Alta carga de impostos sem retorno e corrupção clara e impune.
Resumindo-se, no final, em duas palavras - CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA.
FORBES alerta investidores do mundo quanto a investir ou comprar do Brasil.
A imprensa internacional especializada alerta o mundo e isso causa uma retração ainda maior da economia.
O reflexo disso se dará em pouco tempo, mas até lá, aqueles que promoveram este caos já estarão bilionários, sem se importar com a volta ao poder, pois os desvios são gigantescos.
Apuração de corrupção não existe, está totalmente blindada para não interferir no enriquecimento ilícito e extremamente rápido dos envolvidos, desde o poder maior até acessores de deputados, estendendo-se para os governos estaduais e prefeituras.
A quadrilha responsável já investe bilhões em países que, certamente, os acolherá dando anistia e protegendo todos que, eventualmente, sejam condenados amanhã por outros governos que poderão surgir, quebrando este escandaloso esquema.
O setor automobilístico patrocina este escândalo, certamente, pagando bilhões em propinas para manter-se no país que vende o carro mais caro do mundo. Outros setores também participam.
Enquanto isso, o Brasil figura em último lugar, do mundo, no ranking de retorno de impostos.
O esquema é gigantesco e somente um clamor popular uníssono poderá deter este processo.
Celso Brasil
Destaco alguns trechos da matéria publicada na FORBES:
Muitos outros órgãos da imprensa especializada reiteram este alerta.
MATÉRIA DA FORBES, NA ÍNTEGRA, LOGO ABAIXO.
"..causa para um nível tão baixo de crescimento do PIB..." "Em 2011, a produção de bens de consumo duráveis recuou..." "Há uma desindustrialização em curso no Brasil. Além da retração do setor em relação ao PIB..."
"Mas cuidado! A importação de bens manufaturados Brasil não são mais baratos porque a indústria de transformação brasileira é mais ineficiente do que o pequeno chinês ou coreano..." "Um exemplo simples: 52% do custo por kW de energia elétrica vai para os impostos!" "Em segundo lugar, infra-estrutura é muito pobre."
"No topo disso, o governo muitas vezes oferece menos do que o anunciado por causa da falta de planejamento, prioridades, execução e corrupção."
Abaixo, a tradução de um dos artigos da FORBES, na íntegra.
Original em: http://www.forbes.com/sites/ricardogeromel/2012/02/03/investing-in-brazil-be-aware-of-this-industry/
Pesquisa: Celso Brasil
Investir no Brasil? Seja Consciente desta indústria
Fonte: FORBES
O desempenho geral da economia brasileira em 2011 foi modesto: o PIB cresceu cerca de 3%, o pior desempenho desde 2004 e segundo pior da América Latina. Muitos especialistas culpam a indústria de transformação, que se manteve estagnada, como a principal causa para um nível tão baixo de crescimento do PIB.
O déficit comercial na indústria industrial do Brasil em 2011 (janeiro / novembro) cresceu 37% em relação a 2010, atingindo US $ 44 bilhões. Em 2006, o saldo foi um superávit de US $ 30 bilhões.
A indústria de transformação ainda não recuperou os níveis de produção que tinha antes da crise de 2008-2009. Em 2011, a produção de bens de consumo duráveis recuou quase 2%. Ainda pior foi o caso de bens não-duráveis: no ramo têxtil, a produção caiu 15%, no calçado e artigos de couro -10%, e em vestuário% -3,3. Em vez de avançar, a indústria é, na melhor das hipóteses, andar de lado.
Colegas leitores podem perguntar: como isso é possível, considerando que nos últimos anos o consumo aumentou tão rapidamente no Brasil? Desde 2007, as vendas no varejo subiram 40%.
A resposta é simples: a importação de bens manufaturados têm crescido dramaticamente. O déficit comercial na indústria de transformação em 2011 (janeiro / novembro) cresceu 37% em relação a 2010, atingindo 44.000 milhões dolar! Em 2006, o saldo foi de um superávit de US $ 30 bilhões.
Há uma desindustrialização em curso no Brasil. Além da retração do setor em relação ao PIB (por mais de uma década), há uma crescente desintegração das cadeias de produção, transformando algumas atividades industriais em algo muito semelhante ao "maquiladoras" no México.
Mas cuidado! A importação de bens manufaturados Brasil não são mais baratos porque a indústria de transformação brasileira é mais ineficiente do que o pequeno chinês ou coreano, porém, por pouco, em um círculo vicioso, isso pode se tornar verdadeiro. A principal razão é o custo sistêmico da economia brasileira.
Primeiro, os impostos sobre a indústria de transformação são demasiado elevados.
Um exemplo simples: 52% do custo por kW de energia elétrica vai para os impostos!
Em segundo lugar, infra-estrutura é muito pobre. O investimento do governo federal planeja em infra-estrutura não são grandes o suficiente. O Brasil detém um dos mais baixos índices de investimento público do mundo em relação ao PIB. No topo disso,
o governo muitas vezes oferece menos do que o anunciado por causa da falta de planejamento, prioridades, execução e corrupção.
O pré-requisito terceiro para a desindustrialização do Brasil é a sobrevalorização persistente da moeda brasileira em relação às moedas estrangeiras - cerca de 70% desde 2002, segundo estimativas do Armando Castelar, economista brasileiro de destaque. Isso aumenta os custos de produção brasileiros em dólares, dos salários para eletricidade. (Ver: Big Mac Index: Real Brasil é a moeda mais sobrevalorizada do mundo).
Se isoladas, a sobrevalorização do Real Brasil é a razão mais importante para a desindustrialização do Brasil. Ela ajuda a descobrir por que o Brasil tem um dos Macs mais caros grande no mundo e porque os turistas brasileiros em Nova York, embora em menor número do que os alemães ou ingleses, gastar mais do que estes dois combinados. (Veja: por que os EUA deveria incluir o Brasil no Visa Waiver Program).
O programa Brasil Maior, livremente traduzido como plano maior do Brasil, lançado em agosto de 2011 não pode ser considerado uma política global e coerente da economia. Ele não aborda as causas da perda de competitividade da indústria e cria distorções e injustiças. Segundo a OCDE, o maior plano Brasil "pode proporcionar alívio a curto prazo" para empresas que fabricam, mas "não é suficiente para reduzir a desvantagem do custo de produção no Brasil." Os pontos mais extravagantes deste plano são a anarquia da política de compras para máquinas e equipamentos para a indústria do petróleo e da confusão dos critérios para o crédito subsidiado do BNDES.