RÁDIO PALÁCIO - Rede Movimento de Rádios 24h

Pesquisar neste blog

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cristãos brasileiros, vocês serão abatidos como gado!

De Celso Brasil
A prova cabal do que está acontecendo (não do que acontecerá), são inúmeras publicações dos partidários do regime que se implanta no Brasil, sob o comando PeTralha com apoio dos partidos alugados e Cia.
Dentre tantos absurdos brotados da mentalidade sociopata dos seguidores desta seita satânica (união de organizações) que insistem em chamarem de partidos, destaquei uma publicação. São todas idênticas e existe até divergências nas opiniões, sem desviar do rumo sociopata.
O povo brasileiro necessita, URGENTEMENTE, de uma mobilização para clamar a intervenção da única força permitida pela constituição. A exemplo da última contra-revolução (1964) que salvou o Brasil da implantação deste regime prisional chamado comunismo. O mesmo que canta liberdade, como uma cobra traiçoeira.
Já invadiram nossas casas, proibindo a educação dos filhos naquilo que os contrariam. Implantaram o separatismo do nosso povo que nunca foi rotulado. Agora não somos raça humana - somos brancos ou negros ou gays, ou seja lá o que for. Esta estratégia foi utilizada em todas as implantações dos falidos regimes comuno-socialistas em todo o mundo.
Analisando o andamento deste processo de implantação, só podemos chegar a uma única conclusão, já que este tipo de mente doentia só conhece uma linguagem para defender e impor suas idéias absurdas - A VIOLÊNCIA. No resto do mundo não foi diferente.
Embora com o estômago embrulhado, sou obrigado a mostrar um exemplo deste processo que anda a largos passos no Brasil.
Peço desculpas aos amigos leitores pelo que vou apresentar, mas torna-se necessário para a compreensão dos fatos.
Sinto-me enojado por pertencer a um povo que tem elementos (e muitos) como os que se apresentam abaixo.
Que DEUS tenha piedade de nós, verdadeiros brasileiros que seguimos uma cultura cristã cuja diversidade religiosa sempre conviveu pacificamente.

Celso Brasil
Um cidadão comum
Produtor, editor, escritor e cristão

 _________________

Acrescentei mais um vídeo a esta postagem.
________________
 
Segue, abaixo, a íntegra da publicação citada.
______________________________________

A necessidade de se pensar uma regulação para a Religião.


Caros leitores, há algum tempo ando pensando em algumas possibilidades de como nós comunistas poderemos encontrar uma solução para resolver as controvérsias religiosas existentes em nossa sociedade atual. Para ficar claro, temos que elucidar o fato de que o fim instantâneo da religião mesmo em um estado pós-revolucionário se mostrou e se mostra um equivoco na condução do socialismo nos tempos de hoje. "Não batam nos outros. A luta física só afeta a carne e os ossos; a luta de pensamento afeta o coração". De fato temos de ter em mente que imposição ideológica ao proletário (Vale destacar a diferença entre Proletário e Inimigo) não deve ser feita em hipótese alguma. O que deve ser feito é a criação de aparatos que combatam os agentes indutores religiosos de maneira inteligente e não impactante.Caso contrario há um perigo de se criar uma linha de subversão religiosa internacional e a culminação de ideias falsas a respeito do regime popular. A diminuição gradual e programas de plenitude laica pode levar ao fim gradual da religião para sempre, sem deixar aquela marca no passado de um corte feito com o animal vivo.É importante visar sempre o objetivo final, de nada vale o sectarismo de que a religião a todo custo, no momento em que os comunistas chegarem ao poder, deve ser extinguida. Vale fazer uma ressalva da inteligente manobra cubana em receber o Papa, que só reforça ainda mais a linha de pensamento da destruição gradual, vale deixar o assunto de Cuba para uma outra discussão onde fique explanado os positivos e negativos.
Tendo isso em vista, ficam as incógnitas. Como fazer uma política de frenagem religiosa desde agora? Como pensar nela em um estado pós-revolução?
Bem, aqui agora externo as minhas opiniões de como tal frenagem religiosa deve ser executada, pensando no agora e no depois. Primeiramente a necessidade de se criar uma regulação especifica para tratar da religião. Assim como temos hoje uma censura(falha) a diversos tipos de conteúdo, teríamos de criar uma regulação especifica para assuntos religiosos ou qualquer outro assunto que possa gerar interferência mental na população. De primeira instancia, como a religião é algo induzido e que na maioria dos casos se torna eterno, teríamos como primeiro ponto da regulação à proibição da participação em cultos,seitas,missas religiosas por menores de idade, claro que o cumprimento dessas normas se dariam pelo poder que o estado tem de fazê-los, assim como hoje em dia à proibições de menores em casas noturnas especificas. Com isso também automaticamente seria proibido as seitas,cultos e missas ao ar livre. Muitos vão dizer que isso vai contra a liberdade de expressão, para esses que dizem isso, gostaria de dar com exemplo a exibição explicita de conteúdo pornográfico e violento em publico. A mesma "indução" que este material poderia gerar em mentes férteis, a religião pode gerar e de maneira muito pior. Com isso também ficava vedado a utilização de concessões publicas de TV e Radio para transmissões religiosas. Segundo, o acesso ao material religioso também se tornaria algo restrito a maiores de idade. Este aspecto junto com o primeiro pode tornar o ato do pai ou da mãe de induzir religiosamente seus dependentes em um crime de aliciamento de menores. Vale destacar que a nossa lei é bem rígida com relação ao aliciamento físico, tanto para prostituição quanto para crimes. Porem se esquece que o aliciamento mental é muito mais nocivo do que o físico, por que é em muitos casos irreversível. O Terceiro e ultimo ponto seria a questão da educação escolar. Vale fazer um destaque de que com um sistema de educação único e publico, esta mesma terceira proposta perderia metade de seu propósito. Ficaria proibido o ensino religioso em todas as escolas, para isso seria necessário a criação de uma grande curricular global para todas as escolas, publicas e privadas. E também seria de caráter fundamental a necessidade da criação de uma matéria universal com o tema; Diversidade Religiosa. Tal matéria teria a função de explanar desde cedo as características criacionistas e evolucionistas das religiões e da ciência como um todo. Tratando a respeito, de maneira honesta, de todas as religiões e suas historias verdadeiras. Esse terceiro ponto precisa está verdadeiramente em harmonia com os dois anteriores para que toda a regulação tenha um efeito futuro esperável.
Com, o fim ou diminuição da indução religiosa, educação a respeito de criacionismo vs evolucionismo, educação a respeito de todas as religiões possíveis de serem compreendidas, teríamos uma população muito mais capaz de pensar de maneira critica a religião e não dogmática. Vão haver aqueles que mesmo com a harmonia destes elementos irão optar pela religião. Mas pelo que pude concluir o índice de declínio religioso quando se tem diversos contrapontos racionais é bem maior do que o índice de adesão.E o índice de fanatismo ou completo dogma religioso também é quase extinto. Fazendo da regulação uma ferramenta para fazer a religião desaparecer pela dialética dela própria
É importante que tenhamos em mente que isto não é só uma medida que nós comunistas temos como meta. É uma medida de interesse global, o que nos ajuda na luta de agora. Não só com o objetivo final dos comunistas que seria a diminuição máxima possível da religião, mas sim também complementando o que seria um estado verdadeiramente laico.
Vale lembrar que isto foi apenas algumas ideias do que seria uma regulação, um pensamento de como poderia ser. Fico na expectativa da possibilidade de novos pensamentos ou contrapontos que possam acrescentar em um projeto futuro de regulação real.
Tácio Nepomuceno Reis

11 comentários:

ujs26 de abril de 2012 16:48
A fé é algo imaterial e comunistas são materialistas. O pensamento de exterminar a religião, ou melhor, a liberdade religiosa do povo, mesmo que seja aos poucos, até 'desintegrá-la' é equivocado, errado e simboliza que ainda existem setores que não aprenderam nada com a história.
Defendo um Estado Laico. Para mim, chefes religiosos devem guiar seus fiéis e não se enfiarem na política. Cada vez que a religião se misturou com a política na história da humanidade não só gerou segregação de um em relação ao outro, mas também perseguições.
O Partido Comunista do Brasil, numa visão acertada, defende que o indivíduo seja livre pra escolher no quer crer ou não crer. Por isso o deputado federal comunista Jorge Amado defendeu e garantiu a liberdade religiosa na Constituição Federal em 1946. Proibir que menores participem de cultos religiosos é no mínimo ir contra essa defesa do partido, além de interferir na educação dos pais aos filhos, que tem a prerrogativa de buscar orientar os filhos sobre vários aspectos da vida, e ter ou não uma religião é uma delas. Essa visão de necessidade do aniquilamento da religião é uma visão estreita e um olhar micro daquilo que precisa ser avaliado sob a ótica do macro.
No Brasil, um dos países mais religiosos do mundo (diversidade religiosa), a maioria da população tem algum tipo de fé, e tão certo quanto 1+1=2, reacender uma idéia equivocada e que já se provou não ter dado certo no passado em vários lugares do mundo (cultos religiosos abertos ao público no Kremlim nos anos finais da URSS ficavam lotados com pessoas ainda esperando em filas para poderem assistir uma reunião religiosa ou culto), serviria apenas para nos isolar politicamente e ideológicamente.
No planejamento estratégico rumo ao socialismo contamos com todo o conjunto da sociedade que desempenhará papel importante nessa conquista!
Penso que é necessário sim um debate mais aprofundado sobre a questão religiosa e o Partido em nossa sociedade. Mas para isso se dar da melhor forma possível, é necessário todos os lados se desarmarem, deixando pra trás todos os preconceitos para que alcancemos um patamar mais elevado de compreensão na construção de uma nova sociedade!
Saudações Socialistas!

Vander Rodermel
Secretário Estadual de Comunicação do PCdoB/SC













  1. Tácio Nepomuceno Reis27 de abril de 2012 08:19
    Camarada Vander,
    Entendo sua colocação e a acho justa. Uma das principais bandeiras que o socialismo levanta é a bandeira da liberdade. Só que não se pode ter liberdade, não se pode chegar ao Comunismo havendo entidades superiores ao próprio ser humano, entidades materiais e não materiais.Você mesmo mencionou "Chefes religiosos", isso jamais deve existir no socialismo, nenhum chefe e nenhum senhor supremo, enquanto há mestres há servos. Isso deve ser uma meta para os comunistas, mas como disse no artigo, a destruição instantânea religiosa se mostrou equivoca durante a historia e precisamos evoluir a partir disto. Eu não falo de privar a escolha, falo de privar a influencia sem escolha. A verdadeira liberdade e a verdadeira laicidade tem que estar presente na educação também.
    Saudações Camarada!

    Tácio Nepomuceno Reis

    Fonte: http://criticajovemmarxista.blogspot.com.br/2012/04/necessidade-de-se-pensar-uma-regulacao.html

    ___________________________________________

    Dados interessantes - Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Milhares de vítimas de execuções individuais e colectivas, sob a suspeita de oposição política e com ou sem julgamento sumário; repressão violenta de manifestações e de greves; assassinato de reféns e de prisioneiros de guerra, na Rússia, entre 1918-1922.

    cerca de 5 milhões de mortos por fome em consequência das requisições agrícolas, especialmente na Ucrânia, em 1921-1923. A fome foi usada como uma arma política por outros regimes comunistas além da União Soviética.

    300.000 a 500.000 Cossacos exterminados entre 1919 e 1920.

    centenas de milhar de mortos nos campos de concentração, num total de 15 a 20 milhões de prisioneiros, entre 1930 e 1953.

    690.000 pessoas arbitrariamente condenadas à pena capital durante o Grande Terror de 1936-1938. Deportação de outros milhares para os campos do Gulag. No total, entre 1 de Outubro de 1936 e 1 de Novembro de 1938, aproximadamente 1.565.000 pessoas foram detidas.

    cerca de 30.000 "kulaks" exterminados (campesinato rico) durante colectivização forçada de 1929-1933. Outros 2 milhões são deportados em 1930-1932.

    milhares de vulgares cidadãos da União Soviética acusados de cumplicidade com o "inimigo" e executados no período que precedeu a Segunda Guerra Mundial. Por exemplo, em 1937, cerca de 144.000 pessoas foram detidas, tendo 110.000 sido executadas por suspeita de contactos com cidadãos polacos residentes na União Soviética. Também em 1937, 42.000 pessoas foram executadas por alegados contactos com trabalhadores alemães na U.R.S.S.

    6 milhões de ucranianos mortos por fome, no decurso do genocídio de 1932-1933 (Holodomor).

    centenas de milhar de Polacos, Ucranianos, lituanos, letões, estonianos, moldavos e de habitantes da Bessarábia, deportados em 1939-1941 e 1944-1945.

    deportação de 900 mil alemães do Volga, em 1941; de 180 mil tártaros da Crimeia, em 1943; de 521 mil chechenos e inguches, em 1944.

    deportação e extermínio de um quarto da população do Camboja, entre 1975-1978.

    dezenas de milhões de vítimas dos regimes totalitários de Mao Zedong, na China e de Kim Il Sung, na Coreia do Norte.

    numerosas vítimas em outras regiões do Mundo, como em África, Ásia e América Latina.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O narcotráfico e a política atual

É muito mais podre do que pensamos. O dinheiro sujo sustenta as organizações corruptas que dominam a política na américa "latrina". O mesmo acontece com toda a esquerda mundial.
 
E o Brasil compactua e participa de tudo isso.
As FARCs estão, comprovadamente, no país e o MST é treinado como tal.
FARC não sobrevive sem tráfico.
Formam uma poderosa rede que sustenta a corrupção, mandando e financiando campanhas, manipulando os governos.






O pacto de Cuba com traficantes de cocaína
Euler de França Belém
Para não quebrar, sob a perestroica de Gorbachev, a ilha de Fidel Castro negociou com Pablo Escobar. O comércio só ruiu quando os EUA descobriram que Cuba era um entreposto da cocaína do Cartel de Medellín
Fidel Castro, Arnaldo Ochoa e Pablo Escobar: o primeiro teria aceitado o tráfico de cocaína do terceiro porque Cuba precisava de dólares para impedir a “quebra” da ilha e o segundo entrou na história como boi de piranha
Para entender por qual razão Fidel e Raúl Castro embarcaram no comércio de cocaína com Pablo Escobar, do Cartel de Medellín, é preciso buscar as raízes do problema — que estão expostas com competência pelo historiador britânico Richard Gott em “Cuba — Uma Nova História”, no capítulo “Cuba fica só — 1985-2003”. Em março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o comando da União Soviética e tenta reformar o sistema socialista. A semicolônia cubana, como a chama Gott, ficou, inicialmente, desconfiada dos propósitos da glasnost (abertura política e cultural) e da perestroika (reestruturação econômica do sistema). Antes de Gorbachev, o governo de Iuri Andropov explicou “formalmente que a garantia de defesa soviética, vigente desde a crise dos mísseis em outubro de 1962, não podia mais ser estendida à ilha”. Raúl Castro ouviu de Andropov, em Moscou, em 1983, que a União Soviética iria cuidar de seus próprios assuntos.

A abertura soviética chegou a empolgar alguns líderes cubanos, mas não Fidel e Rául, que, hábeis politicamente, entenderam que qualquer reforma mais forte na ilha significava retirá-los do poder e que a perestroika iria reduzir investimentos da terra de Púchkin na Disney­lândia das esquerdas. O líder cubano Carlos Rafael Rodríguez fez “comentários favoráveis sobre a perestroika”, em Bu­careste, o que não agradou a dupla. Em 1989, Gorbachev visitou Cuba e esclareceu: “À medida que a vida segue novas exigências são feitas à qualidade da nossa interação. Isso se aplica particularmente aos contatos econômicos — estes devem ser mais dinâmicos e efetivos, e produzir retornos mais significativos para ambos os países”. Gott complementa: “Em particular, Gorbachev deixou claro que a velha relação econômica, com os preços subsidiados que há muito ajudavam a manter a relativa prosperidade de Cuba, teria de ser encerrada. E mais estava para vir. No futuro, os russos iam querer receber o pagamento pelos seus bens em dólares norte-americanos”. Em “A Ilha do Doutor Castro — A Transição Confiscada”, Corinne Cumerlato e Denis Rousseau relatam: “O Clube de Paris conta entre seus membros a ex-União Soviética, que calcula a dívida cubana em mais de 22 bilhões de rublos e exige um tratamento a parte. A esse rombo somam-se cerca de 11 bilhões de dólares emprestados por Estados ou bancos internacionais, o que representa aproximadamente 80% de seu PIB. Segundo essas estimativas, Cuba detém um dos mais altos índices de endividamento na América Latina”.

Com Cuba em crise, por causa do afastamento paulatino da União Soviética e a perestroika se espraiando no Leste Europeu, Fidel decidiu que todo simulacro de dissidência, ou de apoio às mudanças patrocinadas por Gorbachev, deveria ser contida a ferro e fogo. O general Arnaldo Ochoa Sán­chez, “figura lendária e heroica, para os soldados cubanos, atrás apenas de Fidel”, segundo Gott, era a principal preocupação. Ochoa comandou os exércitos cubanos em Angola, Moçambique, Etiópia e, antes, na Venezuela. (Os críticos de Fidel em geral omitem que a participação dos militares cubanos na luta conta a África do Sul, em território angolano, foi decisiva para torpedear e enfraquecer o regime do Apartheid.)

Popular e herói histórico, Ochoa, se tivesse apoio externo, sobretudo soviético, poderia se tornar o Fidel dos tempos da perestroika. Por isso, provavelmente, Fidel decidiu liquidá-lo, e contra a vontade de Raúl. Há outro indício: Fidel sempre considerou o irmão fraco em termos políticos e, no caso de sua morte, poderia ser controlado por militares carismáticos, como Ochoa. Eliminada a principal figura militar, os demais militares ficariam quietos e, de fato, ficaram. Por isso, ao voltar da África, a chamado de Fidel, para “receber” uma promoção, Ochoa foi preso. Em “Cuba Sem Fidel”, Brian Latell apresenta a versão corroborada por especialistas em Cuba: “Fidel desejava evitar que o mais popular comandante cubano das Forças Armadas, atraído então pelos movimentos de reforma que proliferavam à época na União Soviética e no Leste Europeu, se tornasse algum dia um ponto de aglutinação para os críticos reformistas do regime. Ochoa comandara, no total, mais de 300 mil soldados cubanos em diferentes missões no exterior e continuava a ser extremamente popular”. Latell ressalva: “Não havia indícios de que planejasse investir contra o regime e, para Raúl, essa era uma possibilidade inconcebível”. O escritor Nor­berto Fuentes, amigo de O­choa, contesta a tese de que o general tenha conspirado contra Fidel, embora todos admitam que, nos últimos anos, teria perdido o respeito pelo líder supremo. Achava-o “covarde”.

A prisão de Ochoa e de outros integrantes do primeiro escalão do regime, em 1989, “merecia” uma justificação palatável para os militares e para a população. O general seria o comandante das operações privadas, e não estatais, com o chefe do Cartel de Medellín, Pablo Escobar, na época um dos reis do tráfico internacional de cocaína. Latell diz que a acusação de Fidel — sim, ele personifica o regime — é fictícia. “Os rumores sugeriam que a acusação de corrupção tinha mais a ver com política do que com irresponsabilidade financeira. As prisões ocorreram apenas dois meses após a visita de Gorbachev a Havana”, diz Gott. Ele pergunta: “Teria havido um complô para substituir Castro por uma liderança reformista, favorável à introdução da glasnost e da perestroika em Cuba?” Latell fornece uma resposta: “Os principais ‘crimes’ de Ochoa haviam sido questionar a autoridade dos irmãos Castro e pensar na possibilidade de desertar. Fidel chegou à conclusão de que Ocha precisava ser condenado por um crime realmente hediondo [...] a fim de evitar qualquer reação indesejada [...] da parte dos militares. As acusações de tráfico de drogas serviram como uma cortina de fumaça”. Gott acrescenta que, na esteira da perseguição a Ocha, foi preso o general José Abrantes, ministro do Interior (Minint). “Ele tinha feito referências favoráveis à reforma de Gorbachev num discurso na União de Escritores e Artistas em Havana.” Os gêmeos Pa­tricio e Tony de la Guardia, amigos de Ochoa, também foram presos.

Cumerlato e Rousseau são incisivos: “Uma dupla suspeita continua a pesar sobre Fidel Castro: a de ter se livrado de um oficial prestigiado, que lhe fazia sombra, e a de ter ao mesmo tem­po feito desaparecer perigosas testemunhas que podiam implicá-lo num caso de tráfico de drogas internacional. Em 13 de julho de 1989, às 4 horas da manhã, um pelotão de execução fuzilava quatro oficiais superiores, detidos apenas um mês antes e acusados de terem montado uma rede internacional de tráfico de cocaína. Os quatro foram condenados ao final daquele que foi, segundo muitos analistas, o último processo stalinista do mundo comunista ocidental, em plena perestroika soviética e pouco meses antes da queda do muro de Berlim”. No livro “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro”, Juan Vivés nota que um grande número de pessoas participou da operação com o colombiano Pablo Escobar — o que indica claramente uma participação do Estado na proteção aos traficantes de cocaína. “Todo mundo sabe que o tráfico era impossível de ocorrer sem que Fidel e Raúl não estivessem a par”, acrescenta Juan Vivés. O ex-espião cubano tem razão: num Estado policial, como o cubano, seus dirigentes sabem de praticamente tudo que ocorre no país, sobretudo num pequeno país como Cuba. Se Fidel não sabia que traficantes usavam Cuba como base para transportar cocaína para a Flórida, nos Estados Unidos, pode-se tachar o sistema de espionagem e o dirigente político de incompetentes. Como o sistema de espionagem é eficiente, monitorando toda a ilha e repassando informações para os irmãos Castro, é pouco provável que Fidel seja o marido traído da história. Vivés frisa que Raúl era o chefe do acordo com Pablo Escobar e revela que o líder cubano mantinha relações com narcotraficantes das Farc. Os sandinistas da Nicarágua também estavam envolvidos com o tráfico — todos em busca dos “vitaminados” dólares. Vivés revela que o capitão cubano Jorge Martínez, subalterno de Ocha, foi o contato de Raúl e do nicaraguense Daniel Ortega com Pablo Escobar. As informações de Vivés são de um ex-espião importante do sistema de informações de Cuba. Ressalto que era amigo de Ochoa. “O nível de detalhes em que [Fidel] Castro está envolvido é absolutamente extraordinário. Realmente excede a imaginação pensar que ele [Fidel] não consentiu o tráfico de drogas”, assinala Jacqueline Tillman, ex-integrante do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. John Fernández, porta-voz da DEA em Miami, sugere cautela e, solitariamente, aponta que não há prova cabal da relação direta de Fidel com os traficantes. Andrés Oppe­nheimer, correspondente do “Miami Herald”, citado por Gott, diz que o ex-ministro “[José] Abrantes afirmou que Castro estava a par de que embarques de cocaína passavam ocasionalmente pelo território cubano, e numa ocasião autorizara a venda da cocaína capturada pela guarda costeira cubana. Não obtante, teria ficado furioso ao compreender a escola do que estava sendo feito pelas suas costas”.

Ninguém, nem mesmo os manos Fidel e Raúl, negam a negociação com os traficantes colombianos. Fidel e Raúl negam, apenas, que tenham participado do esquema. A versão oficial é apresentada em “Fidel Castro — Uma Biografia Consentida”, da jornalista brasileira Claudia Furiati: “O primeiro elo entre o coronel [Tony de la Guardia] e os narcotraficantes se concretizaria no Panamá, através de seu funcionário Miguel Ruiz Poo e um primo deste, também cubano (Reinaldo Ruiz), casado com uma colombiana. No início de 1987, acertaram que um avião procedente da Colômbia aterrissaria em Cuba com caixas de computador IBM repletas de cocaína. Lanchas vindas de Miami recolheriam a droga embalada em caixas de charuto cubano. A operação, realizada em abril, proporcionou ao grupo 320 mil dólares. Em maio, um outro avião aterrissava na base militar da praia de Varadero com o mesmo objetivo, completando-se, no ano, cinco operação exitosas e uma que falhou porque o avião não chegou à base”. Não deixa de ser estranho que Furiati não questione os fatos de que aviões estrangeiros tenham entrado em Cuba e de que uma movimentação financeira muito alta (em dólares) tenha ocorrido e o onipresente e onipotente Fidel — com o apoio do chefe militar, Raúl — não tenha ficado sabendo. De todos os livros consultados, o de Furiati é o único que acusa Ochoa frontalmente, sem qualquer presunção de inocência, e apresenta apenas a versão do governo. Mas pelo menos admite que o tráfico contaminara Cuba e a cúpula do regime, obviamente “perdoando” Fidel e Raúl.

Gott diz que a cocaína era transportada para a Flórida pelo aeroporto de Varadero, em Cuba. O coronel Tony de la Guardia (o mesmo que treinou a guarda que protegia o chileno Salvador Al­lende, em 1973. Suspeita-se que tenha matado Allende, a pedido de Fidel, que considerava o líder socialista “fraco”. Não há, porém, provas contundentes) seria o chefe direto do esquema, mas comandado por Ochoa — quando se sabe que o operador de fato era Rául, o chefão militar. Andrés Oppenhe­imer relata que “Reinaldo Ruiz [exilado cubano envolvido com o tráfico de cocaína] teria perguntado a La Guardia se ‘el señor’ [Castro] sabia da situação, e recebido um ‘é claro’ como resposta”, anota Gott. Mas este pondera: “Não há provas de que Tony de la Guardia tenha discutido esses planos de traficar drogas com Castro, mas é razoável supor que tenham sido aprovados por [José] Abrantes, o ministro responsável pelo departamento MC” (“Moneda Convertible”, moeda conversível)”. O historiador frisa que Cuba tem “o maior e o mais sofisticado serviço de inteligência” de sua região, perdendo apenas para a CIA, dos Estados Unidos. Cumerlato e Rousseau chamam Fidel de “dealer máximo”, traficante máximo, num evidente exagero, pois o líder cubano não traficava diretamente — Cuba era usada apenas como entreposto.

Furiati admite que o envolvimento de Cuba com o tráfico de cocaína foi denunciado primeiramente pelo governo dos Estados Unidos. Fidel recebeu informações objetivas do governo norte-americano. Depois, a agência UPI publicou: “Dois narcotraficantes se declaram culpados de transportar mais de uma tonelada de cocaína através de Cuba” (“o primeiro transporte de cocaína foi feito em abril de 1987. Uma carga de 300 quilos foi transportada num pequeno avião da Colômbia até uma pista de pouso perto de Varadero”, registra Gott). Enquanto o fato não se tornou escândalo internacional, denunciado pelos Estados Unidos, Fidel e Raúl não tomaram nenhuma providência e não acusaram nenhum militar. Há indícios fortes de que Fidel, sem dinheiro para manter o mínimo de conforto para os cubanos — alimentação básica mesmo —, tenha embarcado numa ideia possivelmente de Raúl, a dos dólares fáceis do Cartel de Medellín.

Como a conexão Cuba-Pablo Escobar se tornou pública, comprometendo a imagem do socialismo cubano, era preciso achar culpados. O mais pragmático era matar dois coelhos com o mesmo tiro: primeiro, arrumava-se um culpado para o tráfico internacional, e segundo, punindo-o, eliminava-se uma possível ameaça política, Ochoa, de 48 anos.

O julgamento de Ochoa e aliados foi uma farsa, no estilo stalinista. Ochoa parecia dopado e confessou crimes — na verdade, uma política de Estado, incentivada por Fidel e Raúl — que não cometera. Mas não estava apenas dopado. Pos­sivelmente para garantir a sobrevivência de familiares e amigos, o general aceitou a “culpa”. Cu­merlato e Rous­seau registram: “O general Ochoa reivindicou diante do tribunal a responsabilidade de contatos com Pablo Escobar, na época chefe dos traficantes de droga colombianos do cartel de Medellín”.

Além de Ochoa, foram sentenciados à morte o capitão Jor­ge Martínez, o major Amado Pa­drón Trujillo, o coronel Tony (Antonio) de la Guardia. O ge­neral José Abrantes morreu na prisão. Patricio de la Guardia foi condenado a 30 anos de ca­deia. Pelo menos 150 oficiais superiores foram expurgados do Exército.


Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/o-pacto-de-cuba-com-traficantes-de-cocaina#.T1rCkc0oE3E.facebook

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Viagem aos EUA não sai bem para o Brasil

Viagem aos EUA não sai bem nem para o Brasil nem para Obama

O jornal “Washington Times” fez uma avaliação da recente viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA.

O editorial “Obama’s Brazilian model. Rousseff shows White House an authoritarian way forward” (9 de abril) foi a matéria mais lida e re-enviada pelos leitores.

Nele aparecem os temores que crescem nos EUA em função das tendências autoritárias manifestadas pelo governo brasileiro em nível nacional, com destaque para o Judiciário, e as inclinações antidemocráticas em nivel internacional.


Editorial: O modelo brasileiro de Obama

Rousseff mostra à Casa Branca um futuro autoritário

O presidente Obama recebeu nesta segunda-feira na Casa Branca a presidente brasileira Dilma Rousseff. Uma matéria publicada em vários jornais antes do encontro presidencial perguntava: “O que Obama poderia aprender da presidente do Brasil Dilma Rousseff?” A resposta otimista é: Oxalá não muito. Esta relação não é do interesse dos EUA.

A Sra. Rousseff é um exemplo de esquerda radical que está se unindo no mundo em desenvolvimento para se opor ao poderio americano.

Um dos principais objetivos de sua missão em Washington é obter do Sr. Obama o carimbo de aprovação para a ambição de Brasília de adquirir um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O apoio dos EUA a este esquema seria autodestrutivo, pois o Brasil seria um voto certo contra os interesses americanos no cenário mundial. A Sra. Rousseff, ela própria uma ex-guerrilheira comunista, é um forte apoio das ditaduras anti-EUA, como a dos Castros em Cuba e de Hugo Chávez na Venezuela.

Como líder de um clube de nações que exercem pressões para o desarmamento nuclear dos EUA, ela apoiou os esforços dos mullahs iranianos para obter capacidade nuclear.

Se o planeta está dividido entre aqueles estão por nós e aqueles que estão contra nós, a Sra. Rousseff está do lado errado.

O Sr. Obama não tem nada que aprender da líder brasileira também no front econômico. Antes de ela subir ao poder no ano passado, o gigante sul-americano parecia estar finalmente começando a entrar na sociedade das nações sérias.

Embora esquerdista da velha guarda, o ex-presidente Lula da Silva, predecessor da Sra. Rousseff, deu alguns grandes passos para melhorar o clima financeiro e a reputação entre os investidores pela melhoria da infraestrutura, colaborando com organizações não governamentais internacionais e promovendo uma agenda moderada de crescimento econômico.

A percepção de progresso ajudou o Brasil a sediar os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014, uma consagradora conquista para um povo amante do futebol.

Porém a Sra. Rousseff deu uma guinada fiscal abrupta para trás, oprimindo os mercados, instituindo uma enorme quantidade de proibições fiscais e aumentando os gastos do governo.

Como nos EUA de Obama, o resultado foi um declínio econômico dramático. No auge da administração Lula, a confiança na direção do Brasil levou as previsões econômicas de longo termo a índices de crescimento de 5% ou mais. Mas sob a nova direção estatista da coalizão governamental conduzida pelo Partido dos Trabalhadores da Sra. Rousseff, a economia estancou, com o PIB crescendo apenas 2,7%, o mais baixo da América do Sul.

É do interesse dos americanos conhecer as travessuras amazônicas, pois a opressão de Brasília sobre seu povo e sua economia é uma advertência sobre o perigo para a democracia do poder irrestrito de governo.

A crescente perseguição ao grupo conservador Tradição, Família e Propriedade (TFP) expõe os perigos de discordância num mundo que se seculariza rapidamente.

Fundada em 1960, para combater o comunismo e promover os valores tradicionais, a TFP – muito conhecida nos círculos de Washington através de sua atuante co-irmã – é a principal opositora das prioridades da esquerda, como o aborto, a censura e as leis que inibem os direitos de propriedade.

Pelo fato de ela se interpor no caminho do Big Brother, o governo tem perseguido a TFP. Mais recentemente, o Superior Tribunal de Justiça, uma das altas cortes do Brasil, julgou a favor de um grupo dissidente, os Arautos do Evangelho.

A medida, que ocorreu sob forte pressão de autoridades da Igreja, inclusive do Núncio Apostólico do Vaticano, está efetivamente amordaçando a TFP ao entregar seus bens a dissidentes de esquerda.

A história interessa, porque agora o Brasil é a sexta economia do mundo e líder da coalizão de países de segundo nível que procuram vingar-se de anos de pretenso imperialismo do “primeiro mundo” ocidental.

A narrativa assemelha-se à reação instintiva do Sr. Obama a respeito de sua visão mundial do “Critique primeiro a América”. Brasília também mostra como as burocracias de esquerda, quando publicamente confrontadas, estão se mobilizando para sufocar a oposição através da censura e do confisco da propriedade.

A confabulação desta semana entre o Sr. Obama e a Sra. Rousseff foi mais do que uma sessão de fotos de dois esquerdistas cochichando sobre o que o mundo poderia ser caso eles tivessem mais poder.
Fonte: http://esta-acontecendo.blogspot.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

A Nação Que Se Salvou a Si Mesma

Passado o 31 de março, lembramos as publicações da época da Contra-revolução que evitou a invasão comunista no Brasil. Livrou-se o País da cristofobia e de todas as práticas que destróem a moral e a ética, tornando o povo mais facilmente dominável.
Só nos resta um
SALVE O 31 DE MARÇO DE 1964.
Salve a revolução redentora!


A Nação que se salvou a si mesma


Fonte: http://anacaoquesesalvou.blogspot.com.br/





















Reprodução do artigo especial original, veiculado pela revista Reader's Digest de Novembro de 1964.

Fonte: http://anacaoquesesalvou.blogspot.com.br/

segunda-feira, 26 de março de 2012

A herança maldita do totalitarismo vem de longe

A herança maldita vem de mais longe
Por Celso Brasil
Esta matéria alerta para a falsa liberdade que se pregou na "revolução" cubana.
O mesmo regime que ameaça a América do Sul mostra suas consequências. Um país pobre, sem programas sociais, onde o totalitarismo levou a sociedade aos caos e mantém um regime hitleriano muito ativo. A total ausência de qualidade de vida, tecnologia, desenvolvimento, saúde e tudo que leva uma sociedade a condição mais precária que se pode ter notícia. A insistente decadência crescente não é a única marca. Mantendo seus opositores nas masmorras, desperta a reação de ativistas no mundo inteiro.
A imprensa dos países que tem no poder os simpatizantes do regime do caos, permanecem caladas. Nada é divulgado, restando, tão somente, a internet, as redes sociais e os pouco blogs honestos que ainda contam com a liberdade de mostrar a realidade. A mesma liberdade ameaçada, porque não sabemos se dentro de pouco tempo poderemos contar com estes veículos, já que inúmeros projetos, cada um com seu disfarce, tentam driblar a tão deteriorada e enfraquecida democracia, a liberdade de expressão e o sagrado direito de se exercer a cidadania.

Celso Brasil




Gabeira - o comunista arrependido fala a verdade. 
É também conhecido por ter participado da luta armada contra o Regime militar no Brasil (1964--1985), como militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro, que tentava instaurar o socialismo no Brasil. Na época, trabalhava como repórter do Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. Participou do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick às vésperas do 7 de setembro de 1969. O episódio é narrado em seu livro O que é isso, companheiro?, De 1979. O sequestro ocorreu como forma de pressionar o regime militar a libertar quinze presos políticos, ligados a organizações clandestinas da esquerda política. De fato, tais presos foram libertos e banidos do país, mas os envolvidos no sequestro foram presos algum tempo depois. O próprio Gabeira foi preso em 1970 na cidade de São Paulo. Resistiu à prisão e tentou fugir em direção a um matagal que existia por perto. Vários tiros foram disparados e um deles atingiu suas costas, perfurando rim, estômago e fígado.  
A matéria abaixo (tradução transcrita) não tem o objetivo de exaltar a igreja católica. É, apenas, mais um exemplo de ativismo que tenta despertar a igreja (seja ela qual for), no intuito de buscar reforço para o movimento de liberdade em todo o planeta.
Nota do blog
Professor de Yale implora a Bento XVI um gesto pelo povo da ilha prisão cubana

Carlos Eire é professor de História e Estudos Religiosos na Universidade de Yale, e autor de “Esperando pela neve em Havana – Confissões de um menino cubano” que ganhou o Prêmio Nacional do Livro nos EUA em 2003.

Ele implorou em nobre e franca carta aberta que S.S. Bento XVI tenha um gesto pelos milhões de cubanos prisioneiros na imensa prisão cubana.

Em especial, ele apelou à sensibilidade do Pontífice pelas “Damas de Branco” espancadas e até impedidas de comparecer à Missa.

Eis o texto integral publicado na National Review online:




Proclamar a liberdade aos cativos

Santíssimo Padre:

Escrevo para Vos agradecer pela vossa próxima visita a Cuba. É comovedor saber que estareis visitando onze milhões de prisioneiros. Afinal de contas, a ilha inteira é uma prisão, e todos os seus habitantes prisioneiros.

Escrevo não somente como cubano, mas como um de vosso rebanho e como professor. Minha disciplina aqui na Universidade de Yale – em homenagem ao primeiro capelão católico – é a cadeira de Estudos Católicos.

Curiosamente, muitos nesta universidade secular pensam que sou o vosso núncio e mantenho contato constante convosco, simplesmente por deter a cadeira católica.

Ostpolitik vaticana estreita mãos tintas de sangue...

Portanto, estou finalmente fazendo aquilo que eles pensam que eu faço frequentemente: escrevendo-Vos.

Todos os prisioneiros em Cuba necessitam desesperadamente de vossa visita. Vossa presença física muito contribuirá para levantar-lhes o espírito e dar-lhes um vislumbre do mundo para além das paredes salobres de sua prisão, talvez um lampejo do próprio reino do céu, especialmente quando celebrardes o sacrifício da Missa e Cristo se fizer presente entre eles.

Devereis naturalmente Vos encontrar com os tiranos, os carcereiros e os carrascos. Isso é inevitável. Pouca coisa mudou desde que Nosso Senhor disse: “Vede, estou vos enviando como ovelhas no meio de lobos”.

Os tiranos e seus sequazes provavelmente assistirão à Missa, como o fizeram quando vosso predecessor, o Venerável João Paulo II, visitou a ilha alguns anos atrás.

Esses homens também necessitam de Vós, no modo desvirtuado deles. Eles esperam que vossa visita lhes concederá uma aura de legitimidade, engordará os seus cofres e enganará o mundo com a ideia de que afinal de contas eles não são tiranos.

Muitos de vossos predecessores lidaram com tais homens em circunstâncias piores. Nós, cubanos, sabemos que aqueles momentos não serão fáceis para Vós. Mas nossas orações hão de Vos acompanhar a cada um de vossos passos, e também a cada aperto de mão.

... enquanto dissidentes pela liberdade seguem morrendo (Wilam Villar)
E estamos confiantes de que o Espírito Santo Vos ajudará a tratar com esses lobos, como Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu há cerca de dois mil anos, quando disse aos seus discípulos para serem “astutos como as serpentes, mas inocentes como as pombas”.

Não tenho senão um pedido: por favor, encontrai-Vos com as Damas de Branco enquanto estiverdes em Cuba. Elas próprias o pediram, através de vosso núncio Monsenhor Bruno Musaro, com quem elas se encontraram algumas semanas atrás. Abençoai-as com a vossa presença, por favor, Santíssimo Padre.

Elas são mais corajosas do que se imagina; mas, sujeitas como estão a constantes abusos físicos e mentais, e a constantes ameaças de prisão ou morte, elas têm extrema necessidade de vossa bênção.

Como o sabeis bem, elas são frequentemente atacadas e espancadas, e impedidas de ir à igreja; às vezes são atacadas até mesmo dentro das igrejas. Elas estão vivendo a um alto custo o Evangelho, entregando as suas vidas pelos seus irmãos.

Como a mulher cananeia que gritou a Jesus: “Senhor, ajudai-me!”, ou a mulher que tocou a franja do manto de Jesus à espera de uma cura, elas estão se apresentando, cheias de fé, pedindo contra todas as esperanças.

Professor de Yale pede um gesto só do Pontífice
pelas Damas de Branco espancadas e perseguidas
Numa ilha na qual cada um se tornou um mendigo, elas pedem o mais raro e precioso presente de todos: vossa presença.

E, oh cena que poderia ser vista pelo mundo inteiro! Vós e as Damas de Branco, juntos. Que signo para os sentidos: uma imagem tão inesperada que poderia restaurar a visão dos cegados pelo ódio, ou represar o fluxo de sangue que manchou aquela bela ilha-prisão por tanto tempo. Ela poderia também afugentar os demônios.

Vosso poder como Vigário de Cristo é único. Vós dirigis a atenção do mundo. Vós servis de consciência do mundo.

Vosso reconhecimento público das Damas de Branco poderia mudar o curso da História. Elas rezam para isso; todos nós também rezamos com elas.

Eu, um mendigo, afastado de minha terra 50 anos atrás, uno-me às corajosas Damas no pedido. Pedimos como o homem cego que não cessou de gritar a Jesus, e que o fez tão alto até ser mandado calar.

E pedimos em nome de Jesus, esperando que Vós ouvireis as nossas vozes por cima da sombra feita por aqueles que não querem que sejamos vistos ou ouvidos.

quinta-feira, 22 de março de 2012


A viagem de Bento XVI a Cuba: esperanças e preocupações

Valladares: testemunha dos mártires cubanos que morreram
bradando “Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo”
Por Armando F. Valladares

No dia 26 de março, Bento XVI chegará à Cuba para uma visita de três dias.

O ditador Raúl Castro prometeu que o pontífice será recebido com “carinho” e “respeito” e foi rápido em anunciar a libertação de 2.900 presos, dos quais apenas sete presos políticos.

Por seu turno, o porta-voz do Vaticano, P. Federico Lombardi, disse que Bento XVI “quer muito” conhecer Cuba e que a viagem será “certamente” um dos principais eventos de 2012.

É compreensível que o anúncio da visita papal a um país dominado por um regime comunista, especialmente cruel e repressivo, que acaba de completar 53 anos de existência, desperte esperanças de que possa contribuir para a liberação de 11 milhões de cubanos.

No entanto, expectativas semelhantes foram abertas em 1998, por ocasião da visita à Cuba de João Paulo II, mas o regime foi capaz de capitalizar politicamente a visita, usando de publicidade, o que contribuiu para a hierarquia comunista continuar no poder.

Pouco ou nada mudou em termos de liberdade, enquanto o socialismo continuou sendo decepção e frustração que duram até hoje.

Atualmente, a preocupação natural de muitos cubanos na ilha e no exílio é que uma situação semelhante se repita com a segunda viagem de um pontífice à ilha-prisão.

Política vaticana com Cuba: pouco ou nada mudou para os católicos
O secretário da Conferência dos Bispos Católicos de Cuba (COCC), monsenhor José Félix Pérez Riera, reconheceu que a visita de Bento XVI trará ao povo infeliz de Cuba um “sopro de liberdade”, mas descartou consequências políticas com a visita papal.

Pastores de Cuba são responsáveis por manter, durante as últimas décadas, uma política infeliz e persistente de colaboração com os lobos que oprimem o rebanho.

Os cubanos estão preocupados com o fato de que, devido à perspectiva da viagem papal, o regime está anunciando mudanças “cosméticas” para impressionar ingênuos ou ignorantes sobre a realidade cubana. No fundo, não mudará o natureza criminosa do regime.

Há poucos dias, por exemplo, o governo comunista levantou a possibilidade de flexibilizar a proibição contra o direito de entrar e sair livremente da ilha, aliás, uma das razões pelas quais Cuba continua a ser uma ilha prisão. Mas Raul Castro adiou o tema, refletindo o pensamento da mais recente sessão da Assembleia Nacional, que considera a proibição ponto central para “o destino da Revolução”.

Cubas quer uma religião que acerte os ponteiros com o comunismo
Em termos de liberdade religiosa, a Constituição cubana “reconhece, respeita e garante a liberdade de religião” (artigo 55). Mas pouco ou nada falam sobre a existência do artigo 62 da Constituição, que é responsável por desdizer tudo.

Este referido artigo diz que “nenhuma liberdade” pode ser exercida “contra os objetivos do Estado socialista ou contra a decisão do povo (sic) de construir o socialismo e o comunismo cubano”. E acrescenta, em uma ameaça explícita, constantemente posta em prática, que “a violação deste princípio é punível”.

O regime está disposto a tolerar apenas um tipo de religiosidade que tem efeitos anestésicos sobre a consciência, uma religião que não mostre o comunismo como doutrina diametralmente oposto aos Mandamentos da Lei de Deus.

Esta preocupação de cubanos de dentro e de fora da ilha com as perspectivas da viagem papal se justifica diante das palavras com que Bento XVI recebeu as credenciais do embaixador cubano.

O Papa chegou a elogiar o “internacionalismo” cubana, ignorando que foi ele responsável por tanto sangue e lágrimas derramadas na América Latina e África.

Na ocasião, o Papa destacou como exemplos de supostos benefícios do internacionalismo cubano a “alfabetização” e a “saúde”. No entanto, esses aspectos são bons apenas na propaganda e se constituem como garras satânicas de controle psicológico, mental e social de crianças, jovens e adultos em Cuba e outros países.

Secretário de Estado: visita frequente e bem recebida pelos tiranos
Finalmente, esta preocupação é maior quando se considera o pró-Castro demonstrado pelo cardeal Tarcisio Bertone, o atual secretário de Estado da Santa Sé, durante três viagens à ilha-prisão, a primeira delas como Arcebispo de Génova, e as duas mais recentes na sua qualidade de Secretário de Estado.

Já em sua primeira viagem, o cardeal Bertone, depois de uma longa entrevista com Fidel Castro, teceu elogios a “lucidez notável” do tirano, expressou sua convicção de que ele tinha “grande respeito pela religião” e terminou e deixou muitas pessoas estupefatas ao dizer a ilha é “ totalmente aberta”.

Como fiel católico cubano, eu acho que tenho, não só o direito, mas a obrigação de consciência de divulgar estas considerações.

Eu tenho um compromisso com os jovens mártires católicos que morreram no paredão da prisão de La Cabaña, gritando “Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo”.


Proclamações de fé verdadeira, heroísmo e martírio que ainda ressoam em meus ouvidos – e nos ouvidos de muitos ex-presos políticos sobreviventes de La Cabaña.

Eu tenho, sim, um compromisso a honrar com os meus amigos mortos na prisão de Castro, com a luta pela liberdade do meu país, com a história e, sobretudo, com Deus e com a Virgem de la Caridad del Cobre, Padroeira de Cuba.

Traduçao de Clésio Boeira





Armando Valladares – Escritor, pintor e poeta, padeceu durante 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller Contra toda a esperança, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU nas administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a Ostpolitik vaticana em relação a Cuba.










segunda-feira, 19 de março de 2012


O inferno cubano e o silêncio vaticano

Armando F. Valladares

No dia 19 de janeiro p.p. — a dois meses da viagem de S.S. Bento XVI à ilha-prisão de Cuba e 24 horas antes da chegada de uma delegação vaticana de alto nível para ultimar detalhes da visita papal — o regime cubano, à maneira de uma gargalhada macabra, deixava morrer o jovem preso político Wilman Villar Mendoza [foto ao lado]. Ele era pai das meninas Geormaris e Wilmari, de 7 e 5 anos. Uma morte cruel que sua esposa, Maritza Pelegrino, não duvidou em qualificar de “assassinato”.

Tendo sido condenado a prisão em 24 de novembro de 2011, Wilman decidiu, num ato de desespero, protestar diante do mundo contra a sua condenação — e, sobretudo, contra a situação de escravidão em que jaz seu querido povo cubano — com a única coisa que julgou ter em mãos: uma greve de fome, cujo objetivo não era o de atentar contra a sua própria vida, mas de usá-la, em seu extremo abandono e aflição no fundo das masmorras castristas, como um modo muito arriscado de protesto.

Ele foi isolado e deixado nu numa cela úmida e fria, contraindo pneumonia. Seus verdugos — como já haviam feito com o também preso político e dirigente estudantil Pedro Luis Boitel, por ordens do próprio Fidel Castro, em 1972, e com Orlando Zapata Tamayo em 2010 — não lhe deram a devida atenção médica, nem água para ingerir.


Raúl Castro prepara vitima que vai ser fusilada
Ainda tentaram, mediante promessas mentirosas de libertação, que ele renegasse suas ideias em prol de uma Cuba liberta, digna e próspera. Mas percebendo que não podiam quebrar-lhe a resistência, não somente o deixaram morrer, como aceleraram a sua morte com a falta de atenção médica adequada.

Em Cuba, as Damas de Branco, das quais fazem parte a viúva de Wilman e opositoras da estatura de Martha Beatriz Roque Cabello, foram as primeiras a denunciar ao mundo, no dia 24 de novembro de 2011, a arbitrária prisão de Wilman. Foram também as primeiras a condenar a atitude criminosa do regime comunista, consumada em 19 de janeiro, tendo sido secundadas pelos governos da Espanha, Estados Unidos e Chile.

Elas receberam a solidariedade emocionante de cubanos da ilha, bem como de desterrados e de amantes da dignidade humana, da liberdade e do direito no mundo inteiro. A fundadora das Damas de Branco, Laura Pollán, morreu no ano passado num hospital, por falta de assistência médica.

Em sentido contrário, os silêncios mais clamorosos, que me conste, foram os da Secretaria de Estado da Santa Sé, do Cardeal de Havana, D. Jaime Lucas Ortega y Alamino, e da Conferência Episcopal Cubana.

Cardenal Bertone, secretário de Estado, estreita mão de Raúl Castro em Cuba
O caso desesperador do jovem Wilman era de conhecimento público havia dois meses. Aqueles Pastores tiveram, portanto, muito tempo para falar, interceder pela sua liberdade e dar-lhe assistência espiritual no cárcere, e inclusive para lhe advertir com caridade que a Igreja se opõe às greves de fome, apresentando as razões de tal oposição.

Eles tiveram muito tempo para exigir uma assistência médica adequada e deixar claro aos carcereiros que estes já não mais podiam continuar agindo impunemente. Mas, até hoje, que me conste, eles permanecem num inexplicável silêncio.

Será que tais Pastores não conhecem o opróbrio e a injustiça de que são vítimas os presos políticos em Cuba, ou conhecem e permanecem indiferentes? Será que não estão a par da violação institucionalizada de todos e de cada um dos Mandamentos da Lei de Deus, ou estão e também são indiferentes a esse fato marcante? Não ouvem esses gritos de desespero e angústia que brotam dos cárceres cubanos? Esse drama inimaginável nada lhes fala e não lhes sugere outra atitude a não ser esse pesado silêncio?

Diplomacia vaticana tem sentido único:
agrada os torturadores e esquece as vítimas
Através de conhecidos motores de busca da Internet, procurei localizar, da parte de alguma autoridade eclesiástica vaticana ou cubana, sequer uma declaração de consolo cristão para a família do preso político; ou a narração de eventuais tratativas junto aos carcereiros; ou ainda uma oração pedindo misericórdia divina para Wilman e alento para o escravizado povo cubano. Mas, até o momento, nada disso encontrei.

Também de modo infrutífero tentei encontrar ao menos uma referência noticiosa à morte de Wilman no “Osservatore Romano”, na Rádio Vaticano, nas duas maiores agências católicas — Zenit e ACI —, no site web da Conferência Episcopal Cubana, nos sites web Espacio Laical y Palabra Nueva, da Arquidiocese de Havana. Quanto eu desejaria que os fatos me desmentissem!

Esse silêncio de Pastores chamados a dar a vida pelas suas ovelhas produz tanto ou mais sofrimento do que o próprio assassinato de um jovem membro do rebanho.

Silêncio mais pesado pelo fato de ter sido clamorosa a insistência pública de SS. Bento XVI e da Santa Sé em prol da defesa dos direitos da pessoa humana.

Silêncio enigmático e desconcertante da diplomacia vaticana do qual, segundo destacados jornalistas, uma das raízes históricas parece estar no próprio silêncio do Concílio Vaticano II em relação ao comunismo, ao conceder aos lobos total liberdade para dizimar o rebanho em Cuba, nos países do Leste europeu, na Rússia, na China, no Vietnã etc.

O regime castrista, aparentemente tão seguro de sua impunidade, nem sequer teve o trabalho de fuzilar Wilman, Boitel e Orlando. Deixou-os morrer de um modo como não se faz sequer com animais selvagens.

O desamparo em que ficaram sua jovem viúva e suas duas filhinhas [foto] doentes — uma epiléptica e a outra com sérios problemas respiratórios — é um reflexo dilacerante do atual drama do povo cubano.

Segundo versão recebida de Cuba pelo meu companheiro de presídio e hoje brilhante jornalista Carlos Alberto Montaner, as duas crianças não entendem o que aconteceu com o seu querido pai. Como a família tem influência cristã, a mãe lhes explicou que ele foi para o Céu. “E onde está o Céu, mamãe?” — perguntaram. “Muito longe de Cuba. Muito longe” — respondeu a jovem viúva.

É aos artífices, aos propulsores e aos mantenedores do Inferno cubano — tão, mas tão longe do Céu — a quem o silêncio vaticano favorece em primeiro lugar.

Sobre a viagem papal à ilha-prisão, escrevi no dia 1º. de janeiro de 2011 o artigo “A viagem de Bento XVI a Cuba: esperanças e preocupações”, publicado dois dias depois no “Diário Las Américas” de Miami e difundido por centenas de blogs, sites web e redes sociais de cubanos desterrados e defensores da liberdade do mundo inteiro.

O drama das Damas de Branco em Cuba

Cuba: Damas de Branco pedem a ajuda à Igreja
 

Fonte das matérias de terceiros: 
O que está acontecendo na América Latina - http://esta-acontecendo.blogspot.com.br/