mensalão ainda no primeiro semestre
Quando Lewandowski declarou, em dezembro, que pretendia gastar um ano lendo os autos e que, para a alegria dos quadrilheiros, muitos dos crimes  poderiam prescrever, acenderam-se os sinais de alerta.
Como resposta, veio a ação. Uma parte dos ministros, entre eles o próprio presidente do Supremo, Cezar Peluso, resolveu reagir à previsão mostrando que é possível, sim, julgar o mensalão ainda no primeiro semestre deste ano, conforme estava planejado.
A iniciativa deixa Lewandowski, no mínimo, apurado. Afinal, se seus pares podem analisar tudo em três meses, por que ele precisaria de um ano?
joaquim-barbosa
Ministro relator Joaquim Barbosa: distribuiu um alentado relatório do processo aos colegas e agora prepara seu voto, que deve ter mais de 1 000 páginas
Marco Aurélio e Ayres Britto já estão prontos para julgar
No bloco dos que defendem agilidade no julgamento, há até quem se sinta preparado para votar imediatamente, como o ministro Marco Aurélio Mello. “Já analisei o relatório final de Joaquim Barbosa (uma espécie de resumo do processo) e me sentiria habilitado caso o julgamento fosse hoje”, diz ele.
Em alguns gabinetes, há mutirões para estudar o caso. O ministro Carlos Ayres Britto pôs todo o seu staff especializado na área penal para trabalhar no processo. Desde o período das férias forenses, assessores do ministro dedicam todas as manhãs à análise dos 233 volumes da ação. “Estamos empenhados para podermos votar a qualquer momento. Não podemos ser pegos de surpresa”, diz Ayres Britto.
O ministro Joaquim já está redigindo seu voto
Cezar Peluso começou em meados de janeiro a analisar o processo. Joaquim Barbosa já está redigindo seu voto. No gabinete do ministro Gilmar Mendes, a força-tarefa teve início no ano passado. Ele destacou três assessores para a missão de selecionar os principais testemunhos, diligências e teses – um importante  passo para a preparação do voto.
Nesta etapa do trabalho, os ministros também tentam se antecipar a questionamentos que podem surgir antes ou durante o julgamento. “Esse trabalho é importante e até já deveria ter sido feito antes. Se não for célere, o Supremo corre risco de ser visto como subserviente ao governo do PT, uma vez que a maioria dos ministros foi nomeada pelo partido”, diz o jurista Luiz Flávio Gomes.
José Dirceu, chefe dos mensaleiros: a vontade da quadrilha esbarra na força-tarefa dos ministros que querem decidir o caso ainda este ano, sem falta
José Dirceu, chefe dos mensaleiros: a vontade da quadrilha esbarra na força-tarefa dos ministros que querem decidir o caso ainda este ano, sem falta
Arrepios nos mensaleiros
O esforço da corte é motivo de sobra para causar arrepio nos mensaleiros. Eles contavam com a morosidade para se livrar das penas – uma expectativa, por sinal, bem afinada com as projeções de Lewandowski.
Se julgado logo o processo, a possibilidade de prescrição dos crimes perpetrados pela quadrilha do ex-ministro José Dirceu só existe se as condenações forem mínimas. Quem for condenado a mais de dois anos não escapará da cadeia.
Além de favorecer a prescrição, empurrar a decisão para 2013 também ajudaria os réus porque Peluso e Ayres Britto, cujos votos são dados como certos a favor da condenação, se aposentam no fim deste ano.
Lewandowski, portanto, está mais do que alertado – pelos próprios colegas – de que seu cronograma só interessa aos réus.

A caminho do veredicto

As etapas a ser cumpridas até a decisão do Supremo que vai selar o destino dos réus do mensalão, naquele que será o maior julgamento da história do tribunal

plenario-stf
Plenário da Suprema Corte: palco do maior julgamento da história do tribunal
1. Joaquim Barbosa apresenta o relatório sobre o processo, contendo os principais pontos da acusação, da defesa dos réus e dos depoimentos colhidos – ETAPA CUMPRIDA
2. Ricardo Lewandowski, o revisor, analisa se todos os ritos processuais foram realizados corretamente e atesta se o processo está pronto para ir a julgamento
3. O presidente do Supremo, Cezar Peluso, põe o processo em pauta – Pelas previsões mais otimistas dos ministros, o julgamento começa em maio
4. Iniciado o julgamento, o procurador-geral da República tem uma hora para apresentar a acusação e, em seguida, os advogados de cada réu também têm, cada um, uma hora para a defesa. – Estima-se que o julgamento possa durar 2 meses
5. O relator, Joaquim Barbosa, apresenta seu voto. Em seguida, é a vez do revisor, Ricardo Lewandowski
6. Os demais ministros votam – da mais nova na corte, Rosa Weber [chegou ao Supremo em dezembro passado], ao mais antigo, Celso de Mello [no Supremo desde 1989]. O resultado deve ser proclamado pelo presidente do tribunal imediatamente após o último voto, e os resultados possíveis são:
- condenação de todos os réus às penas pedidas pela procuradoria
- condenação de uns e absolvição de outros
- condenação de alguns réus, mas sem aplicação de pena, por prescrição
(Reportagem de Gustavo Ribeiro, publicada na edição impressa de VEJA)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A MENTIRA TEM PERNA CURTA

 
JOAQUIM BARBOSA -
`A MENTIRA TEM PERNA CURTA´


por Arthurius Maximus

O ministro Joaquim Barbosa é bem conhecido dos brasileiros. Elevado ao grau de celebridade ao humilhar publicamente o então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, em uma das mais polêmicas audiências do tribunal. Sem papas na língua, Joaquim Barbosa disse a Mendes o que muitos brasileiros queriam dizer a respeito da arrogância e da magnânima atuação de Gilmar Mendes (sempre para o lado dos poderosos) envolvendo casos de corrupção. Agora, o ministro volta às manchetes jogando mais uma vez no ventilador ao desmascarar o descarado complô que é ensaiado pelos ministros do STF (a maioria indicada pelo PT) para causar a prescrição dos crimes do Mensalão; transformando em uma enorme pizza mal cheirosa o processo que poderia ser um marco na moralização da política nacional e destruiria boa parte da cúpula petista, ao colocá-la atrás das grades.

Tudo começou com uma entrevista "em banho-maria" do Ricardo Lewandowski, revisor do caso. Nessa entrevista, Lewandowski deixou escapar que o processo caminhava para a prescrição porque não haveria tempo hábil para julgá-lo. Afinal de contas, o ministro Joaquim Barbosa havia tido uma série de problemas de saúde e atrasara a entrega do seu relatório sobre o caso. Com a celeuma levantada pela imprensa, o presidente do STF – ministro Cezar Peluso – quis fazer "uma média" com a opinião pública e dar um ar de legitimidade ao complô que se anunciava. Mandou redigir um ofício instando Joaquim Barbosa a acelerar o processo e enviar os autos para análise dos seus colegas o mais rápido possível.

Malandro... Cem anos de Lapa... E frequentador do Bar Luiz... O ministro Joaquim Barbosa sentiu que era preparado um cenário para culpá-lo pela prescrição do processo e tornar palatável para a opinião pública o desastre da impunidade dos canalhas mensaleiros. Como homem que honra seu posto e de coragem de sobra, Joaquim Barbosa pegou a "perna de anão" que lhe entregaram – embrulhada para presente – jogou-a para o alto e acertou em cheio o ventilador só STF. Com uma declaração bombástica, desmascarou todo o esquema armado para levar o processo à prescrição e inocentar a corja que se apoderou do país. Disse: "Os autos, há mais de quatro anos, estão integralmente digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal, cuja senha de acesso é fornecida diretamente pelo secretário de Tecnologia da Informação, autoridade subordinada ao presidente da Corte, mediante simples requerimento".

Ou seja, mostrou com todas as palavras que os ministros ignoraram o processo até agora simplesmente por preguiça ou por pura vontade de deixá-lo prescrever, garantindo a absolvição do pessoal. Joaquim Barbosa ainda critica "na lata" a falácia de que está "atrasado" com o processo: "Com efeito, cuidava-se inicialmente de 40 acusados de alta qualificação sob os prismas social/econômico/político, defendidos pelos mais importantes criminalistas do país, alguns deles ostentando em seus currículos a condição de ex-ocupantes de cargos de altíssimo relevo na estrutura do Estado brasileiro, e com amplo acesso à alta direção dos meios de comunicação". Continua: "Estamos diante de uma ação de natureza penal de dimensões inéditas na História desta Corte".

Não satisfeito em desmascarar o claro acerto que há para que o processo prescreva Barbosa ainda mostrou que "atrasados são os outros". O processo do Mensalão tem 40 acusados, defendidos pelos mais caros advogados do país, todos ocupantes de cargos de grande poder no Estado Brasileiro. O processo tem mais de 49 mil páginas; 233 volumes e 495 apensos. Os réus indicaram mais de 650 testemunhas de todo Brasil e até de outros países. Mesmo diante de todo esse trabalho, o ministro Joaquim Barbosa manteve o trâmite normal de trabalho no STF e ainda julgou inúmeras causas nesse período. Enquanto isso, seus colegas, com ações envolvendo dois ou três acusados e que foram iniciadas na mesma época; ainda sequer foram concluídas.(*) Mais uma vez, "matou a cobra e mostrou o pau". Sem pudores e sem medo, Joaquim Barbosa expõe claramente quem está comprometido com os interesses dos corruptos e busca desculpas para justificar o injustificável.

Diante de tudo isso, pelo menos para mim, fica a ideia da quase certeza em relação à prescrição do caso. Nem é preciso lembrar que um dos ministros indicados por Lula, o ministro Dias Tófolli, foi colocado ali "sob medida" para esse processo. Pois, para quem não se lembra, ele foi advogado de defesa de José Dirceu. Pelo menos, se tudo der errado, teremos visto a coragem e o desprendimento do ministro Joaquim Barbosa dar um tapa na cara dos que tentavam imputar-lhe a culpa pela prescrição. Se o processo acabar por prescrever e não condenar ninguém; o desfecho terá sido por vontade dos ministros, sendo necessário que eles arrumem outra desculpa esfarrapada para justificar a cara-de-pau.

É como minha velha mãe dizia: "Mentira tem perna curta".
Fonte: Visão Panorâmica


Meu comentário
Celso Brasil

O que me dói é ver a expressão "se tudo der errado, pelo menos..."
Isso é fruto da nossa conivência como cidadãos.
A falácia está em 100%. Nossas ações! ZERO.
Precisamos ir às ruas. Gritar nomes, apelar, através de um clamor público, as Forças Armadas.
Muitos discordam dessa minha posição, mas trata-se da única saída constitucional.
Se não fizermos isso, haverá muito derramamento de sangue, pois esta é a linguagem do comunismo, do totalitarismo.
Não pensava assim, mas agora é claro que, se não o fizermos, será tarde demais.
Pensem nisso!
Forças Armadas promovendo a transição para uma democracia de verdade.
Corrupção não acabará, mas teremos punições, cumprimento da lei e extinção de um grande grupo que, hoje, representa um câncer na política, na sociedade, na educação, na saúde... Um câncer que se alastra e logo será incurável.
Enquanto o totalitarismo acaba no mundo, o Brasil, na contramão da história, assiste, pacificamente, sua sórdida implantação, da forma mais podre possível.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Lula, (o criminoso) do Brasil [comprovado]

Quando o Brasil acordará e será unânime quanto a este criminoso? O tal Lula do Brasil?

Falsários criaram Lista de Furnas para blindar Lula 

Com Dilma não é diferente.

O podre governo completa 9 anos.
CHEGA!

Celso Brasil

Em conversa gravada pela Polícia Federal, estelionatário diz que a lista era a salvação do presidente no escândalo do mensalão

Gustavo Ribeiro
Fotos: Renato Weil/D.A Press e Madji MohammedD/AP
Fotos: Renato Weil/D.A Press e Madji MohammedD/AP

Entre os meses de março e maio de 2006, o nível de turbulência política em Brasília atingiu o seu ponto mais crítico desde o impeachment do presidente Fernando Collor, em setembro de 1992. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o mensalão havia desbaratado a quadrilha de petistas que atuava no coração do governo, desviando dinheiro público para subornar políticos e financiar as campanhas do partido. A crise ameaçava o mandato do então presidente Lula. Era preciso fazer algo e, conforme demonstrou uma reportagem de VEJA da semana passada, o PT contratou e pagou um estelionatário para fabricar a chamada Lista de Furnas — um documento falso que tentava envolver políticos da oposição com caixa dois eleitoral. Uma estratégia para nivelar por baixo a classe política e minimizar a gravidade do esquema de pagamento de propina montado pelo partido. A Lista de Furnas, descobre-se agora, tinha um objetivo bem mais ambicioso do que apenas confundir os incautos: ela foi produzida pelos petistas para tentar salvar o presidente Lula.
A confissão está registrada em um relatório da Polícia Federal anexado ao processo que corre em segredo de Justiça na 2ª Vara Criminal Federal, do Rio de Janeiro. VEJA teve acesso ao conteúdo do documento. Durante o escândalo do mensalão, a PF monitorou por vários meses conversas telefônicas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o autor da Lista de Furnas, e seus comparsas — deputados e assessores do PT. Os diálogos mostram o grupo combinando os detalhes da farsa (“Nós vamos acabar com eles tudinho”), colhendo as assinaturas que dariam “credibilidade” à trama (“Eu já estou aqui com o José Carlos Aleluia”) e negociando pagamento de honorários, ora em dinheiro, ora em negócios com empresas estatais ligadas ao governo federal (“São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil para liberar pra mim...”). Na página 29 do relatório, os investigadores transcrevem o motivo do crime nas palavras do próprio criminoso: “O documento é a salvação de Lula”.
Em uma confidência à sua mulher, captada pelos policiais, Nilton Monteiro diz que mostrou uma cópia da Lista de Furnas aos petistas, e “o pessoal ficou doido”. O documento, nas palavras do falsário, era uma tábua de salvação para o presidente e os petistas envolvidos no mensalão. Ciente do trunfo que tinha em mãos, ele ainda comenta, como estelionatário profissional que é, que havia chegado a hora de acertar seu pagamento. As investigações policiais pararam aí, mas o que aconteceu depois é de conhecimento público. Nilton Monteiro apresentou a falsificação ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, deu entrevistas, prestou depoimentos e desapareceu. Hoje, o falsário está preso em Belo Horizonte por achacar advogados e políticos, sempre usando documentos forjados. Ele responde a 55 processos, a maioria por estelionato. Desde outubro, data de sua prisão, ele teve três pedidos de liberdade negados pela Justiça.
Na semana passada, após as revelações de VEJA, o DEM e o PSDB entraram com um pedido de investigação do caso junto à Procuradoria-Geral da República. “Episódios como esse mostram que o PT insiste em usar a truculência — e afronta a democracia”, afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia. Os financiadores também podem ser obrigados a responder pela trama. A oposição pediu que a Assembleia Legislativa mineira abra um processo de apuração por quebra de decoro parlamentar contra o petista Rogério Correia, que aparece nas gravações ajudando — e remunerando — o estelionatário Nilton Monteiro. Se politicamente os parlamentares envolvidos podem se enrolar, na esfera criminal existem previsões sombrias de que, assim como no mensalão (veja a reportagem na pág. 74), tudo termine em impunidade. A única investigação oficial que corre sobre o caso ainda não chegou a nenhuma conclusão, apesar de aberta há longos cinco anos, inclusive com um laudo confirmando a montagem dos documentos. E, pior, a Lista de Furnas nem é considerada um ponto nevrálgico do processo. “O foco é nas licitações de Furnas. A lista é apenas uma parte do caso”, diz a procuradora da República Andrea Bayão. O plano petista ainda pode dar certo.

O motivo do crime - VEJA teve acesso ao relatório reservado da PF que transcreve um diálogo entre o estelionatário Nilton Monteiro e sua mulher, no qual ele diz que os petistas ficaram “doidos” com a Lista de Furnas e que ela salvaria Lula
O motivo do crime 
VEJA teve acesso ao relatório reservado da PF que transcreve um diálogo entre o estelionatário Nilton Monteiro e sua mulher, no qual ele diz que os petistas ficaram “doidos” com a Lista de Furnas e que ela salvaria Lula

Impunidade anunciada: a articulação do PT para absolver a quadrilha do mensalão

Ministro diz que, como o julgamento dos mensaleiros só deve acontecer em 2013, muitos dos crimes podem prescrever. A afirmação preocupante criou um enorme mal-estar entre os colegas no Supremo Tribunal Federal

Paulo Celso Pereira e Laura Diniz
Bem Devagar: Indicado por Lula, amigo da família do ex-presidente e próximo aos petistas, o ministro Ricardo Lewandowski está no centro de várias celeumas envolvendo o julgamento do mensalão. Na semana passada, o ministro Cezar Peluso mandou liberar cópias do processo para não atrasar ainda mais o desfecho do caso Bem Devagar: Indicado por Lula, amigo da família do ex-presidente e próximo aos petistas, o ministro Ricardo Lewandowski está no centro de várias celeumas envolvendo o julgamento do mensalão. Na semana passada, o ministro Cezar Peluso mandou liberar cópias do processo para não atrasar ainda mais o desfecho do caso (Celso Junior/AE e Alan Marques/Folhapress )
Desde que foi oferecida a denúncia contra os réus, em 2006, Lewandowski protagonizou as principais celeumas em torno do caso. As duas primeiras ocorreram durante a aceitação da denúncia, em 2007. A princípio, o ministro foi flagrado no dia do julgamento trocando mensagens de computador com a ministra Cármen Lúcia sobre os votos dos colegas
Em fevereiro de 2006, o desembargador Ricardo Lewandowski foi indicado pelo presidente Lula para ocupar uma cadeira na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal. Era o primeiro ministro nomeado pelo petista desde a descoberta, no ano anterior, do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção da história do país. Ao ser entrevistado por emissários do Planalto e conversar com Lula antes da indicação, Lewandowski já tinha plena consciência de que teria, nos anos seguintes, a missão de julgar o processo que resultaria da revelação de que o governo do PT pagara mesada a parlamentares em troca de apoio político. O ministro não só conhecia essa realidade como era próximo a figuras de proa do partido. Formado na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, berço sindical do petismo, e professor com mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo, ele conhecia a família Lula desde jovem. Sua mãe, por exemplo, era vizinha da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Relações pessoais com poderosos não impedem ninguém de assumir cargos públicos de relevo. Para assentos no STF, são exigidos notório saber jurídico e reputação ilibada. Além desses dois requisitos constitucionais, espera-se de um ministro da suprema corte independência com relação ao presidente da República que o indicou. É nessa seara que a movimentação de Lewandowski tem causado apreensão.
Desde que foi empossado, sua atuação só chamou atenção quando foi portadora de maus presságios — para a opinião pública e as instituições — sobre o caso do mensalão. Na semana passada, essa situação chegou ao paroxismo. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele informou que só pretende concluir seu voto no processo em 2013 — o que prorrogaria ainda mais o desfecho do caso, cuja conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2012. Por trás de uma questão meramente temporal há uma série de desdobramentos políticos, todos eles favoráveis ao PT e à camarilha que figura como ré no processo. O próprio Lewandowski admite que, com o adiamento, poderá haver prescrição de boa parte dos crimes imputados aos mensaleiros. Entre os quais, o de formação de quadrilha, acusação que pesa sobre os ombros do comissário José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil.
Andre Dusek/AE
A Toque de caixa: O ministro Joaquim Barbosa deverá concluir seu relatório no início do ano que vem para, ao contrário do que querem os mensaleiros, começar o julgamento em abril
A Toque de caixa: O ministro Joaquim Barbosa deverá concluir seu relatório no início do ano que vem para, ao contrário do que querem os mensaleiros, começar o julgamento em abril
Outro possível desdobramento tende a influir no mapa dos votos. No próximo ano, os ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto terão de se aposentar. Os dois fazem parte de um grupo de cinco ministros apontados como defensores da condenação dos réus. Se Lewandowski consumar o adiamento para 2013, Britto e Peluso não participarão do julgamento. Darão lugar a substitutos indicados pela presidente Dilma Rousseff. Se depender do PT, tais substitutos serão camaradas exemplares e, obviamente, pró-absolvição. Desde 2006, o partido conseguiu emplacar ministros com esse perfil mais amigável. Dilma manteve a toada com a recente nomeação de Rosa Maria Weber, uma juíza do Trabalho de carreira, com pouca intimidade com questões criminais. Ou seja: se o julgamento ocorrer após a aposentadoria de Britto e Peluso, o PT terá mais chance de conseguir formar uma maioria segura na corte que impeça a condenação de seus líderes. Assim, poderá evitar que o maior caso de corrupção da história do Brasil prejudique os projetos eleitorais do partido. Essa estratégia ardilosa, obviamente, não passa despercebida no plenário do Supremo.
Atentos à movimentação, ministros do STF já reagiram. Lewandowski justificou a possibilidade de adiamento com um argumento sólido como as nuvens: só leria todos os volumes do processo depois de receber uma espécie de resumo do caso elaborado pelo relator do processo, Joaquim Barbosa. No papel de revisor, Lewandowski teria de começar tudo do zero, como afirmou. Uma heresia jurídica devidamente rechaçada. Logo após a entrevista ter sido publicada, o presidente do STF, Cezar Peluso, enviou um ofício a Joaquim Barbosa pedindo que ele disponibilizasse imediatamente a íntegra do processo para todos os ministros, a fim de que eles já pudessem estudar o caso a fundo e, se quisessem, preparar os votos. A medida não era necessária. Há anos todos os autos do processo do mensalão estão disponíveis na internet para os advogados dos réus, os integrantes do Ministério Público e, obviamente, os ministros da corte. O ofício de Peluso era, na verdade, apenas um gesto para deixar claro o incômodo com a ameaça de adiamento. “Não vou deixar a presidência do Supremo sem colocar esse processo em pauta. Quero fazer isso em agosto, no máximo”, diz ele.
Ayres Britto, o outro ministro ameaçado de não participar do julgamento, também manifestou sua insatisfação. Questionado sobre a possibilidade de não julgar o mensalão, foi sucinto e irônico: “Não trabalho com essa hipótese. Quem sabe o ministro (Lewandowski) recebendo fisicamente o processo não facilite”. Lewandowski tem uma posição particularmente privilegiada para atravancar o processo. Ele exerce o papel de revisor da ação. Em ações penais, como a do mensalão, dois magistrados têm o dever de avaliar o processo antes dos demais: primeiro, o relator; depois, o revisor. Mas é o segundo que fica responsável por pedir que seja marcada a data do julgamento, depois de analisar o caso e preparar seu voto. Não existe legalmente um prazo para que ele cumpra essa tarefa, mas ministros ouvidos por VEJA estimam que três meses seriam suficientes para analisar o caso do mensalão. Na prática, tudo dependerá do embate entre a pressão do PT em favor do adiamento e a pressão de integrantes do Supremo e da sociedade em defesa do bom andamento das instituições. O próprio Dirceu já disse que acredita em sua absolvição no voto, por falta de provas, e não por prescrição. Portanto, que ocorra a votação em tempo hábil.
Chamado de “chefe de quadrilha” na denúncia do Ministério Público, Dirceu responde por formação de quadrilha e corrupção ativa. A prescrição de tais crimes, se comprovados, depende diretamente da pena aplicada. Como o processo se arrasta há anos, muitos réus só serão punidos se forem condenados a penas de longa duração. Trata-se de algo pouco provável. Como quase todos são primários e não têm antecedentes negativos, dificilmente receberão penas máximas. Isso se prevalecerem aspectos meramente técnicos. Ministros do STF afirmam, no entanto, que a ofensiva petista no processo pode ter um efeito contrário: aumentar a pressão política em defesa da adoção de penas mais severas justamente a fim de impedir a prescrição. “É muito cedo para saber se vai ocorrer a prescrição. Temos de aguardar a conclusão sobre a culpa e a fixação da pena”, diz o ministro Marco Aurélio Mello. “No entanto, é impensável majorar a pena para fugir da prescrição, bem como adiar o julgamento por causa das eleições municipais de 2012.”
Infográfico: "A quadrilha agradece"

Desde que foi oferecida a denúncia contra os réus, em 2006, Lewandowski protagonizou as principais celeumas em torno do caso. As duas primeiras ocorreram durante a aceitação da denúncia, em 2007. A princípio, o ministro foi flagrado no dia do julgamento trocando mensagens de computador com a ministra Cármen Lúcia sobre os votos dos colegas. A revelação das mensagens provocou enorme mal-estar na corte. Dias depois, Lewandowski agravou ainda mais a situação ao afirmar que os ministros haviam votado “com a faca no pescoço” e que a tendência do Supremo seria “amaciar para o Dirceu”. Durante o julgamento que transformou os mensaleiros em réus, foi Lewandowski quem mais divergiu do relatório de Joaquim Barbosa, opondo-se inclusive ao enquadramento de José Dirceu e José Genoíno no crime de formação de quadrilha. Seu alinhamento com a pauta petista é um péssimo sinal para o vigor de uma instituição fundamental como o STF.

A morosidade prejudica a Justiça

Supremo Tribunal Federal pode ser muito célere — ou extremamente lento —, dependendo da vontade de seus minis-tros. O caso do processo envolvendo o peemedebista Jader Barbalho ilustra ambas as posturas. Desde março deste ano, quando a corte decidiu que a Lei da Ficha Limpa não valeria para as eleições do ano passado, vários políticos que receberam votos suficientes para se eleger, mas foram barrados pela lei, tomaram posse. Foi o caso dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP). Jader, dono da segunda maior votação para o Senado no Pará, ficou à espera de uma decisão dos ministros. Era dado como certo que a sentença lhe seria favorável, mas ela não tinha data para sair. Na semana passada, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, decidiu dar fim à questão. Depois de receber intensas pressões de líderes do PMDB, valeu-se de uma de suas prerrogativas como presidente para desempatar a votação e liberar a volta de Jader ao Parlamento.
Peluso usou o chamado “voto de qualidade”, um recurso previsto no regimento do tribunal que dá ao voto do pre-sidente o peso de dois. Esse instrumento é aplicado em julgamentos que terminam empatados, realizados durante a vacância de um ministro. Desde agosto, quando Ellen Gracie saiu do STF, a corte funciona com dez integrantes. Sua substituta, Rosa Weber, só tomará posse no ano que vem. O curioso é que o próprio Peluso havia se recusado a re-correr ao poder do voto de qualidade no ano passado, durante o julgamento do ex-governador do Distrito Federal Jo-aquim Roriz, um caso semelhante ao de Jader. Assim como o paraense, Roriz renunciou para fugir de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Quando se encerrou o julgamento, empatado, Peluso justificou a decisão de não atribuir ao seu voto um peso maior que o dos demais magistrados alegando “não ter vocação para déspota”. Ainda não foi definida a posse de Jader. Diz o jurista Dalmo Dallari: “Não cabia outra decisão. Condenável foi apenas a demora do tribunal em tomá-la”. Peluso demonstrou que, quando quer, o STF pode pronunciar-se com rapidez em questões essenciais. Espera-se que seja veloz para encaminhar o julgamento do mensalão.
Pedro Ladeira/Folhapress
Olhos Fechados: Apesar dos antecedentes, desta vez a lei estava ao lado de Jader Barbalho
Olhos Fechados: Apesar dos antecedentes, desta vez a lei estava ao lado de Jader Barbalho