Limpeza de cofres públicos O *Programa de Aceleração da Corrupção poderá potencializar a sequência de quedas de ministros.
Deverão cair dois de cada vez, no mínimo! Dilma está promovendo a faxina do dinheiro público ao manter tantos iguais em seu desgoverno.
*PAC Celso Brasil
Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho Promotor que investiga morte de Celso Daniel acusa ministro de desvio de dinheiro Fonte: R7 Gravações mostram Gilberto Carvalho preocupado com rumo das investigações da morte do ex-prefeito. A data de dez anos da morte de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, traz de volta um dos personagens mais influentes do governo federal: o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O promotor que acompanhou o caso afirma que o ministro estava envolvido no esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de Santo André, no ABC paulista. Na época da morte de Celso Daniel, Gilberto Carvalho era secretário de governo e amigo pessoal do ex-prefeito.
O crime, que dez anos depois continua um mistério, foi tratado pela polícia como uma ocorrência comum.
Os irmãos do ex-prefeito e promotores sustentam, no entanto, que não foi apenas um sequestro seguido de morte, mas um crime encomendado. Celso Daniel teria descoberto desvios do dinheiro recolhido por um esquema de arrecadação de verbas para o partido.
Segundo o promotor Roberto Wider Filho, o ministro era o responsável por transportar o dinheiro até a sede do partido.
- Num só transporte, ele levou R$ 1,2 milhão para o esquema de campanha.
Em gravações, Gilberto Carvalho aparece conversando com Sérgio Gomes da Silva, o Sombra e mostra-se preocupado com o rumo das investigações do crime. Sombra estava com Celso Daniel no momento em que ele foi assassinado e se tornou o principal suspeito pela morte de ex-prefeito.
Sombra e Celso Daniel eram amigos. No dia do assassinato, eles tinham acabado de sair de um restaurante quando teriam sido abordados pelos bandidos. O ex-prefeito foi encontrado dois dias depois com oito tiros e marcas de tortura.
Em outro diálogo, Carvalho demonstra ao ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que é advogado, preocupação com o depoimento de um dos irmãos de Celso Daniel.
O senador Eduardo Suplicy saiu em defesa de Gilberto Carvalho e tentou isentá-lo de qualquer relação com o crime.
- Era um dos secretários mais próximo de Celso Daniel, por isto é uma das pessoas mais interessadas em saber em como é que se sucedeu a morte trágica de Celso Daniel.
Dez anos depois, apenas uma pessoa foi condenada: Marcos Bispo dos Santos, que dirigiu um dos carros durante o sequestro. Pelo menos sete testemunhas foram assassinadas.
O julgamento de Sombra está marcado pra este ano.
Por 25 Milhões de dólares em propina a bola da vez é Guido Mantega, provando que ninguém se salva neste governo corrompido em todas as suas instâncias. Do alto comando aos eleitores - todos se vendem. Seja por uma cesta de alimentos ou por milhões de dólares.
Está claro que a denúncia tem fundamento e Mantega "assina" sua confissão de corrupto ao deixar de comparecer no plenário. O governo boicotou o comparecimento da comissão de orçamento, provocando a falta de quórum.
Um governo que está causando, nos brasileiros, vergonha e desesperança, mais uma vez, à luz de todos os holofotes, blinda claramente o errado, o podre, o vergonhoso...
E de tanto ver tudo isso, lembrando Rui Barbosa, será que logo os cidadãos desta nação terão vergonha de serem honestos? Como pode tanta falcatrua, tanta podridão, permanecer impune no Brasil? Esperam o clamor popular aos verdadeiros três poderes: Exército, Marinha e Aeronáutica?
Fica lançada a minha pergunta. Celso Brasil Mais vídeos foram acrescentados neste post após sua publicação. Acompanhe!
;
A BLINDAGEM A Comissão de Orçamento votaria nesta quarta-feira o convite para que ele explicasse as denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente da Casa da Moeda. No entanto, a sessão foi cancelada por falta de quórum.
Oposição cobra explicações de Guido Mantega Fonte: Jovem Pan
Base aliada ao governo, porém, já arma grande blindagem para o ministro da Fazenda
Antônio Cruz/ABr
José Maria Trindade
Preocupado,
o governo federal tenta armar uma verdadeira “blindagem” para o caso do
ministro da Fazenda, Guido Mantega, ser convidado ao Congresso,
esclarecendo assim uma grande polêmica com o PTB pela autoria da
indicação do ex-diretor da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci, que deixou
o cargo neste começo de ano, após denúncias de que ele transferiu US$
25 milhões para duas empresas, com sede no exterior, que foram
registradas em nome de duas duas filhas.
A ideia de chamar o ministro da Fazenda para explicar o caso partiu de PSDB, DEM
e PPS mas, na terça-feira, Mantega foi recebido por Dilma Rousseff, que
pretende proteger um dos principais nomes de sua equipe econômica. A
oposição, porém, promete se esforças para que a convocação seja aprovada
pois, como afirmou Bruno Araújo, líder do PSDB na Câmara dos Deputados,
todo o Brasil se assustou ao saber que a Casa da Moeda faz parte da
cota partidária.
A blindagem, no entanto, já começou, e tem como seu principal defensor o
líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), segundo quem as
medidas necessárias já foram adotadas, com a troca no comando da Casa
da Moeda, e nada justifica a convocação. O próprio presidente da Casa,
Marco Maia, que é do PT gaúcho, não quer colocar o requerimento em
votação no plenário.
Alvaro Dias insistirá no comparecimento de Mantega, apesar da blindagem governista Fonte: lidpsdbsenado.com.br Foto: Cadu Gomes
Apesar de contar com a habitual blindagem da base governista, o Líder do PSDB, Alvaro Dias,
afirmou , nesta quarta-feira(09/02), que irá insistir no convite ao
ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que compareça ao Senado a fim
de esclarecer os motivos que levaram à demissão do presidente da Casa da
Moeda, Luiz Felipe Denucci. O senador tucano quer saber do ministro
porque ele não mandou investigar Denucci quando surgiram as principais
denúncias.
“As denúncias inclusive não são novas, e já eram do conhecimento de
Guido Mantega, que entretanto supôs que elas fossem irrelevantes, o que
não é um comportamento que se exige de um ministro de Estado”, disse o
Líder do PSDB.
O requerimento apresentado pelo senador Alvaro Dias será votado na
reunião da Comissão de Assuntos Econômicos da próxima terça-feira, às
10hs.
Assista o vídeo com a entrevista de Alvaro Dias sobre o assunto.
Oposição vai insistir no depoimento de Mantega from Alvaro Dias on Vimeo. Eduardo Mota – Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado
Em um ambiente podre, quanto mais se mexe, mais o cheiro fétido se acentua. Celso Brasil
Nesta página você vê os documentos e todos os detalhes surpreendentes após o vídeo!
O esquema de Agnelo
Em vídeo, testemunha-chave conta
bastidores da teia de corrupção montada no Ministério do Esporte pelo
ex-ministro Agnelo Queiroz. Aparecem nomes e funções dos envolvidos na
rede que desviou recursos públicos para ONGs de fachada e empresas
fantasmas
Claudio Dantas Sequeira
DESVIOS MILIONÁRIOS Como ministro do Esporte, o governador do DF promoveu uma série de acordos ilegais
Na semana passada, ISTOÉ obteve com
exclusividade o inteiro teor de um explosivo depoimento gravado em vídeo
por Geraldo Nascimento de Andrade, testemunha-chave das denúncias sobre
o esquema de desvio de verbas com ONGS do programa Segundo Tempo, do
Ministério do Esporte. Como motorista, arrecadador e até como laranja
para empresas fantasmas, Andrade serviu por mais de quatro anos a essa
rede de corrupção. Ele é um homem simples, de 25 anos, que na maior
parte do tempo esteve preocupado em garantir uma subsistência modesta.
Numa gravação de quase duas horas, Andrade conta tudo o que testemunhou e
executou para o grupo. Seu relato, nunca revelado na íntegra,
impressiona pela riqueza de detalhes e foi repetido por ele à Polícia
Civil e ao Ministério Público. As declarações de Andrade foram checadas
pelas autoridades, cruzadas com documentos e ofícios internos do
Ministério, aos quais ISTOÉ também teve acesso exclusivo. O material
embasou duas denúncias já acolhidas pela Justiça Federal e que correm
sob segredo de Justiça. Com esse conjunto é possível traçar pela
primeira vez um organograma de quando foi instalado, como atuavam, como
era feita a distribuição da propina e o papel de cada operador no
complexo esquema de dreno de recursos públicos montado no Esporte (leia
quadro na pag. ao lado). A gravação deixa evidente que a teia de
falcatruas que irrigou o caixa do PCdoB foi iniciada e bem azeitada pelo
ex-ministro do Esporte e antecessor de Orlando Silva, Agnelo Queiroz,
hoje governador do Distrito Federal. O depoimento de Andrade ajuda a
demonstrar, com minúcias, como Agnelo organizou esse propinoduto para
sugar dinheiro no Ministério do Esporte – operação que se manteve sob
administração do PCdoB com Orlando Silva.
"O cabeça dessa quadrilha era o Agnelo, porque ele
liberava o dinheiro para o esquema. Ele liberava o
dinheiro, o João Dias pegava e fazia os contatos. O Miguel
abria as empresas e arranjava pessoas. O esquema
foi até 2009 (...) A gente fazia 20 saques por semana" Geraldo Nascimento de Andrade, funcionário das ONGs beneficiadas,
laranja em empresas fornecedoras e encarregado de repassar as propinas
Ofícios internos do Ministério do Esporte e dados do processo
sigiloso que corre na 10ª Vara Criminal da Justiça Federal em Brasília,
obtidos por ISTOÉ, dão ainda mais substância à denúncia de Andrade e
confirmam que o policial militar João Dias Ferreira tem motivos de sobra
para poupar Agnelo das denúncias que acabaram derrubando Orlando Silva.
Esses documentos atestam que a Federação Brasileira de Kung-Fu
(Febrak), de João Dias, foi a primeira ONG do esquema a entrar no
Ministério, ainda na gestão Agnelo, em 2005. E os convênios assinados em
2006, após sua saída, com a Associação João Dias de Kung Fu, o
Instituto Novo Horizonte e a Associação Gomes de Matos – todas elas
ligadas ao PM – levam a chancela de um intrigante personagem: Rafael
Barbosa. Médico por formação, homem da mais inteira confiança de Agnelo,
Barbosa era, na época, secretário Nacional de Esporte Educacional. A
ligação entre os dois é tão estreita que o ex-ministro, depois de deixar
a pasta, nomeou Rafael Barbosa como seu adjunto na diretoria da Anvisa.
Mais tarde, eleito governador do DF, Agnelo entregou-lhe a Secretaria
de Saúde, cargo que ele ocupa até hoje.
"Estou gravando isso aqui porque, se alguma coisa acontecer comigo,
foi Agnelo, o Miguel (Santos de Souza, empresário que operacionalizou
o esquema) e o João Dias (Ferreira, o PM que denunciou as fraudes).
A atual esposa do Miguel já me falou que tinham dois ou três carros
me procurando...Vou gravar isso aqui, deixar para todo mundo ver.
Vou falar a verdade de tudo o que aconteceu"
Uma análise mais detalhada do contrato com a Febrak, de João Dias,
com o ministério dá um exemplo bastante preciso de como funcionou o
conluio. A proposta do convênio de R$ 2,5 milhões para atender dez mil
crianças, pelo Segundo Tempo, teve tramitação acelerada. Ganhou carimbo
de “urgente” e, em apenas três dias, chegou à mesa de Rafael Barbosa.
Em 12 de abril, ele assinou ato de autorização, atestando a
“proficiência” da Febrak e dando prazo de dois dias para que a comissão
constituída pelo ministro concluísse sua análise. O ato de Barbosa
desconsiderou o despacho do coordenador técnico do Ministério, Marcos
Roberto dos Santos. O analista, em 22 de março, registrou que vinha se
manifestando “diversas vezes em reuniões e documentos à diretoria” sobre
a necessidade de averiguação in loco das “atividades inerentes ao
desenvolvimento do programa”. O próprio Orlando Silva, então
secretário-executivo, alertou para a recomendação de “vistoria prévia
das instalações”, antes que se assinasse o contrato.
Diante da pressão interna, a secretária-adjunta de Barbosa, Luciana
Homrich, determinou a vistoria e recomendou o nome de Santos, o
coordenador técnico, “por ter sido ele mesmo a proceder a análise
técnica”. Mas, misteriosamente, isso não aconteceu. A vistoria acabou
nas mãos de dois companheiros partidários, o técnico Denizar Dourado e a
assessora internacional do Ministério, Flaurizia Rodrigues. A dupla
assinou a declaração, datada de 3 de maio, obtida por ISTOÉ, atestando
“as boas condições” para a execução do projeto Segundo Tempo nas
instalações da Febrak. Um ano depois, no entanto, uma auditoria do
próprio ministério constataria o oposto. Registre-se que Dourado é
membro da diretoria estadual do PCdoB e Flaurizia, além de integrar as
fileiras do partido, ganhou cargo comissionado no governo de Agnelo no
DF. Além de não ter estrutura física para prestar o serviço encomendado,
a Febrak, conforme um relatório com balanço patrimonial de dezembro de
2004, consultado por ISTOÉ, detinha patrimônio de apenas R$ 90 mil. Ou
seja, não possuía recursos para arcar com a contrapartida de R$ 462 mil
exigida pelo governo.
“Vi o rosto do Agnelo (quando entregou o dinheiro), vi o rosto do rapaz
que trabalha com ele, um homem forte e calvo. Eles me conhecem, não têm
como mentir. Bota esses caras no detector de mentiras! Eu provo que
saquei o dinheiro. Tem filmagem minha e do Eduardo (Tomaz, o tesoureiro
do esquema), tem filmagem minha e do João Dias, tem filmagem minha
e do Miguel entrando no banco, sacando dinheiro”
No tempo em que trabalhou para o esquema, Geraldo Nascimento de
Andrade pôde testemunhar a desenvoltura de outras empresas e ONGs de
fachada. O procedimento era sempre o mesmo. “O cabeça dessa quadrilha
era o Agnelo, porque ele liberava o dinheiro”, afirma a testemunha. Numa
tentativa de tentar abafar o caso, Agnelo chegou a mover um processo,
também obtido pela reportagem, contra o delegado da Polícia Civil
Giancarlos Zuliani, responsável pela operação que prendeu João Dias e
mais quatro pessoas envolvidas na corrupção do Ministério do Esporte.
Sem prerrogativa para investigar o ex-ministro, o delegado concentrou-se
nas atividades do PM e em seu círculo de relações. Obteve, com
autorização judicial, a quebra do sigilo telefônico dessas pessoas e
comprovou a ligação umbilical entre Agnelo e o policial militar. “João
Dias é quase um filho para Agnelo”, confirma Andrade. Segundo ele, o PM e
o ex-ministro lucraram juntos nas fraudes. “O ministro Agnelo ganhou
bastante dinheiro. Dá para ver o roubo, tá na cara de todo mundo! Se o
João Dias tem R$ 2 milhões em imóveis e tem duas academias, cada uma no
valor de R$ 1 milhão, quanto é que o Agnelo não tem?”, ironiza.
As acusações de Andrade são fortes, e ele pagou por elas com limites à
sua liberdade. Há um ano, quando gravou o vídeo, ele foi ameaçado de
morte por João Dias e acabou entrando para o Programa de Proteção a
Testemunhas. Hoje vive escondido. Em vários trechos do DVD, explica que
gravou o depoimento como garantia de vida. Temia ser morto pelo PM, a
quem acusa de chefiar uma milícia na cidade-satélite de Sobradinho, sede
da maior parte das ONGs. “Havia um esquema para me matar. O João Dias
tem uma miliciazinha. Eles queriam me apagar por queima de arquivo, só
para proteger o Agnelo e toda essa corja aí”, diz. Durante a campanha
eleitoral de 2010, assessores do candidato Joaquim Roriz (PSC) tentaram
usar pequena parte do depoimento de Geraldo Nascimento Andrade contra
Agnelo Queiroz. No trecho, ele confessava ter entregue pessoalmente a
Agnelo, quando ministro, a quantia de R$ 256 mil, fruto do esquema de
corrupção. A campanha petista recorreu à Justiça Eleitoral e conseguiu
proibir a veiculação da denúncia na campanha de Welian Roriz, candidata
ao governo do DF. Partes do relato, no entanto, foram parar no Youtube.
Somente a íntegra do depoimento agora revelado por ISTOÉ, no entanto,
permite que, com o cruzamento dos dados disponíveis em processos
judiciais, se chegue aos nomes e papel de cada membro dos esquema.
"Os saques eram feitos em dinheiro vivo. Sempre. A distribuição era
quase na hora. Às vezes, eles ficavam na porta do banco esperando a gente
em carros diferentes. Todas as empresas tinham a mesma conta. Todas as
empresas tinham o mesmo endereço: na 711 Norte e na 303. O Miguel colocou
algumas das empresas que tinha num apartamento lá, que usava para outros fins”
A importância do testemunho de Andrade é indiscutível. Ele trabalhava
para o empresário Miguel Santos Souza, responsável por criar empresas
de fachada e recrutar ONGs interessadas em participar do esquema. Antes
de desaparecer do mapa, Andrade apontou pessoas que poderiam confirmar
sua versão. “Se um dia acontecer alguma coisa comigo, podem procurar o
Carlos Eduardo Chuquer, o Murilo Quirino, o George Paul Wright. Eles vão
falar o que acontecia nas empresas, porque eles também vão estar em
risco”, afirmou. Ele explica, ao longo da fita, que essas pessoas também
foram contratadas como laranjas do esquema. Miguel, por exemplo, ficou
incumbido de criar empresas de fachada em nome dessas pessoas. A partir
daí, emitia notas fiscais frias para forjar gastos das ONGs que recebiam
o dinheiro do Ministério dos Esportes. Chuquer era o representante da
empresa Transnutri Distribuidora de Alimentos Ltda., com sede no Rio de
Janeiro, e cujo diretor é Wright. Quirino, por sua vez, era da Infinita
Comércio. O motorista acrescenta que fez pagamentos em cash a ONGs no
Rio, em Santa Catarina e Goiás. As fraudes também atingiram convênios do
Ministério do Trabalho e do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
Documentos obtidos por ISTOÉ comprovam a versão. A empresa JG Comércio,
que tinha o motorista Andrade como sócio e que emitia notas frias, foi
contratada por mais de R$ 1 milhão pela Fundação Oscar Rudge, do Rio,
num convênio do Programa Primeiro Emprego. Já o MCT firmou com o
Instituto Novo Horizonte três convênios fraudados e hoje cobra
ressarcimento de R$ 3,6 milhões.
"Está no meu nome a JG (empresa que fornecia alimentos para
as ONGs). Mas não tenho os 100 mil que estão no contrato.
Dos 5 milhões que passaram na JG, não tenho nenhum real na
minha conta. O que eu fazia? Minha função era sacar dinheiro
e entregar para o pessoal, os donos das ONGs"
Outra prova irrefutável do tratamento privilegiado dado a João Dias
na gestão Agnelo é que a Febrak recebeu do Ministério do Esporte, um mês
após a assinatura do contrato, todo o material prometido: dez mil
camisetas “Segundo Tempo”, 2,5 mil bolas para práticas esportivas e 80
mil pares de redes de vôlei, futebol de campo, futsal e basquete. Os
ofícios de liberação de material esportivo, obtidos com exclusividade
por ISTOÉ, trazem a assinatura de próprio punho de Agnelo Queiroz. Da
mesma forma, o secretário Rafael Barbosa – sempre ele, o amigo fiel –
assina o pedido de liberação da segunda parcela do convênio com a
Febrak, no valor de R$ 730 mil, sem que a entidade tivesse entregado a
prestação de contas parcial – como exige a norma. Em apenas cinco dias, o
pagamento foi feito, com autorização do subsecretário de Orçamento do
Ministério, Cláudio Monteiro, que acompanha Agnelo desde os tempos de
deputado federal. Ressalte-se que, durante a gestão de Agnelo no Esporte
também foram firmados convênios fraudulentos de mais de R$ 5 milhões
com três entidades ligadas ao PCdoB e a Agnelo: a Federação dos
Trabalhadores no Comércio (Fetracom), a Liga de Futebol Society do DF e o
Sindicato de Clubes e Entidades de Classe Promotoras do Lazer
(Sinlazer). A Fetracom, por exempo, é dirigida por Geralda Godinho,
nomeada pelo governador como administradora do Riacho Fundo II, uma
cidade-satélite da capital.
SÓ FACHADA
A fornecedora de alimentos para as ONGs estava registrada
em nome do motorista Geraldo Nascimento de Andrade
Revista Época - 28 de outubro de 2011 Agnelo na mira
Uma investigação da polícia mostra que o
governador de Brasília ajudou um PM a fraudar provas para se defender de
denúncias de desvio de recursos
Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada,
abalado por denúncias de desvio de dinheiro. Seu substituto, Aldo
Rebelo, também do PCdoB, recebeu do Palácio do Planalto a missão de
moralizar a pasta. Para a Justiça, no entanto, a questão é outra. Nos
próximos dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá um processo
com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10ª Vara Federal, em
Brasília. As informações, a que ÉPOCA teve acesso, mostram que o
governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), antecessor de
Silva, é suspeito de ter se beneficiado das fraudes.
O conjunto contém gravações, dados fiscais e bancários, perícias
contábeis e relatórios de investigação. As peças da ação penal vistas
por ÉPOCA incluem o relatório nº 45/2010, que contém os diálogos
captados em interceptações telefônicas, com autorização judicial, feitas
entre 25 de fevereiro e 11 de março do ano passado. As conversas
mostram uma frenética movimentação de Agnelo Queiroz e do policial
militar João Dias para se defender em um processo. Diretor de duas ONGs,
Dias obteve R$ 2,9 milhões do programa Segundo Tempo para ministrar
atividades esportivas a alunos de escolas públicas. Nas conversas, Dias
quer ajuda para acobertar desvios de conduta e de dinheiro público. Ele
busca documentos e notas fiscais para compor sua defesa em uma ação
cível pública movida pelo Ministério Público Federal. O MPF cobra de
Dias a devolução aos cofres públicos de R$ 3,2 milhões, em valores
atualizados, desviados do Ministério do Esporte.
MAIS FAXINA
O ex-ministro do Esporte Orlando Silva, do PCdoB, no
Palácio do Planalto, após sua demissão, na semana passada. Ele foi
substituído pelo colega de partido Aldo Rebelo, que recebeu a missão de
moralizar a pasta (Foto: Sérgio Lima/Folhapress e Lula
Marques/Folhapress)
Personagem da crônica política de Brasília, João Dias ajudou, com suas
declarações, a derrubar Orlando Silva na semana passada. Dias nem
precisou apresentar provas de que Silva teria recebido pacotes de
dinheiro na garagem do ministério. Suas acusações levaram à sexta baixa
no primeiro escalão da equipe da presidente Dilma Rousseff. O pretexto
para a demissão foi a abertura, na terça-feira, de inquérito no Supremo
Tribunal Federal (STF) para apurar a acusação de Dias e denúncias de que
o Ministério do Esporte se transformara num centro de arrecadação de
dinheiro para o PCdoB. Com a queda de Orlando Silva, o foco se transfere
para o governador Agnelo Queiroz, contra quem existem suspeitas ainda
mais consistentes.
Os principais interlocutores nas conversas gravadas pela polícia são
João Dias, Agnelo Queiroz, o advogado Michael de Farias (defensor do
policial) e o professor Roldão Sales de Lima, então diretor da regional
de ensino de Sobradinho – cidade-satélite de Brasília onde atuavam as
duas ONGs de João Dias. Era com Lima que Dias tratava do cadastro das
crianças carentes que deveriam ser beneficiadas pelo programa Segundo
Tempo. Na ação cível há um dado impressionante: as ONGs de João Dias
receberam recursos para fornecer lanches para 10 mil crianças. Mas só
atenderam, de forma precária, 160.
O inquérito foi uma tentativa de produzir um dossiê para inviabilizar a minha candidatura "
Agnelo Queiroz, governador do DF
Pressionado pelo Ministério Público, Dias foi à luta para amealhar
elementos capazes de justificar tamanho disparate. Às 12h36 do dia 4 de
março de 2010, ele telefonou para Agnelo Queiroz, então diretor da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias pediu a Agnelo
para “dar um toque” em Lima e reforçar seu pedido de ajuda ao professor.
Dias queria que Lima fornecesse documentos para sua defesa. Na
gravação, ele avisa que vai marcar um encontro entre Agnelo e Lima, para
que esse pedido seja feito pessoalmente. Menos de uma hora depois,
Dias, que estava num restaurante com Lima, telefonou novamente a Agnelo.
Entregou o celular para Lima falar com ele. De acordo com a transcrição
dos diálogos, feita por peritos do Instituto de Criminalística do
Distrito Federal, Agnelo diz a Lima que precisa de sua ajuda. Afirma que
vai combinar com João Dias para os três conversarem, porque Roldão (Lima) “é peça-chave neste projeto”.
Qual seria o projeto? Segundo a investigação da polícia, trata-se de
apresentar uma defesa à Justiça Federal capaz de livrar Dias da cobrança
milionária. Pouco antes das 13 horas do dia 9 de março, o advogado
Michael de Farias disse a Dias para ficar tranquilo, que tudo estaria
pronto para ser entregue à Justiça três dias depois. Só faltaria, disse
Michael, “agilizar a questão do Roldão (Lima)”. Na gravação,
Michael afirma que eles “já vão confeccionar os documentos só para o
Roldão assinar, já vai tudo pronto”. Dias diz que dessa forma fica
melhor e, em seguida, liga para Agnelo e marca um encontro para uma
conversa rápida e urgente. Cerca de duas horas depois, Dias volta a
telefonar a Agnelo e adia o encontro.
No final da tarde do dia 9, Dias falou com Lima. O professor Lima disse
que ficou até de madrugada numa reunião em que foram fechadas “as
planilhas, os projetos”. De acordo com a polícia, Lima estava no
escritório do advogado Michael. No dia seguinte à tarde,
Michael disse a Dias que já havia “confeccionado a defesa e as cartas de Roldão (Lima)”.
Até aquele momento, Lima não assinara nada. À noite, Dias ligou para
dois celulares de Agnelo e deixou o mesmo recado nas secretárias
eletrônicas: “O prazo máximo para apresentar a defesa é sexta-feira,
preciso muito de sua ajuda”. Às 20h22, Dias finalmente consegue falar
com Agnelo e avisa “que sexta-feira tem de apresentar o negócio lá”.
A polícia descobriu, pelas conversas grampeadas, onde Lima se
encontraria com Dias para entregar os documentos a ser incorporados a
sua defesa. O encontro ocorreu no Eixo Rodoviário Norte, uma das
principais avenidas de Brasília, no começo da tarde da sexta-feira 12 de
março. Dias parou seu Ford Fusion e ligou o pisca-alerta. Em seguida,
Lima parou seu Fiat Strada atrás e entrou no automóvel de Dias. Eles não
sabiam, mas tudo era fotografado por agentes da Divisão de Combate ao
Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal. As imagens
mostram que Lima carregava uma pasta laranja ao entrar no carro de Dias.
Saiu do veículo sem ela. Três horas depois, os advogados de Dias
entregaram sua defesa na Justiça Federal.
De nada adiantou todo esse esforço. Um laudo da PF constatou que havia
documentos “inidôneos” na papelada apresentada pela defesa de Dias. Três
semanas depois, ele e outras quatro pessoas foram presas por causa de
fraudes e desvio de dinheiro público no Ministério do Esporte. Mesmo com
todas as evidências registradas nas gravações de suas conversas, Dias
nega ter recorrido a Agnelo para ajudá-lo em sua defesa. O professor
Lima afirma que, nas conversas por telefone e nos encontros com Dias, só
falava de política. Mas admite que, “num dos encontros, João Dias me
passou o telefone para conversar com Agnelo”. Lima afirma não se lembrar
da pasta laranja entregue no encontro.
As gravações telefônicas revelam também uma intimidade entre Agnelo
Queiroz e João Dias, que os dois hoje insistem em esconder. A relação
entre os dois envolveu a intensa participação do PM na campanha de
Agnelo para o governo do Distrito Federal no ano passado. Eles afirmam
que estiveram juntos apenas nas eleições de 2006, quando Agnelo
concorreu ao Senado, e Dias a uma cadeira na Câmara Legislativa – ambos
pelo PCdoB. Os diálogos em poder da Justiça mostram outra realidade. No
dia 4 de março de 2010, Dias perguntou a Agnelo como estavam os
preparativos para o dia 21 de março, data em que o PT de Brasília
escolheria seu candidato ao governo. Agnelo disse que estavam bem, seus
adversários estavam desesperados. Em resposta, Dias afirmou que ele e o
major da PM Cirlândio Martins dos Santos trabalhavam para sua
candidatura nas prévias do PT em várias cidades-satélite de Brasília. Na
disputa, Agnelo derrotou Geraldo Magela, hoje secretário de Habitação
do Distrito Federal.
Em um encontro filmado pela polícia, João Dias recebeu uma pasta do professor Lima. Logo depois, entregou sua defesa
Em outra gravação, Dias informa Agnelo sobre o resultado de uma
pesquisa eleitoral em que ele ultrapassara o ex-governador Joaquim
Roriz. ÉPOCA ouviu de integrantes da campanha de Agnelo que, mesmo
depois de sua prisão, Dias teve papel importante nas eleições. A
campanha de Weslian Roriz – mulher de Roriz, que o substituiu na disputa
– mostrou na TV um dos delatores do envolvimento de Agnelo nas fraudes
no Ministério do Esporte. Isso teve impacto na campanha do ex-ministro.
Quem deu a solução foi Dias: com poder de persuasão, ele convenceu uma
tia da testemunha a desqualificar seu depoimento na televisão. Mais
tarde, a tia foi agraciada com um emprego no governo. No novo governo,
Dias foi beneficiado. Indicou seu melhor amigo, Manoel Tavares, para a
presidência da Corretora BRB, o banco do governo do Distrito Federal.
O governador e ex-ministro Agnelo Queiroz respondeu por escrito a 13
perguntas feitas por ÉPOCA. Ele afirma que o inquérito da Polícia Civil é
montado. “O inquérito foi uma tentativa de produção de um dossiê para
inviabilizar a (minha) candidatura”, diz Agnelo. “A origem do
inquérito infelizmente foi direcionada por uma parte da Polícia Civil,
ainda contaminada pelas forças políticas do passado. Uma farsa.” Agnelo
diz que ele e João Dias eram “militantes da mesma agremiação partidária,
ambiente em que surge o conhecimento” e que é “fantasiosa” a afirmação
de que acolheu “indicação de João Dias para cargos no governo”.
Apesar de continuar na Polícia Militar, Dias tornou-se um próspero
empresário. Em outro relatório da polícia em poder da Justiça Federal,
de número 022/2010, gravações telefônicas mostram que Dias é o
verdadeiro dono de academias de ginástica registradas em nome de
laranjas. “Tal fato é um forte indício de que João Dias está utilizando
as academias para ‘lavar’ o dinheiro oriundo de supostos desvios de
verbas públicas”, diz o relatório policial. Dias tem quatro carros
importados. O mais vistoso é um Camaro laranja, 2011, importado do
Canadá em julho. Em entrevista a ÉPOCA, ele afirmou que adquiriu o
Camaro numa transação comercial. O veículo está registrado em nome do
motorista Célio Soares Pereira. Célio é o empregado de Dias que diz ter
entregado dinheiro no carro do então ministro Orlando Silva na garagem
do Ministério do Esporte.
Em depoimento à Polícia Federal, Dias mudou sua versão sobre a entrega
de dinheiro a Silva. Ele disse que era “muito pouco provável que o
ministro (Orlando Silva) não tivesse visto a entrega dos malotes (de dinheiro)”.
Diferentemente de Dias, Geraldo Nascimento de Andrade – principal
testemunha de acusação contra Agnelo Queiroz sobre desvio de dinheiro do
Ministério do Esporte – confirmou, em todos os depoimentos, ter
pessoalmente entregado R$ 256 mil a Agnelo. Em um vídeo a que ÉPOCA teve
acesso, Andrade descreve com detalhes como fez dois saques no Banco de
Brasília, transportou e entregou o dinheiro ao atual governador.
Andrade sabe mais. Na gravação, ele liga as fraudes no Esporte ao
Ministério do Trabalho. Andrade afirma que notas frias foram usadas para
justificar despesas fictícias em convênios do programa Primeiro
Emprego. O maior convênio apontado por Andrade, de R$ 8,2 milhões, foi
firmado com a Fundação Oscar Rudge, do Rio de Janeiro. Andrade, que
morava em Brasília, afirma ter ido ao Rio de Janeiro para sacar dinheiro
da conta de um fornecedor da fundação, uma empresa chamada JG. Ele diz
que passava os valores para representantes da entidade. A presidente da
fundação, Clemilce Carvalho, diz que a JG foi contratada por pregão e
prestou os serviços. Filiada ao PDT, mesmo partido do ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, ela foi candidata a deputada federal em 2006.
Lupi está ameaçado de perder o emprego na reforma ministerial, planejada
para o início de 2012. Os ministérios do Esporte e do Trabalho têm, em
comum, o fato de ser administrados há anos pelos mesmos partidos da base
de apoio ao governo federal. O modelo dá sinais de que começa a ruir.
Os podres poderes do chefe Lula vindo a tona Se tudo está tão evidente, se tudo está tão visível, onde está a reação? Será que chegou a hora em que o discurso do grande Rui Barbosa se torna a triste realidade de um País que sempre causou orgulho? Um País onde o povo colocava a mão no peito para cantar seu hino e se emocionava com isso. Agora, o virus da impunidade degenera a moral e o câncer não é estirpado. Um câncer comunistóide socialista trazido por um partido que começou renegando nossas cores e nossa história de liberdade.
Ou o Brasil reage em massa ou o caos deflagra a falência do Estado, da Moral e da Ética definitivamente.
Onde estão nossos valores? Nossos homens cultos? Nossos administradores competentes? Apedeutas, terroristas, assassinos, ladrões e entreguistas imorais tomaram o poder e estão roubando o nosso sagrado pão, nossa saúde, nossa educação, nossas matas, nossos povos, o futuro das novas gerações e nossas esperanças.
Celso Brasil
Em seu livro O CHEFE, Ivo Patarra, no Capítulo 13, descreve que: "Em 5 anos, Lula repassou R$ 12,6 bilhões para ONGs. Dinheiro para amigos, mal fiscalizado
A administração Lula repassou R$ 12,6 bilhões a 7.700 ONGs (Organizações Não-Governamentais) por meio de 20 mil convênios entre 2003 e 2007. Apesar dos valores expressivos, não havia mecanismos para selecionar adequadamente as entidades escolhidas como prestadoras de serviço. Quase não existiu controle na aplicação dos recursos federais, nem rigor na hora de acertar as contas. Suspeitou-se de desvios. Parte do dinheiro poderia ter sido embolsada por gente amiga. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) encarregada de apurar irregularidades quase não avançou. Os governistas travaram as investigações. Não houve quebra de sigilos bancários e fiscais para identificar responsáveis pela eventual roubalheira".
Tudo isso e muito mais é contado em detalhes. Uma leitura que exige estômago para aguentar tanta podridão. Inacreditavelmente gerada por um ser apenas, contagiando amorais que se afinam com ele.
O resultado desta comprovada roubalheira esta vindo a tona somente agora.
Digam o que quiserem, mas somente uma força nos livrou deste mesmo bando por um bom tempo - As Forças Armadas.
Amaury Portugal, presidente do sindicato dos delegados federais em São Paulo: ‘Ficou mais difícil combater a corrupção oficial’
Aiuri Rebello
Fernanda Nascimento
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de
São Paulo desde 2005, Amaury Portugal, 60 anos, ingressou na
instituição aos 20. Nunca mais se afastou: depois da aposentadoria em
1998, continuou a defender a lei e a PF como dirigente sindical. Nos
últimos tempos, amparado na ampla experiência acumulada na investigação
de crimes contra o patrimônio público, tem criticado reiteradamente a
impunidade dos corruptos oficiais. Nesta semana, Portugal não escondeu a
frustração provocada pela decisão tomada pelo Superior Tribunal de
Justiça que praticamente engavetou as descobertas feitas pela PF durante
a Operação Boi Barrica, algumas das quais transformam em candidatos a
pesadas punições integrantes e amigos da família Sarney. Na entrevista, o
delegado trata das dificuldades que impedem o combate a quadrilhas
engravatadas, comenta o uso de algemas e aponta os problemas enfrentados
pela instituição. Mas avisa que a batalha pela moralização dos costumes
não será paralisada.
O senhor achou estranha a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre a Operação Boi Barrica?
Costumamos dizer na Polícia Federal que colarinho branco e gravata
não combinam com algemas nem com barras de prisão. Quem analisar
acontecimentos recentes envolvendo o crime organizado, banqueiros e
políticos poderosos verificará que ninguém continua preso. Foram presos
em certo momento, mas já não estão. Se considerarmos as provas que a
Polícia Federal colocou dentro do inquérito, a decisão do tribunal não
se justifica. Mas é preciso ressalvar que o magistrado não anulou as
provas. Disse que a fundamentação das autorizações para a quebra de
sigilo não são suficientes. Neste caso, anula-se o processo, mas as
provas não desaparecem. Serão analisadas novamente na primeira
instância. Começa tudo de novo na Justiça. Como fica a Polícia Federal nessa história?
Vai continuar agindo. Se houver necessidade de colher mais provas,
investigará mais. O inquérito foi feito da melhor forma possível. No
caso da Operação Boi Barrica, há uma família poderosa e influente. A
Polícia Federal não errou, tudo foi feito corretamente. O que acontece é
que estamos no país da impunidade. Aquele processo, para chegar ao
ponto a que chegou, levou dois, três, quatro anos. Quando derruba um
processo desses, o que acontece? Começa tudo outra vez. Os envolvidos
ganham tempo. Os acusados são beneficiados pelos prazos de prescrição.
Dificilmente veremos um desses indivíduos atrás das grades. Essa é uma
das fórmulas que levam à impunidade. Há muita frustração entre os policiais?
É grande o desânimo na corporação. Nos crimes de desvio de dinheiro
público, a maioria dos impunes é favorecida pela prescrição. O país vive
um momento muito difícil na questão da moralidade, porque os casos de
corrupção não são punidos. Refiro-me à corrupção no poder publico, em
ministérios. É um absurdo o que fazem os corruptos. E ainda há quem
reclame da colocação de algemas nos bandidos. A gente vê cada coisa …
Desvio de merenda escolar, por exemplo. Roubam de crianças, de doentes
hospitalizados. Um sujeito que faz essas coisas… A gente fica muito
triste com essa situação. É revoltante. A corrupção tem crescido muito?
É preciso ressalvar que a corrupção sempre existiu. Ocorre que hoje o
crime é mais organizado. Existem quadrilhas agindo em ministérios. Um
exemplo é o Ministério dos Transportes. O prejuízo do estado foi, só
ali, de 700 milhões de reais. Daria para reestruturar totalmente a
Polícia Federal, que necessita com urgência de mais verbas, mais pessoal
e equipamentos modernos. O combate ao crime organizado seria muito
eficaz. Hoje é preciso tomar muito cuidado para investigar. Não se pode
tomar certas medidas que seriam normais numa investigação. Não se pode,
por exemplo, esbarrar em quem tem força política, em gente com muito
poder. Convém investigar pelas beiradas, até o momento de fechar o
cerco. Ficou muito mais difícil investigar a corrupção oficial. Como são
pessoas com dinheiro, posses e influência politica, elas se blindam. E
também existe a interferência de alguns poderes da República. O caso da
Boi Barrica é uma demonstração dessa força a que me referi. É grande a
ingerência nos tribunais. O que o senhor acha da controvérsia sobre uso de algemas?
Esse problema começou faz muito tempo, com um ministro do Supremo
Tribunal Federal que se queixou do uso de algemas na prisão do
ex-prefeito Celso Pitta. Também houve queixas quando o empresário Daniel
Dantas foi algemado. Quer dizer, são senhores acima de qualquer
suspeita, intocáveis. O coitado do cidadão comum pode ser algemado sem
que ninguém proteste. Mas o mafioso, o banqueiro, o político, esses não
podem ser tocados. Isso dificulta muito a atuação do policial, que pode
ser acusado de coagir o preso, de recorrer à violência. Querem criar
uma conotação, que nunca existiu, entre algema e violência. Algema-se o
preso porque a lei determina que se faça isso. Quando um policial dá voz
de prisão a alguém, o Estado passa a ser responsável pela integridade
daquele indivíduo. Esse detalhe sempre é esquecido. É necessário usar
algemas em nome da segurança do preso, de quem prende e de terceiros. A relação entre a Polícia Federal e a Justiça é conflituosa?
Não, de forma nenhuma. Além das decisões que vêm dos tribunais
superiores de Brasília, temos os tribunais intermediários, os regionais.
A convivência é muito boa e muito saudável com os juízes federais de
primeira instância. Essa ligação é menos forte com Supremo Tribunal
Federal e o Superior Tribunal de Justiça. Acho que a Justiça precisa ser
reformulada. A Polícia Federal tem autonomia?
Temos autonomia na investigação e na coleta de provas. Ninguém é
doido de dizer a um policial que não investigue fulano, ou que faça
alguma coisa com determinada prova. Houve uma evolução institucional na
Polícia Federal, muito mais em consequência da própria formação dos
delegados do que do sistema. Posso garantir que quem tentar envolver um
delegado federal em alguma irregularidade, ou forçá-lo a atender a algum
pedido inconveniente, estará perdido. Mas existem outras formas de
pressão. Os tribunais superiores comprometem o trabalho da policia?
Sem dúvida. Volto ao caso da Operação Boi Barrica: a decisão do
Superior Tribunal de Justiça foi um absurdo, pelo amor de Deus! É isso
que gera a impunidade. O Brasil é o pais da impunidade. Ministros de tribunais superiores também são influenciados por interesses pessoais e pressões políticas?
Não sei. Mas que estão julgando mal, estão. Não sei se os ministros
atendem a interesses espúrios, não posso fazer tal afirmação. Mas que
estão julgando mal, isso estão.
Só não revela tudo porque, como diz o próprio autor - O jornalista, comentarista de rádio e TV, escritor e poeta José Nêumanne Pinto - teria problemas com a justiça.
Também confessa que sabe muito sobre o comportamento moral do molusco, que não poderia revelar em público.
Assista o vídeo e constate.
Veja quem é o foragido de Garanhuns, quem é seu pai e muito mais. Celso Brasil
“O que sei de Lula” – José Nêumanne Pinto revela o que há por trás do mito
O jornalista, comentarista de rádio e TV, escritor e poeta José Nêumanne Pinto conheceu Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 1975, pouco depois de este haver assumido a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Desde então, tem mantido contato profissional e pessoal – de início, mais estreito, depois limitado ao noticiário – com o personagem que ele considera o maior líder político do Brasil em todos os tempos.
Nos últimos meses do segundo mandato do ex-dirigente sindical e do Partido dos Trabalhadores na Presidência da República, Nêumanne resolveu escrever seu testemunho, com o qual pretende esclarecer o que fez dele o primeiro representante autêntico do homem do povo no poder mais alto. “O que sei de Lula” relata episódios inéditos, como a reunião de Lula com um emissário do Planalto no governo Figueiredo, o major Gilberto Zenkner, que tinha montado a rede de espionagem do Exército contra a guerrilha do PCdoB no Araguaia, no apartamento do jornalista Alexandre von Baumgarten, vítima de um atentado em alto mar, cuja autoria foi atribuída à chamada “comunidade de informações”. E acompanha a trajetória do menino retirante do sertão de Pernambuco à Praça dos Três Poderes à luz de fatos reais, e não da poeira mitológica com que se tentou cobrir, ao longo dos últimos 36 anos, a verdade histórica, posta a serviço da doutrinação ideológica.
O Lula que emerge das páginas deste livro não é o socialista que trocou a revolução pela carreira política de sucesso na democracia, mas sim um gênio da comunicação que conseguiu falar diretamente à alma e ao coração do homem comum, com sua experiência de convívio com a fome, a humilhação e o desemprego. Admirador declarado de Mahatma Gandhi e de Adolf Hitler, como confessou a um entrevistador à época em que liderava os metalúrgicos do ABC em greves que ajudaram a derrubar a ditadura militar no Brasil, tornou-se amigo de revolucionários como o cubano Fidel Castro e chegou a ser publicamente elogiado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, que o chamou de “o cara”.
O texto deste livro acompanha as mudanças da “metamorfose ambulante”, expressão inspirada na canção do roqueiro Raul Seixas que o próprio líder adotou para se definir, que começou se negando a participar da campanha pela anistia dos exilados, proposta pelo general Golbery do Couto e Silva, e terminou levando ao poder um dos mais notórios deles, o ex-líder estudantil José Dirceu. “Nêumanne escreve porque esteve lá, diante do evento que estava sendo gerado. É irretorquível, portanto, o caráter conservador de Lula e de sua turma. Não dá, depois das páginas deste livro, para tagarelar em ‘esquerdês’ no caso do gárrulo presidente”, escreveu o filósofo e professor de ética Roberto Romano.
O profissional de televisão José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, definiu o livro como “fascinante na forma de narrar, no conteúdo sólido e na construção precisa e detalhada do personagem. Transcende ao Lula. É uma aula de política brasileira”. Segundo o cientista social Leôncio Martins Rodrigues, “neste livro, Nêumanne nos dá uma contribuição extraordinária para entendermos as idas e vindas de quem se definiu como metamorfose ambulante.
LANÇAMENTO NO RIO:
Terça-feira, 16 de agosto, a partir das 19h
Livraria da Travessa
Rua Visconde de Pirajá, 572/ Ipanema
Tel.: (21) 3205.9002
LANÇAMENTO EM SÃO PAULO:
Terça-feira, 23 de agosto, a partir das 19h
Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915/ Vila Madalena
Tel.: (11) 3814.5811
De tanto ver as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos corruptos no Brasil, começo a ter vergonha de ser brasileiro. Celso Brasil (lembrando Rui Barbosa)
Navegando pelas notícias sobre a política brasileira, concluí que estamos sofrendo, sem nenhuma dúvida, mais um golpe. O ex-presidente viaja pelo Brasil em campanha eleitoral, paga, evidentemente, com o dinheiro do contribuinte, seja através de desvios ou favores de empresários sem escrúpulos que visam manter suas vagas nas largas cadeiras da corrupção que beneficia a todos eles nas licitações forjadas e nos superfaturamentos. O Brasil está cheirando mal. Os escândalos são diários. A podridão começa a assustar outros países que, estupefatos, assistem a passividade de um povo que vive de pão e circo, como nos tempos remotos. Essa é nossa triste realidade. O povo brasileiro demonstra um atraso que nenhuma das populações mundiais conseguem atingir. Poderíamos citar alguns países onde a condição de vida é sub-humana, porém, trata-se de uma população sem qualquer recurso e que já criaram a cultura de viver de esmolas de missões vindas de outros países e com uma debilidade - fisica e mental - que não lhes permitem a reação. No Brasil o mesmo ocorre, embora de outra forma.
Os atuais (des)governantes sabem que as populações ignorantes são sucetíveis a essa estratégia nogenta. De uma forma vergonhosa e inescrupulosa, os submetem ao mesmo processo. Processo que garantiu a vitória nas últimas eleições, embora apertada, sem uma grande vantagem. O grande trunfo foi o nordeste brasileiro. Regiões tão carentes de cultura e condição de vida, que mostra um perfil manipulável. Somente pessoas sem qualquer escrúpulo pode utilizar deste recurso sórdido. Resolveram ampliar a estratégia, tornando-a mais abrangente, como se vê nas mais recentes ações - um estádio para uma das maiores torcidas do brasil - CIRCO CORINTHIANO.
A construção da sede da UNE, que já foi uma das mais poderosas vozes nos momentos de mudança e, agora, quando o Brasil mais necessita de socorro, é comprada, descaradamente, pelo poder corrompido que assumiu o país. Mais um CIRCO que não tem o direito de falar em nome do estudante brasileiro que sofre o ataque do MEC, que corrompe a educação e trabalha para a criação de uma cultura sodomista e totalmente desvirtuada, muito distante do que a palavra CULTURA representa.
O PÃO - As esmolas para a população miserável utilizando o dinheiro dos nossos impostos, está gerando a vadiagem em várias regiões, como o caso daqueles que deixaram seus trabalhos para garantirem o recebimento daquilo que gera mais renda - Bolsa isso, Bolsa aquilo e assim vai. "Fazer filhos" virou uma indústria próspera para eles. E o atual governo ainda luta pela implantação do aborto que, segundo o projeto inicial, seria permitido até o terceiro mês de gravidez. Atitude hitleriana disfarçada de liberdade. Um holocausto sem precedentes, contrariando todos os princípios éticos, morais e cristãos.
Cometer crimes e ser preso pode garantir um padrão de vida que muitas famílias jamais teriam, por falta de estudo e vontade de lutar pelo próprio cerscimento. Uma garantia de mais de R$ 800,00 por filho, permite a um criminoso "tirar suas férias" na cadeia e fazer um trabalhinho extra, comandando o crime com garantia de impunidade, contando com toda a tecnologia da comunicação moderna. Organizações criminosas tornaram-se "partidos aliados". Enquanto isso, muitos estudantes sacrificam sua alimentação e sono para atingirem uma condição melhor, com salários que não chegam a R$ 1.000,00 e de onde é subtraído de R$ 400,00 a R$ 800,00 para o pagamento do seu curso superior. Não bastasse este quadro, corruptos que desvias MILHÕE$, são blindados pelo poder mais corrupto que eles, recebendo honrarias e todas as garantias de impunidade. Muito mais teria para relatar ou, continuar este triste desabafo, porém, ninguém conseguiria ler ou ouvir até o final, tamanha seria a lista desta minha indignação.
Até quando sofreremos a ação destes comunistóides que se utilizam, indevidamente, da bandeira da democracia?
Não podemos, sequer, acusar um partido, pois todos se uniram, comprados pelo dinheiro sujo gerado pelo esquema sujo daqueles que exercem seus podres poderes, como diria Caetano.
Um ex-presidente sem estudo e sem conhecimentos, sobretudo o conhecimento de valores éticos e morais, conseguiu implantar este caos no pais mais invejável do planeta.
Agora, em plena campanha disfarçada, trabalha para o Lula 2014 - a continuidade do caos. Lembro-me de tempos, nada distantes, em que cantávamos o Hino Nacional Brasileiro com os olhos nublados pela emoção e pelo orgulho de SER BRASILEIRO.
Confesso que, viajando para o exterior, o melhor será ficar calado em público, para que ninguém note meu sotaque, porque... TENHO VERGONHA DE ME APRESENTAR COMO BRASILEIRO.
Celso Brasil
Produtor Cultural
Comunicador - Rádio e Televisão
Poeta e Escritor