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domingo, 20 de janeiro de 2013

Sorria, você está sendo roubado

Guilherme Fiuza, O Globo 19-01-2013
O “Financial Times” disse que o jeitinho brasileiro chegou ao comando da política econômica. O jornal britânico se referia à solidariedade entre os companheiros Fernando Haddad e Guido Mantega, num arranjo para que a prefeitura de São Paulo retardasse o aumento nas tarifas de ônibus, ajudando o Ministério da Fazenda a disfarçar a subida da inflação.
A expressão usada pelo “Financial Times” é inadequada. Os britânicos não sabem que esse conceito quase simpático de malandragem brasileira está superado. O profissionalismo do governo popular não mais comporta diminutivos.
No Brasil progressista de hoje, os números dançam conforme a música. E a maquiagem das contas públicas já se faz a céu aberto: o império do oprimido perdeu a vergonha.
No fechamento do balanço de 2012, por exemplo, os companheiros da tesouraria acharam por bem separar mais 50 bilhões de reais para gastar. Faz todo o sentido. Este ano as torneiras têm que estar bem abertas, porque ano que vem tem eleição e é preciso irrigar as contas dos aliados em todo esse Brasil grande. A execução do desfalque no orçamento foi um sucesso.
Entre outras mágicas, o governo popular engendrou uma espécie de “lavagem de dívida” para fabricar superávit. Marcos Valério ficaria encabulado.
O Tesouro Nacional fez injeções de recursos em série no BNDES, que por sua vez derramou financiamentos bilionários nas principais estatais, e estas anteciparam sua distribuição de dividendos, que apareceram como crédito na conta de quem? Dele mesmo, o Tesouro Nacional — o único ente capaz de torrar dinheiro e lucrar com isso.
Ao “Financial Times”, seria preciso esclarecer: isso não é jeitinho, é roubo.
A “contabilidade criativa” — patente requerida pelos mesmos autores dos “recursos não contabilizados” que explicavam o mensalão — não é vista como estelionato porque o brasileiro é um amistoso, um magnânimo, deslumbrado com seu final feliz ao eleger presidente uma mulher inventada por um operário. Não fosse isso, era caso de polícia.
A falsidade ideológica nas contas do governo Dilma rouba do cidadão para dar ao governo. Ao esconder dívidas e “esquentar” gastos abusivos, a Fazenda Nacional fabrica créditos inexistentes — que serão pagos pelos consumidores e contribuintes, como em toda desordem fiscal, através de impostos invisíveis. O mais conhecido deles é a inflação.
Em outras palavras: o jeitinho encontrado pelo companheiro-ministro da Fazenda para maquiar a inflação é um antídoto contra o jeitinho por ele mesmo usado para aumentar a gastança pública.
O maior escândalo não é a orgia administrativa que corrói os fundamentos da estabilidade econômica, tão dificilmente alcançada. O grande escândalo é a passividade com que o Brasil assiste a isso, numa boa.
Se distrai com polêmicas sobre “pibinho” ou “pibão”, repercute bravatas presidenciais sopradas por marqueteiros, e não reage ao evidente aumento do custo de vida, aos impostos mais altos do mundo que vêm acompanhados, paradoxalmente, por recordes negativos de investimento público. A bandalheira fiscal é abençoada por um silêncio continental. Nem a ditadura conseguiu esse milagre.
No auge da era da informação, o Brasil nunca foi tão ignorante. Acha que as baixas taxas de desemprego — fruto de um ciclo virtuoso propiciado pela organização macroeconômica — são obra de um governo com “sensibilidade social”.
Justamente o governo que está avacalhando a estabilização, estourando a meta de inflação e matando a galinha dos ovos de ouro. Esse Brasil obtuso acha que as classes C e D ascenderam ao consumo porque o que faltava, em 500 anos de história, era um governo bonzinho para inventar umas bolsas e distribuir dinheiro de graça.
Esse mal-entendido pueril gera uma blindagem política invencível. Os passageiros que assaram no Galeão e no Santos Dumont, no vergonhoso colapso simultâneo de dezembro, são incapazes de relacionar seu calvário ao caso Rosemary — a afilhada de Lula e Dilma que protagonizou o escândalo da Anac, por acaso a agência responsável pela qualidade dos aeroportos.
O governo popular transforma as agências reguladoras em cabides para os companheiros e centrais de negociatas, e o contribuinte sofre com a infraestrutura depenada como se fosse uma catástrofe natural, um efeito do El Niño. Novamente, nem os generais viveram tão imunes à crítica.
Com a longevidade do PT no Planalto, o assalto ao Estado vai se sofisticando. A área econômica, que era indevassável à politicagem, hoje tem a Secretaria do Tesouro devidamente aparelhada — um militante do partido com a chave do cofre. E tome contabilidade criativa.
Definitivamente, o Brasil não aprendeu nada com a lição do mensalão. Os parasitas progressistas estão aí, deitando e rolando (de tão gordos), rumo ao quarto mandato consecutivo.
Não contem para o “Financial Times”, mas a conta vai chegar.

Guilherme Fiuza é jornalista

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

US$ 25Milhões em propina - Mais um galho cai da árvore podre do poder

Por 25 Milhões de dólares em propina a bola da vez é Guido Mantega, provando que ninguém se salva neste governo corrompido em todas as suas instâncias.
Do alto comando aos eleitores - todos se vendem.
Seja por uma cesta de alimentos ou por milhões de dólares.


Está claro que a denúncia tem fundamento e Mantega "assina" sua confissão de corrupto ao deixar de comparecer no plenário. O governo boicotou o comparecimento da comissão de orçamento, provocando a falta de quórum.
Um governo que está causando, nos brasileiros, vergonha e desesperança, mais uma vez, à luz de todos os holofotes, blinda claramente o errado, o podre, o vergonhoso...
E de tanto ver tudo isso, lembrando Rui Barbosa, será que logo os cidadãos desta nação terão vergonha de serem honestos?
Como pode tanta falcatrua, tanta podridão, permanecer impune no Brasil?
Esperam o clamor popular aos verdadeiros três poderes:
Exército, Marinha e Aeronáutica?

Fica lançada a minha pergunta.
Celso Brasil

Mais vídeos foram acrescentados neste post após sua publicação. Acompanhe!

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A BLINDAGEM
A Comissão de Orçamento votaria nesta quarta-feira o convite para que ele explicasse as denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente da Casa da Moeda. No entanto, a sessão foi cancelada por falta de quórum.


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Oposição cobra explicações de Guido Mantega
Fonte: Jovem Pan

Base aliada ao governo, porém, já arma grande blindagem para o ministro da Fazenda

Oposição cobra explicações de Guido Mantega
Antônio Cruz/ABr
José Maria Trindade

Preocupado, o governo federal tenta armar uma verdadeira “blindagem” para o caso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ser convidado ao Congresso, esclarecendo assim uma grande polêmica com o PTB pela autoria da indicação do ex-diretor da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci, que deixou o cargo neste começo de ano, após denúncias de que ele transferiu US$ 25 milhões para duas empresas, com sede no exterior, que foram registradas em nome de duas duas filhas.

A ideia de chamar o ministro da Fazenda para explicar o caso partiu de PSDB, DEM e PPS mas, na terça-feira, Mantega foi recebido por Dilma Rousseff, que pretende proteger um dos principais nomes de sua equipe econômica. A oposição, porém, promete se esforças para que a convocação seja aprovada pois, como afirmou Bruno Araújo, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, todo o Brasil se assustou ao saber que a Casa da Moeda faz parte da cota partidária.

A blindagem, no entanto, já começou, e tem como seu principal defensor o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), segundo quem as medidas necessárias já foram adotadas, com a troca no comando da Casa da Moeda, e nada justifica a convocação. O próprio presidente da Casa, Marco Maia, que é do PT gaúcho, não quer colocar o requerimento em votação no plenário.

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Alvaro Dias insistirá no comparecimento de Mantega, apesar da blindagem governista
Fonte: lidpsdbsenado.com.br
Foto: Cadu Gomes

Apesar de contar com a habitual blindagem da base governista, o Líder do PSDB, Alvaro Dias, afirmou , nesta quarta-feira(09/02), que irá insistir no convite ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que compareça ao Senado a fim de esclarecer os motivos que levaram à demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci. O senador tucano quer saber do ministro porque ele não mandou investigar Denucci quando surgiram as principais denúncias.
“As denúncias inclusive não são novas, e já eram do conhecimento de Guido Mantega, que entretanto supôs que elas fossem irrelevantes, o que não é um comportamento que se exige de um ministro de Estado”, disse o Líder do PSDB.
O requerimento apresentado pelo senador Alvaro Dias será votado na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos da próxima terça-feira, às 10hs.
Assista o vídeo com a entrevista de Alvaro Dias sobre o assunto.


Oposição vai insistir no depoimento de Mantega from Alvaro Dias on Vimeo.
Eduardo Mota – Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado