DIA 7 DE SETEMBRO DE 2013
RÁDIO PALÁCIO - Rede Movimento de Rádios 24h
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domingo, 7 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
A indignação que afeta o espírito de luta
A indignação que afeta o espírito de luta
Olá, amigos!
Há momentos de indignação que atingem um grau tão elevado que afetam nosso espírito de luta.
O
direito de propriedade é violentamente agredido com o apoio daqueles
que deveriam representar a justiça. O direito de escolha dos rumos da
Pátria que tanto amamos é negligenciado por aqueles que desgovernam a
Nação, fazendo com que ela perca, exatamente, o rumo da ordem e do
progresso que sempre foi o maior anseio de um povo que luta, trabalha e
dedica quase meio ano de sua labuta ao pagamento de impostos que não
retornam.
Enfrentamos um momento que nos priva do direito de ter direito.
Alguém
vem e me diz que estamos num caminho que, se não for alterado,
entraremos num túnel sem saída, onde a liberdade nos será retirada até
mesmo da mente.
Mente
quem crê nesta pseudo liberdade ainda existente. Mente para si próprio,
na busca de um consolo que já não existe, restando apenas um grito
preso na garganta que, solto, no torpor da mente acorrentada, eclode
abafado, sem sentido e, outros, ao ouvirem tais gritos, juntam-se ao
clamor desesperado que sai sem manifestar sentido.

Vendo
a família sendo extinta do conceito do que era sociedade. Vendo a ética
não mais conseguindo construir a moral. Vendo o amor prostituído, o
trabalho se transformando em espera de migalhas e a vida perdendo o
sentido, matando a luta pelo pão, a ponto de não ter, sequer, mais a
vontade de assistir o circo.
Desviaram
a intelectualidade para um precipício e, sucumbida, ela fez brotar
intelectualoides desvairados, enquanto a ignorância festeja a derrota do
ser que um dia pensou, amou, construiu, trabalhou gerando suor na testa
para conquistar o pão e a razão de ser.
Então,
os malfazejos, para garantirem a imbecilização, minaram as forças que
antes eram poderosas e armadas contra o mal. As forças parecem ter
aceitado a condição inútil e calaram-se, tornando-se meras espectadoras
do caos humano que, alimentado pelo nada que lhe dá a falsa vida,
avançou para cumprir sua última etapa de dominação.
Mas
por ser falsa a sua filosofia, sua crença e sua própria existência, ao
disparar o derradeiro tiro fatal no elo que acreditavam faltar destruir,
despertou a fé.
Os
maus, descrentes de um poder que sua inferioridade jamais conseguiu
sentir e acreditar viram-se atônitos diante do milagre da ressurreição
do pensamento que despertou uma força descomunal, desconhecida e
aterradora.
Surgiu uma desconhecida luz que, para eles, não existia, embora combatessem.
É nesta hora que o jogo da vida vira o tabuleiro, fortalece as peças e fazem-nas avançar em direção ao alto.
Começa,
então, o inimigo, a tomar decisões impensadas, diante do desespero de
não ser e... passa a tropeçar nas pedras que deixou no caminho que,
agora, forçosamente, precisa trilhar, numa conturbada volta.
E
a FÉ, impiedosa com aqueles que a contrapõem, impulsiona a massa que,
alimentada pela Força Maior que a criou, faz brotar, novamente, a
esperança perdida.
E,
como num passe de mágica, as nuvens começam a dissipar, os olhos que
não viam, passam a enxergar e uma Nação inteira começa a cobrar, de si
mesma, o pecado da inércia que havia assumido, talvez por acomodação,
durante o processo de retroação do progresso que culminou na desordem.
E é quando o gigante desperta que os insignificantes perdem o sono.
Avante, povo brasileiro!
A força que sempre existiu e foi negligenciada, agora o chama para a luta de recuperação do espaço e dignidade esquecidos.
Avante, povo brasileiro!
Esta
é a sua hora de extinguir os falsos profetas que projetaram um futuro
que não veio, uma esperança que nunca existiu e, para que se cumpram os
anseios da massa, esta hora cobra o trabalho da luta e reconstrução.
Avante,
brasileiros! O gigante é cada um de vocês que acreditam e amam um SER
MAIOR que jamais os deixariam sucumbir nas trevas do pesadelo que
tentaram lhes impor.
Avante, brasileiros!
A vitória lhes pertence!
Busquem-na!
A não ser que não a queiram mais.
Até a próxima.

quarta-feira, 3 de julho de 2013
‘A falsa solução do plebiscito’, editorial do Globo
‘A falsa solução do plebiscito’, editorial do Globo
PUBLICADO NO GLOBO DESTA TERÇA-FEIRA
Resultado de um lance de oportunismo de alas do PT embevecidas pela “democracia direta” chavista, a Constituinte exclusiva, ideia afastada por flagrante ilegalidade ─ não pode haver constituinte para rever apenas partes da Carta ─, foi convertida em plebiscito. Ao vislumbrar uma brecha na crise das manifestações de rua para contrabandear este antigo sonho do partido ─ oficialmente, desde 2007, segundo documentos internos do PT ─, a legenda desembocou numa consulta popular que o governo Dilma precisa viabilizar junto ao Congresso.
A tarefa é impossível de ser cumprida, se a ideia for realizar uma consulta séria à população. Como o tema do plebiscito, a reforma política, não pode ser traduzido em perguntas simples e objetivas, exigência de qualquer sondagem popular, a presidente Dilma tem mais um problema sério sobre a mesa para resolver.
E tudo isso para pretensamente atender a uma das reivindicações das ruas, afirmam o governo e o partido. Ora, num sentido bastante amplo, pode-se entender que as críticas aos políticos e governos em geral, feitas nas manifestações, podem ser atendidas por uma reforma política. É duvidoso, porém. Mais ainda quando se sabe que, entre as mudanças arquitetadas por petistas, está o voto em lista fechada, em que os candidatos são escolhidos pelos caciques partidários, em barganhas nada transparentes, distantes do povo em nome do qual se pretende fazer as mudanças. Ironia pura. E, enquanto o plebiscito vai tomando conta da agenda política, o governo finge não entender críticas reais feitas nas ruas: prioridades erradas nos gastos públicos, desperdícios, mais recursos para Educação e Saúde, por exemplo. É a tradução dos ataques aos estádios para a Copa e à baixa qualidade do sistema de transporte público urbano.
Em vez de uma incerta e etérea reforma política, o Planalto deveria responder às manifestações com ações objetivas e certeiras. Como a suspensão do mirabolante e bilionário projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, com o último orçamento em mais de R$ 30 bilhões ─ cifras sempre revistas para cima ─, e a transferência do que houver de dinheiro público envolvido na empreitada para viabilizar projetos de trens suburbanos e metrôs nas duas regiões metropolitanas.
Os tais “pactos” com os quais Dilma se compromete ─ a reforma política é um deles ─ correspondem a despesas de R$ 50 bilhões. Em entrevista ao Globo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cortes em gastos de custeio e/ou aumento de impostos a fim de compensar estas despesas. Chega a ser um acinte admitir aumentar a já elevada carga tributária, quando o governo gasta R$ 611 bilhões por ano ─ ou quase US$ 300 bilhões ─ para manter uma enorme máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil servidores apaniguados, donos de cargos ditos de confiança, para os quais são nomeados por afinidades pessoais e ideológicas. Explica-se o mau humor demonstrado nas manifestações. Vandalismo à parte.

A tarefa é impossível de ser cumprida, se a ideia for realizar uma consulta séria à população. Como o tema do plebiscito, a reforma política, não pode ser traduzido em perguntas simples e objetivas, exigência de qualquer sondagem popular, a presidente Dilma tem mais um problema sério sobre a mesa para resolver.
E tudo isso para pretensamente atender a uma das reivindicações das ruas, afirmam o governo e o partido. Ora, num sentido bastante amplo, pode-se entender que as críticas aos políticos e governos em geral, feitas nas manifestações, podem ser atendidas por uma reforma política. É duvidoso, porém. Mais ainda quando se sabe que, entre as mudanças arquitetadas por petistas, está o voto em lista fechada, em que os candidatos são escolhidos pelos caciques partidários, em barganhas nada transparentes, distantes do povo em nome do qual se pretende fazer as mudanças. Ironia pura. E, enquanto o plebiscito vai tomando conta da agenda política, o governo finge não entender críticas reais feitas nas ruas: prioridades erradas nos gastos públicos, desperdícios, mais recursos para Educação e Saúde, por exemplo. É a tradução dos ataques aos estádios para a Copa e à baixa qualidade do sistema de transporte público urbano.
Em vez de uma incerta e etérea reforma política, o Planalto deveria responder às manifestações com ações objetivas e certeiras. Como a suspensão do mirabolante e bilionário projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, com o último orçamento em mais de R$ 30 bilhões ─ cifras sempre revistas para cima ─, e a transferência do que houver de dinheiro público envolvido na empreitada para viabilizar projetos de trens suburbanos e metrôs nas duas regiões metropolitanas.
Os tais “pactos” com os quais Dilma se compromete ─ a reforma política é um deles ─ correspondem a despesas de R$ 50 bilhões. Em entrevista ao Globo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cortes em gastos de custeio e/ou aumento de impostos a fim de compensar estas despesas. Chega a ser um acinte admitir aumentar a já elevada carga tributária, quando o governo gasta R$ 611 bilhões por ano ─ ou quase US$ 300 bilhões ─ para manter uma enorme máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil servidores apaniguados, donos de cargos ditos de confiança, para os quais são nomeados por afinidades pessoais e ideológicas. Explica-se o mau humor demonstrado nas manifestações. Vandalismo à parte.
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