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domingo, 6 de novembro de 2011

Dois pesos e duas medidas - O câncer de Lula

O texto abaixo é de Rodrigo Constantino (ver apresentação no final deste post) e desmistifica a hipocrisia lançada nas redes e algumas mídias tendenciosas. Os pesos e medidas, infelizmente, são diferentes, quando se trata de campanha ou militancia. Vale a pena ler.
Celso Brasil

O câncer de Lula


Por Rodrigo Constantino

Eu dei meu apoio a esta iniciativa, que gerou forte reação de muitas pessoas, alegando que não se deve “brincar” com a saúde alheia.

Pretendo justificar minha postura com mais argumentos, até porque há gente desonesta espalhando mentiras por aí e distorcendo tudo sobre o assunto.*

Em primeiro lugar, acredito que quem sempre brincou com a saúde dos outros foi o próprio Lula, inclusive quando fez declarações absurdas como esta da “perfeição” da nossa saúde pública, ou quando disse que dava até vontade de ficar doente para ser atendido por uma UPA.

Trata-se de piada de mau gosto, um escárnio que machuca todos aqueles que dependem efetivamente do SUS.

O que a campanha intencionava, portanto, era expor esta hipocrisia, esta incoerência do maior populista que este país já teve, disposto a qualquer tipo de bravata verborrágica para ficar no poder.

Será que aqueles que se sensibilizam com a doença do ex-presidente agora estavam tão preocupados assim com os milhões de brasileiros que sofrem diariamente nas precárias condições dos hospitais públicos, muitos morrendo desnecessariamente, enquanto Lula repetia aquelas atrocidades com fins eleitoreiros?

Mas argumenta-se que doença não deveria ser uma forma de “vingança” política.

Pode ser.

E rebato aqui as acusações de que é abjeto desejar o mal a pessoas apenas porque divergimos delas ideologicamente.

Não é este o caso quando se trata de Lula.

Eu divirjo de muitas pessoas, e não as desejo mal algum.

A divergência intelectual é até saudável dentro de certos limites, e a tolerância é uma bandeira liberal que sempre abracei.

O problema não é “apenas” discordar de Lula nas idéias; o problema é o estrago concreto que o próprio Lula faz ao país e aos brasileiros, com sua demagogia e imoralidade.

Em escala diferente, creio que muitos venezuelanos não derramaram lágrima alguma com o câncer do tiranete Hugo Chávez.

Ah, mas Lula não é um ditador!

Verdade, mas não por falta de vontade e desejo, e sim porque as nossas instituições, que ele tanto ajudou a enfraquecer, não permitiram.

E aqui cabe responder também aos que afirmam, seguindo a tradição cristã, que não devemos desejar o mal de ninguém.

Odeie o pecado, mas ame o pecador!

Será que isso pode ser realmente levado a sério?

Ou será que há muita hipocrisia nesta postura “humanista”?


Podemos fazer um teste: quantos esquerdistas sensibilizados pela doença de Lula reagiriam da mesma forma se fosse Bush o doente?

Sejam sinceros, companheiros!

Ou nem precisam responder: sabemos como os petistas reagiram ao comando do “chefe de quadrilha”, que mandou agredirem até fisicamente Mário Covas, que na época tinha câncer.

Se fosse Sarney o doente hoje, haveria a mesma comoção nacional para defendê-lo das campanhas irônicas?

Dois pesos e duas medidas. Logo se vê que este “humanismo” todo não passa de jogo de cena.

Não acho que o respeito seja algo grátis nessa vida. Acredito que devemos conquistá-lo. Alguns pensam que devemos respeitar ou até amar mesmo o ser mais abjeto do planeta.

Ame o próximo como a ti mesmo.

Nunca compartilhei desta máxima. Acredito que ela agride o que há de mais básico em nossa natureza.

Penso que, ao suspender o julgamento e colocar todos no mesmo saco do respeito imerecido, estamos sendo injustos com as pessoas decentes.

Há que se separar o joio do trigo.

Isso pode não ser sinônimo de desejar o sofrimento daqueles que julgamos pessoas desprezíveis. Mas também não quer dizer que vamos nos preocupar tanto com elas. Eu não ligo para a saúde dos traficantes. Eu não ligo para a saúde de caudilhos que espalham desgraças por onde passam.

A morte costuma transformar todos em santos.

Biografias são escritas refazendo a história.

Surge uma aura de inocência concomitantemente ao cadáver.

Nunca aceitei isso.

E sei que, no fundo, ninguém aceita.

É questão apenas de grau.

Ou alguém vai falar bem de Hitler só porque ele morreu?

A doença e o sofrimento costumam despertar o mesmo tipo de reação. Mas o cancro que se espalha pelo corpo não transforma um canalha em um homem bom. Um pulha com câncer continua sendo um pulha. Pode até ser politicamente incorreto dizer isso, mas não deixa de ser verdade. O contrário é apelar para a hipocrisia.

Voltemos à doença de Lula. Eu confesso abertamente: ela está na rabeira de minhas preocupações. Não consigo sentir pena dele, ainda que me esforce.

Isso me faz alguém insensível?

Não!

Apenas seleciono quem é digno de minha preocupação.

Antes de Lula, fico bem mais preocupado com os milhões de brasileiros decentes que sofrem com os serviços públicos caóticos, a despeito dos trilhões que governantes arrecadam e desviam para fins eleitoreiros ou corruptos.

Lula, convém lembrar, representa o que há de pior em nossa política. Não satisfeito, ainda fez questão de afrontar todos os que dependem do SUS quando chamou o modelo de “quase perfeito”. Isso deveria sensibilizar as pessoas.

Não aceito ser pautado pela sensibilidade seletiva dos “humanistas” de plantão.

Posso até não celebrar a doença e o sofrimento de uma pessoa, por mais que ela possa merecer certo castigo “divino” (principalmente quando o castigo das leis humanas não existe).

Mas também não vou transformar uma doença, por mais trágica que possa ser, em um salvo-conduto para limpar a sujeira grudada em indivíduos que viveram uma vida praticando o mal contra inocentes, disseminando o ódio e segregando as pessoas para conquistar o poder.

O lulopetismo é um câncer para o Brasil. Esta “doença” me incomoda muito mais do que a doença do ex-presidente.

Claro que o ideal seria derrotar este projeto populista e autoritário de poder nas urnas, ou ter instituições decentes para punir os corruptos do governo (até hoje os mensaleiros nem sequer foram julgados!).

Mas não serei hipócrita a ponto de demonstrar uma preocupação que não consigo sentir em relação àquele que desprezo como ser humano, por representar tudo que condeno em termos de valores e princípios.

A acusação mais patética de todas, aliás, fala de preconceito contra Lula.

Preconceito contra o que?


Tem vários nordestinos ou trabalhadores humildes que subiram na vida, de forma honrosa. Não foi o caso de Lula.

Preconceito, ou melhor, pós-conceito eu tenho contra corruptos, demagogos, populistas, bajuladores de tiranos assassinos, etc.

Perto de minha casa há um indigente que não parece nada bem de saúde. Sua situação me incomoda infinitamente mais do que o câncer de Lula.

As “almas sensíveis” que saíram em defesa de Lula e contra a campanha pelo tratamento no SUS – como se isso fosse o maior castigo do mundo, ou seja, os próprios petralhas rejeitam a saúde pública que Lula considera “quase perfeita” – mas, dizia eu, as “almas sensíveis” sofrem pelo indigente?


Ou só o ex-presidente merece tantas orações?

Eu considero legítimo usar a doença de Lula para expor sua hipocrisia desrespeitosa aos milhões de brasileiros que, de fato, precisam se tratar no SUS, pois não são ricos como o milionário Lula, que busca tratamento no melhor hospital do país, enquanto ainda ousa falar em nome de todos os trabalhadores pobres brasileiros, como se fosse um deles.

Chega de tanta hipocrisia!


* O Relatório Reservado, um “newsletter” de fofocas empresariais, publicou um comentário venenoso sobre mim, com o título “Ave agourenta”.

Diz ele: “Tomara que o Facebook não forme opinião. O colunista de O Globo Rodrigo Constantino postou ontem com vigor homicida comentário do qual não só comparava Lula a Hitler como torcia pela morte do ex-presidente. Depois reclamam que o PT quer censurar a imprensa...”.

Quantas falácias.

Usei Hitler apenas para mostrar que há claros limites para nosso “humanismo”, ou seja, não desejamos a boa saúde de todos os seres humanos, ao contrário do que alguns disseram.

E jamais torci pela morte do ex-presidente.



Disse apenas que ele deveria ser coerente e buscar tratamento no SUS.

O autor do comentário deve achar que isso é suicídio, mas deveria reclamar com o próprio Lula, que pensa o contrário.

Do alto de sua perfídia, o autor ainda usa meu comentário no Facebook como justificativa para o PT defender a censura da imprensa.

Também, esperar o que de um jornaleco que diz, cheio de orgulho, que “Seu número zero foi uma carta da indústria nacional contra o perigo das importações, o que já apontava para sua posição editorial de viés nacionalista”?

É dureza...
Rodrigo Constantino é formado em Economia pela PUC-RJ, e tem MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha no setor financeiro desde 1997. É colunista da revista Voto, do caderno Eu&Investimentos do jornal Valor Econômico, do jornal O Globo e do site ordemlivre.org. Ele também é membro-fundador do Instituto Millenium e diretor do Instituto Liberal.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Governo decreta pena de morte para portadores de câncer

Governo Dilma condena a morte quem tem o linfoma, mesmo câncer que ela contraiu!
Porque o tratamento custa R$ 40.000,00 por mês e fica a pergunta: Quantos brasileiros podem pagar por isso?
Ela simplesmente suspendeu o fornecimento do remédio para a população no primeiro semestre deste ano.

Agora, Lula diagnostica câncer na sexta-feira e inicia tratamento na segunda.
Acabaram-se as filas nos corredores dos hospitais?
Realmente o sistema de saúde no Brasil está quase perfeito (palavras de Lula em 2006), caso contrário ele esperaria por meses na fila do SUS.
Mas está perfeito para os que tomaram o poder, porque remédios que antes eram disponibilizados para a população, agora foram suspensos - vide notícia abaixo.
E o povo brasileiro, de braços cruzados, brada - "LULA, VAI SE TRATAR PELO SUS".
Oras... Ele, Dilma e todos os que fazem parte do esquema, contam com todos os recursos e o povo ainda vai amargar mais um imposto justificado pela necessidade de verbas para a saúde. É evidente que nada mudará, a não ser o aumento da carga tributária que já penaliza os cidadãos, empresários e todos os que realmente contróem o Brasil. Quem destrói tem regalias, aliás, a inversão de valores tem sido a marca registrada destes últimos nove anos de desgoverno.
Resumo desta triste realidade:
NO BRASIL O POSTE É QUE FAZ XIXI NO CACHORRO.

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Governo Dilma Rousseff interrompe distribuição de medicamento contra câncer linfático


Fonte: UCHO.INFO e Jovem Pan
15-03-2011
Só para ricos –
Em 2006, quando se preparava para a campanha pela reeleição, o então presidente Luiz Inácio da Silva acionou o seu messianismo de camelô e garantiu que a saúde pública brasileira estava a um passo da perfeição. Uma monumental inverdade, pois passados mais de quatro anos da mitômana declaração pessoas comuns continuam morrendo nas filas dos hospitais.
Meses após sua irresponsável afirmação, Lula preferiu creditar o fiasco de suas palavras à extinção da malfadada CPMF, que caiu no palavrório popular como “o imposto do cheque” e que pode retornar em breve rebatizado como Contribuição Social para a Saúde. Enquanto isso não acontece, o Palácio do Planalto conta com sua tropa de choque para barrar no Congresso nacional a Emenda 29, que destina à Saúde mais recursos do Estado como um todo.
Para provar que a saúde pública continua freqüentando o universo do caos, não sem antes mostrar que Lula da Silva não tem condições de cobrar um centavo por qualquer palestra, o Ministério da Saúde decidiu dificultar a vida dos pacientes com câncer.
Uma das grande revelações do jornalismo brasileiro, a competente Patrícia Rizzo, da Rádio Jovem Pan, noticiou na segunda-feira (14) que a rede pública de saúde já não disponibiliza aos pacientes que fazem tratamento contra linfoma o medicamento Mabthera, cujo nome comercial é Rituximab. De acordo com a jornalista da principal emissora de rádio do País, “muitos pacientes de São Paulo com linfoma do tipo B tiveram o tratamento com o medicamento Mabthera interrompido porque o remédio, antes disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde de SP, passou a ser fornecido pelo Ministério da Saúde, que mudou os critérios para o seu recebimento”.
Acontece que sem o mencionado medicamento, o tratamento contra o linfoma B, o mesmo que teve a presidente Dilma Rousseff, perde parte de sua eficácia ao se restringir apenas às sessões de quimioterapia. O custo mensal do tratamento com o Mabthera é de R$ 40 mil, valor que dezenas de milhões de brasileiros sequer sonham em conseguir ao longo da vida.
Se Luiz Inácio da Silva é um contumaz no universo da mitomania, a sua sucessora, Dilma Rousseff tem o dever, como ex-paciente de linfoma, de disponibilizar o Mabthera a qualquer brasileiro que enfrente essa doença que compromete o sistema de defesas do organismo. Eis o momento para a presidente Dilma transformar em realidade uma de suas tantas promessas de campanha.
Com a palavra, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha, da Saúde.

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Brasil - novembro de 2011
Será que, neste momento, Lula para para pensar o quanto poderia ter feito pela saúde do povo, com os BILHÕES desviados em seu governo?
Agora não dá pra dizer ao câncer: Não vi. Não sei de nada.

Este é um caso para se pensar. Para o brasileiro refletir e se unir em ações. De falácias, basta o desgoverno.
Celso Brasil

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31/10/2011 - 20h17

Tratamento de câncer pelo SUS atrasa e é insuficiente, diz TCU

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA- Folha
Pelo menos 58 mil pacientes de câncer ficaram sem fazer serviços de radioterapia e outros 80 mil deixaram de fazer cirurgias de câncer no país do ano passado. Estes são números estimados de uma análise feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no sistema de oncologia do país.
Para o órgão de controle, o sistema de tratamento do câncer "não está suficientemente estruturado para assegurar atenção oncológica adequada para toda a população que dela necessita".
Além de não conseguir atender a todos --na radioterapia o índice de não atendidos é de 34% e em cirurgia, de 53%-- os pacientes começam o tratamento muito depois do tempo devido.
No caso dos procedimentos de quimioterapia, o tempo de espera médio foi de 76,3 dias e apenas 35% dos pacientes foram atendidos com 30 dias (prazo recomendado pelo Ministério da Saúde).
Na radioterapia, o resultado é ainda pior: 113,4 dias de espera e apenas 16% atendidos no primeiro mês.
No trabalho, foi feita uma pesquisa com médicos que apontou que a falta de pagamento pelo ministério da Saúde de alguns procedimentos e os baixos valores pagos atrapalham o tratamento dos doentes.
O Ministério da Saúde informou que os gastos dos SUS com tratamento de câncer triplicaram nos últimos 12 anos, chegando a R$ 1,8 bilhão em 2010. A previsão em 2011 é que o valor alcance R$ 2,2 bilhões.
A quantidade de atendimento aumentou 41% entre 2003 e 2010, sendo que as cirurgias aumentaram em 40% e as quimioterapias em 100%. Além disso, houve reajuste dos procedimentos no ano passado. No total, 300 mil pessoas receberam assistência em 2010, segundo o ministério.